<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384</id><updated>2012-02-16T18:58:17.711-02:00</updated><title type='text'>Espiritualidade e Ciência</title><subtitle type='html'>"Não se deixe abater por um ceticismo improdutivo." L.Pasteur</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-6902623706020489466</id><published>2011-10-02T19:31:00.001-03:00</published><updated>2011-10-02T19:32:54.710-03:00</updated><title type='text'>Dolores Cannon - Hipnoterapia e Espiritualidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/sIhwsaARuwQ" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-6902623706020489466?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/6902623706020489466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=6902623706020489466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/6902623706020489466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/6902623706020489466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2011/10/dolores-cannon-hipnoterapia-e.html' title='Dolores Cannon - Hipnoterapia e Espiritualidade'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/sIhwsaARuwQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-7798974048775786921</id><published>2011-02-19T23:44:00.002-02:00</published><updated>2011-02-19T23:47:05.163-03:00</updated><title type='text'>Leonardo Orr e a Imortalidade Física</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-uIN8kBZmCi0/TWCAUbRa1vI/AAAAAAAAA08/V5gRj2dcxwY/s1600/Leonard.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uIN8kBZmCi0/TWCAUbRa1vI/AAAAAAAAA08/V5gRj2dcxwY/s400/Leonard.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575597427091232498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Da Referência [1]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia da imortalidade física dá às pessoas a oportunidade de desvendar seu anseio inconsciente de morte e liberta-as da tirania da mentalidade de mortalidade. A ignorância da imortalidade física deixa as pessoas presas na miséria, autodestruição, medo, fracasso e insegurança que causam doenças e dores, violência e guerra, luta pelo poder, impotência e crueldade, degradação humana e a morte em si mesma. A filosofia da imortalidade física liberta a imaginação humana, permite o acesso a enormes reservas de energia e criatividade, cria uma motivação para a paciência e simplicidade e é, em si mesma, um teste de amor e inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota da morte é o teste básico de inteligência neste universo físico. A imortalidade física é o primeiro passo para qualquer prática de iluminação espiritual. O estudo da imortalidade física não tem sentido sem a purificação espiritual que produz alegria e domínio do corpo. A mais fácil e mais negligenciada técnica de purificação espiritual é a respiração (L. Orr é o introdutor da técnica respiratória chamada de Renascimento - Rebirthing).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Purificar a si mesmo significa manter seu amor tão puro, de modo que ele mantenha você praticando a verdade em todos os seus relacionamentos. A espécie de amor que produz imortalidade física é a paciência eterna. Este amor é de uma bondade infinita. Este amor deve incluir piedade e perdão infinitos. Este amor deve conter também uma disciplina inteligente e muita sabedoria. Amar a seu vizinho não é uma coisa superficial. Tem que ser mais do que com palavras. O amor é um poder suave, mas muito poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida na Terra não é para as pessoas fracas. Todas as pessoas fracas morreram no passado. E todas as pessoas que pensavam que eram fortes, mas não eram, também morreram. Mas muitas pessoas adquiriram integridade suficiente para conseguir a vida eterna de seus espíritos, mente e corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a imortalidade física, sem a maestria do corpo, é somente uma bobagem ou quase isso. Não há maestria do corpo sem emoções saudáveis. Talvez você já venha trabalhando para sua imortalidade física em muitas vidas anteriores. Talvez você alcance-a facilmente nesta vida. Vale o esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo físico é o seu bem de maior valor. Seu corpo tem mais valor do que o dinheiro, ouro, negócios, imóveis ou ações da Bolsa de Valores. Sem um corpo, tudo que é material torna-se instantaneamente sem valor, exceto para seus amigos e parentes. Pense bem: por que as pessoas tratam seus corpos com menos respeito do que tratam o dinheiro e mesmo suas roupas? Muitas pessoas gastam mais tempo, trabalho e dinheiro limpando suas roupas do que limpando suas mentes e corpos. Não é à toa que a morte se tornou tão popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada da verdade pode causar distúrbios temporários. São distúrbios e confusão resultantes do abandono de falsas crenças e mentiras sobre como funciona a vida. São os distúrbios que curam. Tendo sua mente e corpo centrados na verdade, você terá saúde e paz permanentes. O universo está pleno de serenidade. Se você não viu isso, é porque você sempre esteve perturbado. Uma mente ancorada na falsidade, nunca poderá ter paz profunda e duradoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não pode escapar de seus pensamentos sobre si mesmo(a), mas você pode mudá-los. Se Deus e o universo não amassem você mais do que você ama a si mesmo(a) você, provavelmente, não estaria aqui lendo este texto. O fato de que você está aqui e lendo este texto agora, é a prova irrefutável de que Deus e o universo amam você. É tempo de enfrentar a realidade -- a realidade ama você !!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas a crença na filosofia da imortalidade física produzirá a morte. Isto é, somente a crença, sem a prática. Crença é passado; vida eterna é uma conscientização diária, eterna. Não é alguma coisa que você fez, mas o que você faz. A vida eterna é natural. A morte física não é uma virtude. A morte não é bonita. A vida eterna é bela e o domínio do corpo é algo virtuoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é mais patético do que pessoas que acreditam na imortalidade física e que têm seus corpos envelhecendo e morrendo, revelando que elas estão enganando a si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo ou está morrendo ou vivendo e ficando mais saudável. Ou, ainda, está fazendo ambos, no processo de limpeza e purificação. Quando você libera sua programação de envelhecimento, que você absorveu de seus pais, parece que você está caminhando para a morte, mas a verdade é o oposto (situação conhecida, pelos naturistas, como "crise curativa"). É somente aparência. Na verdade, você está liberando a decadência e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre uma e outra pessoa está, fundamentalmente, na qualidade das idéias que elas têm. A filosofia da imortalidade física é uma boa coleção de idéias, e se a pessoa tiver o espírito, a mente e o corpo sintonizados nela, ela estará praticando a verdade. As idéias podem ir e vir, mas enquanto elas estiverem na mente, elas têm o poder de produzir resultados no corpo. O corpo é totalmente submisso a todas as idéias da mente. Os pensamentos habitualmente pensados é que se tornam predominantes, têm o maior poder de controle sobre o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamentos mortalistas dominam a mente, produzem doença e sofrimento, e a pessoa pensa em suicídio. Quando pensamentos puros e de eternidade dominam a mente, a pessoa pensa em vitória, em alegria e em prazer. Pensamentos de vida eterna produzem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já é imortal, até que você prove o contrário. Morrer é mais difícil do que viver. A seguinte afirmação já salvou milhares de pessoas da morte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou vivo(a) agora e, portanto, minhas pulsões (anseios) de vida são mais fortes do que minhas pulsões de morte. Na medida em que eu fortalecer minhas pulsões de vida e enfraquecer minhas pulsões de morte, continuarei vivendo e crescendo em saúde e juventude."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a vida se torne mais popular do que a morte, neste século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Referência [2]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa civilização materialista tem a tendência de solidificar a pulsão de morte. Mas os imortalistas rejeitam a idéia de que a morte é inevitável, dizendo no lugar disso que a morte é controlada pela consciência do indivíduo. Os imortais sabem que a morte é apenas para pessoas que amam e persistem na ignorância. A morte é para pessoas que amam mais os prazeres superficiais do corpo do que os prazeres do espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquistar a morte é o teste básico de inteligência no universo físico. A imortalidade física é o primeiro degrau em qualquer prática de iluminação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas morrem antes que elas questionem a idéia de que a morte é inevitável, apesar de elas pensarem que elas estão iluminadas espiritualmente. Mas a idéia de imortalidade física não é suficiente. Desenvolver uma filosofia de imortalidade física é o primeiro passo. O segundo passo é resolver a pulsão de morte pessoal absorvida da tradição familiar - a psicologia da imortalidade física. O terceiro passo é desenvolver a maestria do corpo físico - a fisiologia da imortalidade física. A terceira etapa é onde os exercícios práticos de purificação espiritual entram. Por exemplo, a maestria da respiração ensina, entre outras coisas, a maestria do mundo astral, que a maioria das pessoas pensam que é o mundo dos mortos. A purificação pela água e pelo fogo são básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção não é denegrir a prática da morte física. A morte física é uma grande invenção que permite às pessoas deixarem o planeta Terra quando elas não gostam de estar aqui. A maioria das pessoas parecem estar com mais medo de viver consigo mesmas para sempre do que da morte física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note que você é atualmente imortal até que você prove o contrário. Morrer é mais difícil do que viver. Adicionar as palavras "imortalidade física" ao dicionário de cada um é um objetivo educacional válido. A constatação de que a nossa própria mente é a maior ameaça à saúde e à vivacidade de nosso corpo físico é um pensamento que todos deveriam ter. Nós programamos nossos filhos para morrer. A guerra é uma expressão social da pulsão de morte pessoal. Uma pessoa com uma casa com encanamento interno de água, água quente e uma lareira possui a mais sofisticada "caverna do iogue imortal" jamais desenvolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trajédia de nossa geração é que as pessoas estão morrendo sem necessidade na ignorância, apenas porque elas nunca escutaram ou pensaram sobre a idéia de imortalidade física. Nós poderíamos ter o céu na Terra se as pessoas estivessem tão comprometidas com a saúde, amor e vivacidade quanto elas estão com a ignorância, pensamentos negativos e com morrer para ir para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueça que a imortalidade física não é o objetivo final. Ela é o benefício natural de ser uma boa pessoa e de seguir as regras de um viver saudável. Viver mais não é o objetivo da imortalidade física. Aumentar a qualidade de vida de si é o objetivo - a atual qualidade da existência pessoal no espírito, mente e corpo. A imortalidade física nos liberta da prisão de viver sob uma sentença de morte. A maioria das pessoas está vivendo no "corredor da morte" e ficam intrigados porque suas vidas não funcionam direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblia diz várias vezes: "O presente da Vida Eterna pode ser vosso" (veja, por exemplo, João 3:16). Vida Eterna significa incorporar o corpo na vida consciente do Espírito Eterno. Tudo que existe no céu e na Terra é energia, pensamento e forma. O seu potencial divino completo existe no aqui e no agora, tanto quanto existem no mais alto céu. Deus está aqui, também! Não existe melhor lugar para se estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode apenas começar este trabalho; não existe fim para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à filosofia da imortalidade física, é importante frisar que existe uma grande diferença entre o conhecimento intelectual e o conhecimento que cria a nossa realidade física -- o teórico e o causador. O conhecimento intelectual torna-se conhecimento real através da repetição e da meditação. Você não aprendeu nada sobre as coisas que você não tenha uma lembrança instantânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada doença é uma crise curativa que nos ensina algo. O pensar positivo e superficial não muda as memórias do corpo, mas uma crise curativa irá mudar. Sua perfeição divina natural tem a tendência de curar espontaneamente suas emoções e seu corpo, quando você libera seus pensamentos negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Individuos que acreditam em imortalidade física e que vivem em um ambiente de mortais, geralmente morrem porque eles se afogam na mentalidade mortal. Mortais que vivem em uma comunidade de imortais podem viver para sempre porque eles são alimentados pela energia imortal e pelos pensamentos imortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão da maioria das religiões terem falhado é porque seus objetivos é alcançar a realização maior fora do corpo - através da morte. Elas têm conseguido este intento. As escrituras chamam o corpo humano de templo de Deus. Mas se nós não encontrarmos Deus aqui e agora, a morte não irá nos ajudar. Isto significa que o corpo humano é a única igreja verdadeira. É apenas escutando os sermões de nosso próprio corpo que nós podemos conseguir a vida eterna. Infelizmente, parece que as pessoas amam mais suas falsas religiões do que o templo vivo de Deus; elas prezam mais seus maus hábitos do que seus corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo ortodoxo de hoje é uma religião mortalista. A razão da abordagem cristã sobre o aborto não funcionar é porque ele abomina a morte de fetos, enquanto vendem a morte de adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus descobriu que ninguém pode morrer por outro e que ninguém salva ninguém. Todos possuem livre arbítrio e precisam se salvar ou se perderem por si mesmos. No entanto apesar dos fatos dos últimos 2.000 anos, a igreja cristã continua ensinando que o sangue de Jesus nos salva do pecado e da morte. Meu estudo da Bíblia, história da igreja e observações do dia-a-dia me ensina que em 2.000 anos, nenhum cristão foi liberado do pecado e da morte por causa da morte de Jesus. Isto é apenas uma teoria. É uma falsa doutrina criada pelos homens da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte e a ressureição de Jesus nos pode inspirar para fazermos a mesma coisa, mas nós precisamos aprender como fazer isso. As práticas espirituais simples são os segredos reais da vida eterna. Porém a chave é praticá-las, não apenas as conhecer. Nós precisamos executar essas práticas pelo tempo que nós desejarmos estar totalmente vivos. A forma do universo e do seu corpo é mantida pelo hábito. A única forma de você manter-se a mesma pessoa ano após ano é retornando aos mesmos pensamentos; os hábitos de pensamento criaram a nós, do jeito que nós somos. A qualidade desses hábitos nos torna vivos ou mortos. Apesar de que eu fui salvo e nascido novamente, eu percebi que eu tenho que manter me salvando todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade nos ensina que todos nós temos que nos curar e nos manter saudaveis, e que ninguém pode morrer por nós. Cada pessoa tem que morrer por si mesma, a menos que ela aprenda como ascender ao céu, como fizeram Enoque, Elias, Melquizedeque ou os iogues imortais. Todo mundo que morre, morre por nós, para nos ensinar como a morte funciona de tal forma que nós não tenhamos que fazer isso - se nós captarmos a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imortalidade física é natural. É a morte que é não-natural, em vista da nossa natureza divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bíblia, a maestria da respiração é chamada de "comer da Árvore da Vida". A respiração é o poder e a mente é o diretor deste poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respiração é a fonte do corpo. A respiração simples junto com uma melhoria da qualidade de seus pensamentos sobre seu corpo, pode curar tudo. A verdade é que não existem doenças, apenas curas. O que é chamado de doença é apenas a cura em progresso. Todas as doenças e acidentes são ou o espírito e o corpo tentando curar a mente, ou o espírito e a mente tentando curar o corpo. Todos nós somos médicos que precisam curar a si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono é o jejum involuntário para a maioria das pessoas. Ele nos mantém vivos. Comer após o sono é chamado de "desjejum" - romper nosso jejum da noite. Pessoas que jejuam bastante, dormem pouco. A comida constitui um trabalho extra para o corpo. A comida faz com que o corpo precise de mais descanso para poder se recuperar do trabalho de processar muita comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os iogues imortais passam anos e mesmo séculos sem comer. Mas eles levaram 50 a 100 anso para ter a maestria sobre a comida. Se toma tanto tempo para ter a maestria sobre a comida, quando você vai começar? Esta semana ou nunca? A maioria das pessoas se matam com comida. Se você deseja ser saudável, feliz e imortal, você precisa obter a maestria sobre a comida. A vitória sobre a comida é o caminho básico para a vitória final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imortalidade física não é difícil. Na realidade, é a forma mais prazeirosa de viver. Ser um mestre iogue imortal não é mais difícil do que você suportar uma família por 25 a 50 anos e colocar seus filhos na universidade. Ela requer o mesmo tipo de foco. Para ser imortal, nós apenas precisamos focar nos hábitos extremamente prazeirosos (se ordinários) da vivacidade pessoal e evitar os hábitos mortais. Infelizmente, os hábitos mortais (como comer carnes mortas, por exemplo) estão programados em nós pelos nossos pais e são aprovados pela religião ortodoxa e pelas escolas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior barreira para a imortalidade física e para a transfiguração é sempre a mesma - a ignorância. Basicamente é a ignorância de si mesmo. Isso envolve a ignorância filosófica, ignorância emocional, ignorância do corpo e ignorância da natureza. Os três maiores assassinos são a ignorância, a poluição da energia emocional e a dieta pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte física pode não ser o caminho para o céu e para Deus, como é popularmente acreditado na maioria das religiões. Precisamos escolher bastante objetivos que valham a pena para nos manter interessados na existência material neste planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Referência [3]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro, Leonard Orr descreve a seguinte passagem sobre o poder curativo da água:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu amigo Igor Tscharkovsky passou trinta dias em uma piscina (cheia de água), 24 horas por dia. Não só se curou de suas enfermidades como também se converteu em um gênio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me lembrou que nós passamos nove meses na nossa piscina materna (útero) e nascemos com o nosso maior nível de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma palestra no Rio de Janeiro [fevereiro 2005]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma das palestras desse workshop, Leonard Orr contou a seguinte passagem, sobre o poder curativo do fogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um boliviano que conheci emagreceu 25 kg dormindo com onze velas acesas ao lado de sua cama, durante um período de seis meses."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me fez pensar sobre a maior longevidade das mulheres, que preparam diariamente a comida do lar utilizando um fogão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Orr tem um livro, em português, sobre o fogo [4].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço, Rui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;[1] Leonard Orr, Imortalidade Física: A Ciência da Vida Imortal, Publicado no Rio de Janeiro por Mel Amélia Teixeira de Freitas, 1998.&lt;br /&gt;[2] Leonard Orr, Breaking the Death Habit: The Science of Everlasting Life, Frog Ltd., 1998.&lt;br /&gt;[3] Leonard Orr, Manual de Sanación (em espanhol), Editorial Las Acacias, 2005. pg. 32.&lt;br /&gt;[4] Leonard Orr, O Fogo e a Imortalidade Física, Tradução de Joselito Britto, 86 páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2006/03/pensamentos-de-leonard-orr.html&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-7798974048775786921?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/7798974048775786921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=7798974048775786921' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7798974048775786921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7798974048775786921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2011/02/leonardo-orr-e-imortalidade-fisica.html' title='Leonardo Orr e a Imortalidade Física'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uIN8kBZmCi0/TWCAUbRa1vI/AAAAAAAAA08/V5gRj2dcxwY/s72-c/Leonard.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-3007695962048895060</id><published>2010-06-12T14:07:00.002-03:00</published><updated>2010-06-12T14:08:35.825-03:00</updated><title type='text'>Cientista garante que a verdade sobre ETs será revelada em breve</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/TBO-54Odw9I/AAAAAAAAAyU/_risUORe_FA/s1600/SFriedman.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 326px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/TBO-54Odw9I/AAAAAAAAAyU/_risUORe_FA/s400/SFriedman.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481935072994902994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Portal Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WASHINGTON - O físico Stanton Friedman, que trabalhou por décadas em desenvolvimento de foguetes para algumas das maiores agências espaciais do planeta, diz que os alienígenas existem, estão nos visitando há muito tempo e que essa verdade será revelada em breve. "Alguns óvnis são espaçonaves inteligentemente controladas, e essa é a maior história do milênio. Estou convencido de que estamos lidando com um Watergate cósmico", diz Friedman. As informações são do Live Science.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friedman afirma que há duas razões principais para que as fortes evidências de aliens não sejam conhecidas melhor. A primeira seria uma suposta grande conspiração que perdura há décadas e que envolveria oficiais de alto escalão. De acordo com ele, a outra é que cientistas que podem exibir essas evidências estão com medo, não apenas daqueles que participam da suposta conspiração, mas também de admitir que a ciência estava errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o físico diz acreditar que a verdade sobre os óvnis será revelada em breve. "Eu continuo otimista, antes de morrer, e eu tenho 75 anos, eu vou pegar pelo menos uma parte dessa história, de que não estamos sozinhos no universo", diz o pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friedman se junta a um grupo de cientistas e famosos que está convencido de que existe vida extraterrestre inteligente e que esta já chegou até nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com o físico, está o astronauta Edgar Mitchell, que participou do programa Apollo, que também afirma que os aparecimentos de ETs é escondida pelos governos (o próprio Mitchell disse nunca ter visto um óvni, mas acredita no alien de 1947 em Roswell, no Novo México).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segundo a reportagem, outro defensor de que os ETs existem é o psiquiatra John Mack, ex-professor da Universidade de Harvard, que passou anos estudando pessoas que dizem ter sido abduzidas, sondadas e sofrido experimentos de aliens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/06/11/e110623560.asp#&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-3007695962048895060?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/3007695962048895060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=3007695962048895060' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3007695962048895060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3007695962048895060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2010/06/cientista-garante-que-verdade-sobre-ets.html' title='Cientista garante que a verdade sobre ETs será revelada em breve'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/TBO-54Odw9I/AAAAAAAAAyU/_risUORe_FA/s72-c/SFriedman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-8437064205297213859</id><published>2010-05-12T19:25:00.001-03:00</published><updated>2010-05-12T19:28:20.301-03:00</updated><title type='text'>Indiano que não come nem bebe...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S-sq31lArWI/AAAAAAAAAyE/p-3jXUEM8cg/s1600/prahlad-jani.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 252px; height: 334px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S-sq31lArWI/AAAAAAAAAyE/p-3jXUEM8cg/s400/prahlad-jani.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470513311135083874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Um iogue octogenário que diz ter vivido mais de sete décadas sem beber ou comer tem causado espanto em cientistas da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prahlad Jani, 83, passou duas semanas sob constante observação de 30 médicos e de câmeras de filmagem, em estudo que terminou na última quinta. No período, ele não ingeriu nada, não urinou nem defecou, segundo os observadores. "Continuamos sem saber como ele sobrevive. É um mistério", disse Sudhir Shah, neurologista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O único contato de Jani com líquidos foi para fazer gargarejos ou se lavar", disse G. Ilavazahagan, especialista em fisiologia. "Se ele não tira sua energia dos alimentos ou da água, deve tirá-la de outras fontes, e o sol é uma delas", ponderou Shah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo foi conduzido pelo Ministério da Defesa, que quer tirar de Jani lições sobre sobrevivência para militares e vítimas de tragédias naturais. Os resultados finais são prometidos para os próximos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua aldeia natal de Ambaji (norte), o iogue alega que foi abençoado por uma deusa quando tinha oito anos e que isso lhe permite viver sem alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, segundo a BBC, ele já passara dez dias sob observação de uma equipe médica, também sem consumir nada, mas apresentando boa saúde mental e física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u733197.shtml&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-8437064205297213859?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/8437064205297213859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=8437064205297213859' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/8437064205297213859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/8437064205297213859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2010/05/indiano-que-nao-come-nem-bebe.html' title='Indiano que não come nem bebe...'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S-sq31lArWI/AAAAAAAAAyE/p-3jXUEM8cg/s72-c/prahlad-jani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-7404232753123702994</id><published>2010-04-21T10:58:00.003-03:00</published><updated>2010-04-21T11:00:50.834-03:00</updated><title type='text'>O brilho do corpo humano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S88Es_l-BQI/AAAAAAAAAxY/InWn5eOqo8c/s1600/corpoluz.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S88Es_l-BQI/AAAAAAAAAxY/InWn5eOqo8c/s400/corpoluz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462590044055143682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Agradecimentos à Norma Cardoso pelo envio deste artigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo humano literalmente brilha, emitindo uma luz em quantidades e níveis muito pequenos que aumentam e diminuem no decorrer do dia, afirmam cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão em artigo publicado esta semana na revista científica Plos One.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu. Na realidade, praticamente todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, o que se acredita ser um subproduto de reações bioquímicas envolvendo os radicais livres. Esta luz visível difere da radiação infravermelha – uma forma de luz invisível – que vem o calor do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta ilustração, pode-se verificar que o corpo humano, especialmente o rosto, emite luz visível em pequenas quantidades que variam durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais sobre essa fraca emissão de luz visível, os cientistas japoneses trabalharam com câmeras extraordinariamente sensíveis, capazes de detectar um único fóton. Cinco voluntários sadios do sexo masculino foram colocados em frente das câmeras em quartos em completa escuridão com seus peitos nus. A exposição foi realizada de três em três horas durante 20 minutos – das 10 às 22 horas – por três dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas descobriram que a luz emitida pelos corpos aumentou e diminuiu ao longo do dia, com a intensidade mais fraca às 10 horas e mais alta às 16 horas, caindo progressivamente depois desse horário. Estas descobertas sugerem que as emissões de luz estão ligadas ao nosso relógio biológico, provavelmente devido à forma como os nossos ritmos metabólicos flutuam ao longo do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato descoberto no estudo é que o nosso rosto brilha mais do que o resto do corpo. Segundo os pesquisadores, isto pode acontecer porque o rosto normalmente é mais bronzeado que o restante do corpo – pois é mais exposto à luz solar. A melanina, pigmento da pele, tem componentes fluorescentes que poderiam reforçar essa produção de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador Hitoshi Okamura, biólogo da Universidade de Kyoto, afirma que uma vez que a produção desta fraca luz está ligada ao metabolismo do organismo, este estudo indica que câmeras que detectam essas emissões poderiam ajudar a detectar condições médicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se você puder ver essa trêmula luminosidade da superfície do corpo, você poderá ver toda a condição corporal”, disse o pesquisador Masaki Kobayashi, biomédico do Instituto de Tecnologia em Sendai, no Japão, que também participou do estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Terra&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-7404232753123702994?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/7404232753123702994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=7404232753123702994' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7404232753123702994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7404232753123702994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2010/04/o-brilho-do-corpo-humano.html' title='O brilho do corpo humano'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S88Es_l-BQI/AAAAAAAAAxY/InWn5eOqo8c/s72-c/corpoluz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-2458738902391773660</id><published>2009-12-13T00:01:00.002-02:00</published><updated>2009-12-13T00:06:48.275-02:00</updated><title type='text'>A Biologia da Crença</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SyRLNJ0xpzI/AAAAAAAAAvM/cOO9r4eJT-4/s1600-h/bruce-lipton.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 340px; height: 312px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SyRLNJ0xpzI/AAAAAAAAAvM/cOO9r4eJT-4/s400/bruce-lipton.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414535341353838386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O cientista que ajudou a revolucionar a biologia, ao examinar as reações químicas nas células apoiado na física quântica, afirma que é a mente que modela a vida das pessoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um respeitado pesquisador de células-tronco, o norte-americano Bruce Lipton rompeu as fronteiras da biologia tradicional ao incorporar a ela conceitos da física quântica. Idéias surgidas a partir dessa ótica, como a equivalência da membrana celular ao "cérebro" das células e o controle que o ambiente exerce sobre as células a partir de suas membranas, confirmam a íntima relação mente-corpo e indicam como podemos usar os pensamentos para assumir o controle de nossa vida. Lipton relata sua extraordinária trajetória em "A Biologia da Crença" (Ed. Butterfly), tema da entrevista a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA - O que é a "nova biologia" a que o senhor se refere em seu livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruce Lipton - Quando introduzi esses conceitos, em 1980, quase todos os meus colegas cientistas os consideraram inverossímeis. Mas a profunda revisão que a biologia convencional tem feito desde aquela época a leva hoje às mesmas conclusões a que cheguei 25 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas sabem que os genes não controlam a vida, mas a maior parte da imprensa ainda informa ao povo o contrário. As pessoas atribuem inicialmente suas deficiências e doenças a disfunções genéticas. As crenças sobre os genes levam-nas a se ver como "vítimas" da hereditariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os biólogos convencionais ainda consideram que o núcleo (o componente interno da célula que contém os genes) "controla" a vida, uma idéia que enfatiza os genes como o fator primário desse controle. Já a nova biologia conclui que a membrana celular (a "pele" da célula) é a estrutura que primariamente "controla" o comportamento e a genética de um organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A membrana contém os interruptores moleculares que regulam as funções de uma célula em resposta a sinais do ambiente. Para exemplificar: um interruptor de luz pode ser usado para ligá-la ou desligá-la. O interruptor "controla" a luz? Não, já que ele é controlado pela pessoa que o aciona. Um interruptor de membrana é análogo a um interruptor de luz quando liga ou desliga uma função celular, ou a leitura de um gene - mas ele é, de fato, ativado por um sinal do ambiente. A nova biologia enfatiza o ambiente como o controle primordial na biologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua teoria também está relacionada à física quântica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela medicina convencional, os "mecanismos" físicos que controlam a biologia se baseiam na mecânica newtoniana, a qual enfatiza o reino material (átomos e moléculas). Já a nova biologia considera que os mecanismos da célula são controlados pela mecânica quântica. Ela se concentra no papel das forças de energia invisíveis que formam, coletivamente, campos integrados e interdependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a mecânica quântica, as forças invisíveis em movimento nos campos são os fatores fundamentais que modelam a matéria. Os cientistas também reconhecem que as moléculas do corpo são controladas por freqüências de energia vibracional, de forma que a luz, o som e outras energias eletromagnéticas influenciam profundamente todas as funções da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as forças energéticas que controlam a vida estão os campos eletromagnéticos gerados pela mente. Na biologia convencional, a ação da mente não é incorporada à compreensão da vida. Por isso, é uma surpresa a medicina reconhecer que o efeito placebo responde por pelo menos um terço das curas médicas, incluindo cirurgias. Ele ocorre quando alguém sara devido à sua crença de que um remédio ou procedimento médico vai curá-lo, mesmo se o medicamento for uma pílula de açúcar ou o procedimento for uma impostura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova biologia ressalta o papel da mente como o fator primordial a influenciar a saúde. Nessa realidade, uma vez que controlamos nossos pensamentos, tornamo-nos mestres de nossa vida, e não vítimas dos genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que a nova biologia difere do darwinismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela frisa que a evolução não é conduzida pelos mecanismos sublinhados na biologia darwiniana. A teoria de Darwin oferece dois passos básicos para explicar como a evolução ocorreu: 1) mutação aleatória, a crença de que as mutações genéticas são randômicas e não influenciadas pelo meio ambiente - a evolução é conduzida por "acidentes"; 2) seleção natural, na qual a natureza elimina os organismos mais fracos numa "luta" pela existência, na qual há vencedores e perdedores.&lt;br /&gt;Em A Biologia da Crença, Lipton (alto) explica a íntima relação entre mente e corpo e o poder do pensamento na cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas descobertas oferecem uma imagem diferente. Em 1988, uma pesquisa revelou que, quando estressados, os organismos têm mecanismos de adaptação molecular para selecionar genes e alterar seu código genético. Ou seja, eles podem mudar sua genética em resposta a experiências ambientais. Outros estudos mostram que a biosfera (todos os animais e plantas) é uma gigantesca comunidade integrada que se baseia em uma cooperação das espécies. A natureza não se importa com indivíduos numa espécie, mas com o que a espécie como um todo está fazendo para o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a nova biologia, a evolução: 1) não é um acidente; 2) baseia-se em cooperação. Uma teoria mais recente sobre o tema ressaltaria a natureza da harmonia e da comunidade como uma força motriz por trás da evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o senhor concluiu que podemos comandar e mudar nossas células e genes?&lt;br /&gt;Minhas primeiras idéias científicas basearam-se em experiências que comecei em 1967, usando culturas de células- tronco clonadas. Nesses estudos, células geneticamente idênticas foram inoculadas em três placas de cultura, cada qual com um diferente meio de crescimento. Em uma placa, as célulastronco se tornaram músculo; em outra, células ósseas; na terceira, células de gordura. Meus resultados, publicados em 1977, revelam que o ambiente controlou a atividade genética das células.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses estudos mostram que os genes propiciam o surgimento de células com "potenciais", os quais são selecionados e controlados pela célula a partir de condições ambientais. As células ajustam dinamicamente seus genes de forma que eles possam adaptar-se às demandas do ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, descobri que a membrana celular equivalia ao cérebro da célula. No desenvolvimento humano, a pele embriônica é a precursora do cérebro. Nas células e no ser humano, o cérebro lê e interpreta a informação ambiental e então envia sinais para controlar as funções e o comportamento do organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está no comando do nosso corpo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas primeiras semanas do desenvolvimento do embrião, os genes basicamente controlam o desenvolvimento do plano corporal de um humano (criam dois braços, duas pernas, etc.). Uma vez que o embrião toma a forma humana (torna-se um feto), os genes assumem uma posição secundária, controlando o desenvolvimento do corpo pela informação ambiental. Durante esse período, a estrutura e a função do corpo fetal são ajustadas em resposta à percepção do ambiente da mãe, que, via placenta, influencia a genética e a programação comportamental do feto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "leitura" dos sinais ambientais (no útero e após o nascimento) capacita as células do corpo e seus genes a fazer ajustes biológicos para sustentar a vida. Como os sinais ambientais são lidos e interpretados pelas "percepções da mente", a mente se torna a força básica que, em última instância, modela a vida de uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os campos energéticos controlam a bioquímica do corpo?&lt;br /&gt;As funções do corpo derivam do movimento das moléculas (basicamente proteínas). As moléculas mudam de forma em resposta a cargas eletromagnéticas ambientais. Influências físicas tais como hormônios e remédios podem oferecer essas cargas elétricas indutoras de movimento. Mas campos de energia vibracional harmonicamente ressonantes também fazem as moléculas mudar de forma e ativar suas funções. Enzimas de proteínas podem ser ativadas num tubo de ensaio por substâncias químicas e por freqüências eletromagnéticas, como ondas de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos evitar doenças enviando mensagens positivas para nossas células?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só 5% das doenças humanas são relacionadas a defeitos genéticos de nascença. Portanto, 95% de nós nascemos com um genoma adequado a uma vida saudável. Para os doentes dessa maioria, a pergunta é: por que estamos tendo problemas de saúde? Reconhece-se hoje que o estilo de vida causa mais de 90% dos problemas de coração, mais de 60% dos casos de câncer e, talvez, todos os casos de diabete tipo 2. Quanto mais olhamos, mais vemos como nossas emoções, reações à vida, dieta pobre, falta de exercício e estresse modelam nossa vida. Como temos um controle significativo sobre nosso organismo, podemos reprogramar a saúde e a vida com nossas intenções. Se de fato soubessem como o seu organismo funciona, as pessoas poderiam influenciar sua saúde, e isso seria o melhor preventivo para a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível remodelar nossos pensamentos mais profundos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que não entendíamos como a mente trabalha. Temos duas mentes, a consciente e a inconsciente. Associamos a primeira à nossa identidade pessoal - é a mente pensante, racional. A mente subconsciente opera sem a supervisão da consciente - é a "mente automática". Se as crenças da mente subconsciente conflitarem com os desejos da mente consciente, quem ganhará? A resposta é clara: a mente subconsciente, pois ela é uma processadora de informações um milhão de vezes mais poderosa do que a outra e, como os neurocientistas revelam, opera em torno de 95% do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensávamos que se a mente consciente se tornasse cônscia de nossos problemas, automaticamente corrigiria quaisquer programas negativos descarregados na mente subconsciente. Mas isso não funciona, porque a mente subconsciente é como um gravador - ela grava comportamentos (os fundamentais, na maioria, são armazenados antes dos seis anos de idade) e, ao se apertar um botão, o programa será repetido incontáveis vezes (hábitos). Não existe uma "entidade" na mente subconsciente que "ouça" o que a mente consciente quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamentos positivos funcionam quando a meta desejada é apoiada pelas intenções da mente consciente e pelos programas da mente subconsciente. Quanto a isso, existem três maneiras de mudar crenças velhas, limitantes ou sabotadoras na mente subconsciente: a meditação budista mindfulness, a hipnoterapia clínica e a chamada "psicologia da energia". Todos esses métodos são discutidos na seção "Resources" do meu site (www.brucelipton.com).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/428/artigo89544-1.htm&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-2458738902391773660?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/2458738902391773660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=2458738902391773660' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/2458738902391773660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/2458738902391773660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/12/biologia-da-crenca.html' title='A Biologia da Crença'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SyRLNJ0xpzI/AAAAAAAAAvM/cOO9r4eJT-4/s72-c/bruce-lipton.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-7254334766786912330</id><published>2009-12-06T16:16:00.003-02:00</published><updated>2009-12-06T16:19:32.334-02:00</updated><title type='text'>Meditação desacelera o avanço da AIDS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/Sxv1B2zjbsI/AAAAAAAAAuo/hCDsFx-xIXo/s1600-h/Lord+Caitanya.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/Sxv1B2zjbsI/AAAAAAAAAuo/hCDsFx-xIXo/s400/Lord+Caitanya.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412188789456203458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A meditação pode brecar o avanço da Aids depois de apenas algumas semanas de prática, talvez por ter influência no sistema imunológico do paciente, afirmaram pesquisadores norte-americanos da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As células CD4 T ou, mais tecnicamente, linfócitos CD4+ T, são os "cérebros" do sistema imunológico, coordenando sua atividade quando o corpo se encontra sob ataque. Elas são também as células que são atacadas pelo HIV, o devastador vírus que causa a AIDS e que já infectou perto de 40 milhões de pessoas ao redor do mundo. O vírus lentamente destrói as células CD4 T, enfraquecendo o sistema imunológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sistema imunológico dos pacientes portadores de HIV/AIDS se depara também com um outro inimigo - o estresse, que pode acelerar o declínio das células CD4 T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, anunciaram que a prática da meditação da consciência plena parou o declínio das células CD4 T em pacientes HIV-positivos sofrendo de estresse, diminuindo a progressão da doença. O estudo acaba de ser disponibilizado na edição online do jornal médico Brain, Behavior, and Immunity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditação da consciência plena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meditação da consciência plena é a prática budista de induzir uma consciência aberta e receptiva ao momento presente, evitando pensar no passado ou se preocupar com o futuro. Acredita-se que ela reduza o estresse e melhore a saúde em pacientes sofrendo de diversas doenças. "Este estudo oferece a primeira indicação de que lidar com o estresse por meio do treinamento da meditação da consciência plena pode ter um impacto direto em desacelerar a progressão do HIV," diz o coordenador do estudo, David Creswell. "O programa da consciência plena é um tratamento em grupo e de baixo custo, e se a descoberta inicial for replicada em amostras maiores, é possível que esses treinamentos possam ser utilizados como um poderoso tratamento complementar para os doentes pelo HIV, juntamente com as outras medicações."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais meditação, melhores os resultados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creswell ressalta também que os pesquisadores descobriram uma relação "dose-resposta" entre as sessões de meditação e as células CD4 T, significando que, segundo ele, "quanto maior o número de sessões de meditação que as pessoas participaram, maior é o nível das células CD4 T na conclusão da pesquisa". Os pesquisadores também ficaram entusiasmados porque os efeitos globais das células CD4 T permaneceram mesmo depois do controle de vários fatores que poderiam ter influenciado nos resultados do estudo. Mais notavelmente, eles descobriram efeitos protetores equivalentes para os participantes estando eles sujeitos ou não a medicações anti-retrovirais para o HIV. Mesmo participantes tomando medicações contra o HIV apresentaram o efeito de manutenção das células CD4 T depois das sessões de meditação da mente alerta, diz Creswell. A equipe examinou 67 adultos HIV-positivos da área de Los Angeles, 48 dos quais realizaram algum tipo de meditação. A maior parte deles tendia a conviver com rotinas bastante estressantes, afirmou Creswell. "A maioria dos participantes do estudo era do sexo masculino, afro-americanos, homossexuais e desempregados e não estavam tomando remédios anti-retrovirais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há evidências vindas de outros estudos que mostram que programas comportamentais de tratamento do estresse podem estacionar o declínio do HIV em pessoas HIV-positivas, acrescenta Creswell. E, embora tenha havido um aumento exponencial no interesse pela prática da meditação da consciência plena no ocidente ao longo dos últimos 10 anos, disse ele, este é o primeiro estudo que demonstra um efeito protetor do treinamento da meditação da mente alerta contra o HIV. A fim de entender os benefícios à saúde da meditação da consciência plena, Creswell e seus colegas estão agora examinando os mecanismos por meio dos quais a meditação reduz o estresse, utilizando imagens do cérebro, genética e medições do sistema imunológico. "Dados os benefícios da meditação sobre a redução do estresse, estas descobertas indicam que ela pode ter um efeito protetor da saúde não apenas em pessoas com HIV, mas em sujeitos que sofrem de estresse diário," diz Creswell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.saindodamatrix.com.br&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-7254334766786912330?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/7254334766786912330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=7254334766786912330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7254334766786912330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7254334766786912330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/12/meditacao-desacelera-o-avanco-da-aids.html' title='Meditação desacelera o avanço da AIDS'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/Sxv1B2zjbsI/AAAAAAAAAuo/hCDsFx-xIXo/s72-c/Lord+Caitanya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-7187914204618902289</id><published>2009-10-29T13:35:00.006-02:00</published><updated>2009-10-29T23:32:51.751-02:00</updated><title type='text'>Os Campos Morfogenéticos - parte II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/Sum2ajskOEI/AAAAAAAAAuY/KKWP4tJa_ds/s1600-h/15.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 293px; height: 262px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/Sum2ajskOEI/AAAAAAAAAuY/KKWP4tJa_ds/s400/15.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398046195755268162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Adalberto Tripicchio [adalbertotripicchio]&lt;br /&gt;2/10/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Evolução dos Campos Morfogenéticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tipos de teorias relativos aos campos morfogenéticos que acabamos de considerar influenciaram grandemente a investi­gação contemporânea e fornecem a via mais promissora de mo­delização dos processos de morfogênese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, durante mais de sessenta anos, estes campos existiram em um limboteórico. Parecem ser novos tipos de campos ainda desconhecidos em fí­sica, mas, ao mesmo tempo, não são novos tipos de campos, ou apenas palavras que se referem a regularidades que podemos descrever e modelizar.                                            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo que é possível ultrapassar estas ambigüidades frus­trantes tendo em conta um dos traços mais essenciais destes campos: eles evoluíram. Possuem um aspecto intrinsecamente histórico. Os organismos herdam-nos dos antepassados. Mas, como é que estes campos podem transmitir-se?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só dois tipos de resposta parecem possíveis. O primeiro, combinando genética e platonismo, inscreve-se na tradição me­canicista. O segundo encara a possibilidade de que a memória seja inerente aos campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira destas abordagens implica a existência de fór­mulas matemáticas transcendentes para todos os organismos vivos possíveis. Richard Dawkins elaborou um modelo com­putacional deste reino platônico, chamado Território Biomorfo, no qual existem todas as formas possíveis de orga­nismos, designados biomorfos. A seleção natural impele po­pulações de organismos ao longo de trajetórias de mudança genética gradual em direção a novos biomorfos, através de uma série intermédia de biomorfos. Mas todos os biomorfos possíveis preexistem de maneira independente do curso real que um processo evolutivo particular poderia tornar; estão já especificados matematicamente no programa informático do Território Biomorfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução biológica depende, na ótica platônica, da evo­lução de sistemas genéticos que permitam a determinadas for­mas de organismos possíveis ser reificadas no mundo físico; mas as próprias fórmulas, ou biomorfos não evoluem. São se­melhantes às Formas eternas de todas as espécies possíveis e existem em um domínio transcendente, independente da existên­cia efetiva destes organismos. As equações do campo morfo­genético do Tyrannosaurus rex, por exemplo, existiam antes da Terra surgir e mesmo antes do nascimento do cosmos. Não fo­ram afetadas pelo aparecimento evolutivo deste tipo de dinos­sauro, nem pela sua extinção posterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se os campos morfogenéticos têm uma memó­ria inerente, a sua evolução pode ser concebida de maneira radi­calmente diferente. Não são Formas transcendentes, mas qualida­des imanentes aos organismos. Evoluem no domínio da natureza e são influenciados pelos acontecimentos reais do passado. Formam-se hábitos no seu seio. Deste modo, os modelos matemá­ticos destes campos não passam de modelos; não representam realidades matemáticas transcendentes que determinam os campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de que os campos morfogenéticos tem uma memória inerente é o ponto de partida da hipótese da causalidade for­mativa. Estou convencido de que ela nos pode levar em dire­ção a uma compreensão verdadeiramente evolucionista dos or­ganismos e, sobretudo, de nós mesmos. Não creio que a única alternativa à mão - a combinação tradicional do mate­rialismo e do platonismo - ofereça a mesma esperança; está, com efeito, enraizada numa concepção pré-evolucionista do universo, uma concepção que a própria física agora contesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Hipótese da Causalidade Formativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipótese da causalidade formativa, parte da idéia de que os campos morfogenéticos tem uma realidade física, no sentido em que os campos gravitacio­nais, eletromagnéticos e da matéria quântica são reais. Cada tipo de célula, de tecido, de órgão e de organismo tem o seu pró­prio tipo de campo. Estes campos moldam e organizam os mi­crorganismos, os vegetais e os animais em desenvolvimento e estabilizam as formas dos organismos adultos. Fazem-no com base na sua própria organização espaço-temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto temporal dos campos morfogenéticos sobressai mais claramente nos conceitos de creodos e de atratores morfo­genéticos. Os campos morfogenéticos ligam organismos em desenvolvimento a padrões futuros de organização, em direção aos quais os creodos guiam o processo de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fase atual, esta proposta apenas torna explícito aquilo que sempre esteve implícito no conceito dos campos morfoge­néticos. A inovação da hipótese da causalidade formativa é a idéia de que a estrutura destes campos não é determinada por idéias transcendentes nem por fórmulas matemáticas, mas re­sulta, pelo contrário, das formas reais de organismos semelhan­tes anteriores. Por outras palavras, a estrutura destes campos depende de acontecimentos reais do passado. Deste modo, os campos morfogenéticos da espécie "dedaleira" são moldados por influências que emanam de dedaleiras que existiram ante­riormente. Representam uma espécie de memória coletiva da espécie. Cada membro é moldado por estes campos de espécie e contribui, por sua vez, para os moldar, influenciando os membros futuros da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia funcionar este tipo de memória? Segundo a hipótese da causalidade formativa, dependeria de uma espécie de ressonância, a ressonância mórfica, que ocorre com base na semelhança. Quanto mais um organismo for semelhante a orga­nismos anteriores, maior será a sua influência sobre ele por meio da ressonância mórfica. E quanto mais organismos semelhantes houver, maior será a sua influência cumulativa. Deste modo, uma dedaleira em desenvolvimento está sujeita à ressonância mórfica de inúmeras dedaleiras que existiram antes dela e esta ressonância molda e estabiliza os seus campos morfogenéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressonância mórfica difere dos tipos de ressonância já co­nhecidos da ciência e, sobretudo, da ressonância acústica (caso da vibração em simpatia de cordas em tensão), da ressonância eletromagnética (caso da sintonização de um aparelho de rádio para uma transmissão numa freqüência particular), da ressonância do spin do elétron e da ressonância magnético-nu­clear. A ressonância mórfica, contrariamente a estes outros ti­pos, não implica uma transferência de energia de um sistema para outro, mas, pelo contrário, uma transferência não energética de informação. Assemelha-se, todavia, aos tipos conhecidos de ressonância no sentido em que se produz com base em padrões rítmicos de atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os organismos são estruturas de atividade e sofrem, em todos os níveis de organização, oscilações rítmicas, vibrações, movimentos periódicos, ou ciclos. Nos átomos e nas molécu­las, os elétrons estão em movimento vibratório incessante nas suas orbitais; as grandes moléculas, especialmente as proteí­nas, vibram e ondulam segundo freqüências características. As células contêm inúmeras estruturas moleculares vibratórias, as suas atividades bioquímicas e fisiológicas exprimem pa­drões de oscilação e as próprias células passam por ciclos de divisão. Os vegetais respeitam ciclos de atividade cotidianos e sazonais; os animais acordam e dormem e, neles, bate um co­ração, há pulmões que asseguram a respiração e intestinos que se contraem em ondas rítmicas. O sistema nervoso tem um funcionamento rítmico e o cérebro é varrido por ondas recor­rentes de atividade elétrica. Quando animais se movem, fa­zem-no por meio de ciclos repetitivos de atividade - as con­torções do verme, a marcha da centopéia, o nadar do tubarão, o vôo do pombo, o galope do cavalo. Nós mesmos passamos por muitos ciclos de atividade: mastigamos os alimentos, cami­nhamos, andamos de bicicleta, nadamos e acasalamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a hipótese da causalidade formativa, a ressonância mórfica entre estas estruturas de atividade rítmicas baseia-se na semelhança; através desta ressonância, padrões de ativida­des passadas influenciam os campos de sistemas semelhantes posteriores. A ressonância mórfica implica uma espécie de ação a distância no espaço e no tempo. A hipótese supõe que es­ta influência não declina com a distância no espaço e no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nascimento de uma forma não se verifica em um vazio. Todos os processos de desenvolvimento partem de sistemas que já têm uma organização específica. Um embrião desenvolve-se a partir de um ovo fertilizado que contém DNA, proteínas e outras moléculas organizadas de maneiras parti­culares e características da espécie. Estas estruturas de parti­da, ou germes morfogenéticos, entram em ressonância mórfica com os membros anteriores da espécie. Por outras palavras, o embrião em desenvolvimento está "sintonizado" com os campos da espécie e encontra-se, portanto, rodeado, ou en­volvido, pelos creodos que moldam o seu desenvolvimento, assim como o desenvolvimento de inúmeros embriões que o precederam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos os membros passados da espécie contribuem para formar estes campos, a sua influência é cumulativa: au­menta proporcionalmente ao número total dos membros da es­pécie. Estes organismos passados são semelhantes, mais do que idênticos e, assim, os campos morfogenéticos de um novo orga­nismo sujeito à sua influência coletiva não estão estritamente definidos, mas consistem em um composto de formas semelhan­tes anteriores. Este processo é análogo a uma fotografia com­posta, na qual fotografias "médias" são obtidas sobrepondo vá­rias imagens semelhantes. Os campos morfogenéticos são "estruturas de probabilidade", nas quais as influências dos tipos passados mais comuns se combinam para aumentar a probabilidade de repetição destes tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Influência Através do Espaço e do Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquema de Weismann supõe um fluxo de influência uni­direcional do plasma germinativo ao somatoplasma, ou seja, em termos modernos, um fluxo unidirecional do ge­nótipo ao fenótipo. A interpretação platônica dos campos sob forma de equações gerativas partilha esta idéia de influência unidirecional: os campos, em combinação com fatores genéticos e ambientais, engendram o organismo adul­to. A forma verdadeira dos organismos não influencia as equa­ções de campo, que devem transcender a realidade física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, a hipótese da causalidade formativa pos­tula um fluxo de influência bidirecional: dos campos aos orga­nismos e dos organismos aos campos. Representar-se-á isto integrando conjuntos suplementares de setas no diagrama de Goodwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma interpretação platônica das formas dos organismos em termos de idéias arquetípicas implica uma influência unidirecional da idéia em direção ao orga­nismo, a própria idéia não se modificando. De fato, não pode mudar, visto que é transcendente, situando-se para além do tempo e do espaço. A Forma está presente, potencialmente, em todos os tempos e em todos os lugares e pode refletir-se na forma dos organismos em todos os tempos e em todos os lugares no universo, desde que as condições sejam apropriadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria mecanicista acentua a realidade dos átomos e das moléculas no seio dos organismos, mas considera o seu modo de interação como uma conseqüência de leis universais. Tal como as idéias platônicas, estas leis não são entida­des materiais localizáveis no espaço e no tempo; estão, pelo contrário, potencialmente presentes e ativas por todo o uni­verso: sempre estiveram e sempre estarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As enteléquias aristotélicas, em contrapartida, não têm uma existência que transcenda o espaço e o tempo. Estão associadas aos organismos e dependem deles. Porém, permane­cem imutáveis, não evoluem. Tal como as idéias platônicas, ou as leis universais, exercem uma influência unilateral sobre os or­ganismos; mas a sua natureza permanece não afetada pelos or­ganismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os campos morfogenéticos não têm uma existência trans­cendente, independente dos organismos - nisto, assemelham­-se às enteléquias. Mas são influenciados pelos orga­nismos e moldados, através de uma ressonância mórfica, pelos campos de organismos semelhantes anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos habituados à idéia de influências causais que a­tuam a distância no espaço e no tempo através de campos: por exemplo, quando olhamos para as estrelas, estamos sujeitos a influências milenares e distantes que atravessaram o campo eletromagnético veiculando a luz. A noção de ressonância mórfica implica, contudo, um tipo de ação a distância dife­rente, mais difícil de compreender, porque não implica o movimento de quanta de energia através de um dos campos conhecidos da física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isto levanta o problema do meio de transmissão: como é que a ressonância mórfica se produz através do tempo e do es­paço? Em resposta a esta pergunta, poderíamos imaginar um "éter morfogenético", ou uma outra "dimensão", ou, ainda, in­fluências que passam "para além" do espaço-tempo e, depois, aí regressam. Mas seria, talvez, mais satisfatório imaginar o passado comprimido, em certa medida, contra o presente e po­tencialmente presente por todo o lado. As influências mórficas de organismos passados podem, simplesmente, estar presentes para organismos semelhantes posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos de tal modo habituados à noção de leis físicas imu­táveis que as consideramos como evidentes; mas, se refletir­mos na natureza destas leis, afiguram-se-nos profundamente misteriosas. Não são entidades materiais, nem energéticas. Transcendem o espaço e o tempo e estão, pelo menos potencial­mente, presentes em todos os lugares e em todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a ressonância mórfica é misteriosa, as teorias convencio­nais não o são menos. Distanciemo-nos um pouco e considere­mos os seus postulados notáveis. A hipótese da causalidade formativa não é uma especulação metafísica estranha que con­trasta com a teoria dura, empírica, pragmática do mecanicismo. Esta depende de pressupostos mais metafísicos, na realidade, do que a noção de causalidade formativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Campos Mórficos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os campos morfogenéticos, no sentido em que se entende a causalidade formativa, serão designados, a seguir, campos mórficos. Este termo é mais simples e permite distinguir esta nova concepção dos campos morfogenéticos das outras mais convencionais. O sentido deste termo é mais geral do que o de campo morfogenético e inclui outros tipos de campos organizadores; tal como veremos a seguir, os campos organiza­dores do comportamento animal e humano, dos sistemas so­ciais e culturais e da atividade mental podem ser considerados como campos mórficos com uma memória inerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Campos de Informação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informação é uma palavra que está na moda há decênios. Vivemos na "era da informação" e as nossas vidas estão rodeadas pelas tec­nologias da informação. A informação desempenha um papel formativo ou in-formativo. Mas, o que é? Quer seja dentro ou para além dos limites do discurso científico, o emprego geral desta palavra não tem relação bem definida com a concepção técnica da informação tal como a teoria da informação a en­tende. Este processo matemático tem um campo de aplicação relativamente estreito e um valor muito limitado em biolo­gia. Quando os biólogos falam de "informação genética", por exemplo, utilizam, em geral, esta palavra em um sentido vago, não técnico, muitas vezes intermutável com o sentido igual­mente vago e não técnico da palavra programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação, a fonte moderna da forma, é considerada como residindo nas moléculas, células, tecidos, am­biente, muitas vezes latente, mas causalmente potente, permitindo que essas entidades se reconheçam, selecio­nem e instruam umas às outras, para se construir umas às outras e a si mesmas, para regularem, controla­rem, induzirem, dirigirem e determinarem acontecimen­tos de todos os tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza desta informação permanece obscura e o emprego de termos alternativos, tais como instruções ou programas em nada contribui para a esclarecer. Será física ou mental? Será es­sencialmente matemática? Será uma espécie de abstração con­ceitual? Se for este o caso, é uma abstração do quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que a informação é empregada para explicar o desenvolvimento e a evolução dos corpos, do comportamento, dos espíritos e das culturas, não pode ser considerada como estática - tem, ela mesma, de se desenvolver e evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os campos mórficos desempenham um papel comparável à informação e aos programas no pensamento biológico conven­cional e podem, de fato, ser considerados como campos de in­formação. Supor que a informação está contida em campos mór­ficos ajuda a desmistificar este conceito que, de outro modo, se referiria a uma noção essencialmente abstrata, mental, mate­mática ou, pelo menos, não física. E também chama a atenção para a natureza evolutiva da informação biológica, porque es­tes campos contêm uma memória inata apoiada pela ressonân­cia mórfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Aparecimento de Campos Novos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os campos mórficos de qualquer organismo particular, diga­mos de um girassol, são moldados pelas influências das gerações precedentes de girassóis. A ressonância mórfica não permite, contudo, explicar como é que apareceram os primeiros campos deste tipo. Dentro do âmbito da evolução biológica, os campos de girassóis estão ligados, de maneira estreita, aos campos de outras espécies aparentadas, tais como as alcachofras de Jerusalém e descendem, sem dúvida, dos campos de uma longa linhagem de espécies ancestrais. Mas a hipótese da causalidade formativa não permite responder à questão de saber como é que os campos do gênero girassol, ou da família das Compositae, de que é membro, ou das primeiras plantas com flores ou, de fato, das primeiras células, surgiram. É uma questão de ori­gem ou de criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campos de novos tipos de organismos têm, de uma maneira ou de outra, de surgir uma primeira vez. De onde provêm? Talvez não provenham de parte nenhuma, talvez surjam espon­taneamente. Talvez sejam organizados por um tipo de campo "superior". Ou talvez representem uma manifestação de arqué­tipos preexistentes, até então inteiramente transcendentes. Talvez, de fato, surjam de Formas imutáveis, ou de entidades matemáticas que, ao surgir no universo físico, adquiram uma vida própria. Estas possibilidades têm sido estudadas com grande afinco pelos pesquisadores. Porém, pouco importa, no âmbito da hipótese da causalidade formativa, saber qual destas respostas tem a preferência. A hipótese só trata de campos mórficos que já apareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deveríamos perder de vista que as alternativas à hipótese da causalidade formativa colocam problemas igualmente profundos. Se há organismos organizados por leis matemáticas imutáveis, por equações gerativas, ou seja pelo que for que corresponda a modelos matemáticos, não temos de nos interro­gar de onde provêm, porque são supostos ser eternos. Mas co­loca-se, então, o problema das leis imutáveis, ou das equações preexistentes ao nascimento do universo. As equações gerati­vas dos girassóis, por exemplo, deveriam ser anteriores ao apa­recimento das primeiras células vivas na Terra, portanto ante­riores ao próprio big bang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se nos abstivermos destas especulações metafísicas e adotarmos uma abordagem puramente empírica, o fato é que a hipótese da causalidade formativa permite diversas previsões verificáveis, radicalmente diferentes das teorias convencionais. Esta diferença tem a ver com o fato de que as teorias ortodoxas da ciência concebem as leis da natureza como imutáveis em todos os tempos e em todos os lugares. Quer a natureza metafí­sica deste postulado seja reconhecida, quer não, é inegável. Está subjacente ao ideal de repetibilidade das experiências e faz parte integrante dos fundamentos do método científico, tal como o conhecemos. A hipótese da causalidade formativa questiona este postulado. Sugere que os princípios organizadores invisíveis da natureza não estão fixos de modo eterno, mas evoluem com os sistemas que organizam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=786&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-7187914204618902289?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/7187914204618902289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=7187914204618902289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7187914204618902289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7187914204618902289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/10/os-campos-morfogeneticos-de-ruppert.html' title='Os Campos Morfogenéticos - parte II'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/Sum2ajskOEI/AAAAAAAAAuY/KKWP4tJa_ds/s72-c/15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-5552422595831831822</id><published>2009-10-29T11:19:00.005-02:00</published><updated>2009-10-29T23:32:34.675-02:00</updated><title type='text'>Os Campos Morfogenéticos - parte I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SumWaWMm6FI/AAAAAAAAAuQ/pQByBlVukJM/s1600-h/goddess_spiral.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 298px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SumWaWMm6FI/AAAAAAAAAuQ/pQByBlVukJM/s400/goddess_spiral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398011007759476818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Adalberto Tripicchio [adalbertotripicchio]&lt;br /&gt;1/10/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campos de Tipos Diferentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os campos são regiões de influência não-materiais. O campo de gravitação da Terra, por exemplo, estende-se à nossa volta. Não nos é visível, mas nem por isso é menos real. Dá o seu peso às coisas e provoca a sua queda. Mantém-nos em contato com a Terra neste preciso momento; sem ele, flutuaríamos. A Lua gira em redor da Terra por causa da curvatura do campo de gravitação da Terra; a Terra e todos os planetas giram em re­dor do Sol por causa da curvatura do campo do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o campo de gravitação permeia todo o universo, curvando toda a matéria. Segundo Einstein, não está no espaço e tempo; é o es­paço-tempo. O espaço-tempo não é uma abstração gratuita; possui uma estrutura que inclui e molda, ativamente, tudo aquilo que existe e acontece no universo físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também há campos eletromagnéticos, muito diferentes, pe­la sua natureza, da gravitação. Apresentam muitos aspectos e fazem parte integrante da organização de todos os sistemas materiais - dos átomos às galáxias. Estão subjacentes ao fun­cionamento do nosso cérebro e do nosso organismo. São essen­ciais à operação de toda a nossa maquinaria elétrica. Podemos ver os objetos que nos rodeiam, incluindo este artigo, porque estamos conectados com eles pelo campo eletromagnético no qual se desloca a energia vibratória da luz. E, à nossa volta, há inúmeros padrões de atividade vibratórios que es­capam aos nossos sentidos; podemos, todavia, distingui-los por meio de receptores de rádio ou de TV. Os campos são o meio da ação a distância e, através deles, os objetos podem afetar­-se entre si, mesmo se não mantiverem contato material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto nos parece evidente. Vivemos, permanentemente, nestes campos, quer saibamos, quer não, como os físicos os mo­delizam matematicamente. Não duvidamos de que possuem uma realidade física, sejam quais forem as modelizações que deles fizermos, ou o nome com que os designamos. Sabemos que existem pelos efeitos físicos, mesmo se os nossos sentidos, em geral, são inaptos para detectá-los de maneira direta. Por exemplo, a estrutura espacial do campo de um ímã é, em si, invisível, mas espalhem limalha de ferro nas proximidades do ímã e a sua existência concretizar-se-á imediatamente. Este campo, tal como outros tipos de campos, possui uma qualidade holística contínua e não pode ser cortado em partes, contrariamente aos objetos materiais. Deste modo, se cortarem um ímã em dois, cada metade preserva o conjunto do campo original - cada metade passa a ser um ímã completo, rodea­do de um campo magnético completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além destes tipos familiares de campos, existem tam­bém, a avaliar pela teoria do campo quântico, diversos tipos de campos de matéria - campos de elétrons, de nêutrons etc.: campos microscópicos em cujo seio todas as partículas de maté­ria existem enquanto quanta de energia vibratória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum destes diferentes tipos de campo pode ser reduzi­do a qualquer outro. Os físicos esperaram, durante muito tem­po, poder, um dia, compreendê-los, todos, como aspectos de um único campo unificado. A física teórica contemporânea tenta fazê-los derivar, hipoteticamente, do campo unificado origi­nal do cosmos, o qual se diferenciaria para dar os campos co­nhecidos da física enrolando-se de diversas maneiras durante a evolução e o crescimento do universo. Dentro do âmbito destas novas teorias do campo evolutivas: "O mundo pode, ao que parece, ser construído mais ou menos a partir de um nada estruturado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza dos campos é inevitavelmente misteriosa. Segundo a física moderna, estas entidades são mais fundamen­tais do que a matéria. Os campos não podem explicar-se em termos de matéria; pelo contrário, a matéria é explicada em termos de energia nos campos. A física só pode explicar a natu­reza dos diferentes tipos de campos em relação a um eventual campo unificado mais fundamental - o campo cósmico origi­nal, por exemplo. Mas este é inexplicável - a menos que se su­ponha criado por Deus. Mas então é Deus que é inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos, evidentemente, assumir que os campos são como são porque são determinados por leis matemáticas eternas, mas então existe o mesmo problema com estas leis: como podemos explicá-las?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos por encarar a possibilidade de que existe um número muito mais importante de tipos de campos do que a física reconhece atualmente: os campos morfogenéticos de diversos tipos de células, tecidos, órgãos e organismos vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Campos Morfogenéticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 20, três biólogos, pelo menos, sugeriram, independentemente, que nos organismos vivos a morfogênese é organizada por campos: Hans Spemann, 1921; Alexander Gurwitsch, 1922; Paul Weiss, 1923. Estes campos foram ditos de desenvolvimento, embrionários, ou morfogenéticos. Deviam or­ganizar o desenvolvimento normal e guiar os processos de regu­lação e de regeneração depois de lesão. Gurwitsch escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O meio no qual se desenrola o processo formativo em­brionário é um campo (no sentido em que o entendem os físicos), cujos limites não coincidem, geralmente, com os do embrião, mas os superam. Por outras palavras, a em­briogênese tem lugar nos campos. (...) Deste modo, aquilo que nos é dado, enquanto sistema vivo, consistiria num embrião visível (ou ovo, respectivamente) e num campo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Weiss aplicou o conceito de campo ao estudo pormeno­rizado do desenvolvimento embrionário e, na sua obra PrincipIes of Development, fala dos campos nestes termos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um campo é a condição à qual um sistema vivo deve a sua organização típica e as suas atividades específicas. Estas atividades são específicas no sentido em que deter­minam o caráter das formações a que dão origem. (...) Na medida em que a ação dos campos produz ordem espa­cial, segue-se o postulado seguinte: os fatores de campo possuem, eles mesmos, uma ordem definida. A heteroge­neidade tridimensional dos sistemas em desenvolvi­mento, ou seja, o fato de que estes sistemas possuem propriedades diferentes nas três dimensões do espaço, deve relacionar-se com uma organização tridimensional e com uma heteropolaridade dos campos de origem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza específica dos campos significa, segundo Weiss, que cada espécie de organismo possui o seu campo morfogené­tico próprio, o que não impede que campos de espécies aparen­tadas possam ser semelhantes. O organismo encerra, além disso, campos secundários que se integram no campo global do organismo - uma espécie de hierarquia de campos encaixados em campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os anos 30, C. H. Waddington tentou esclarecer o conceito de campo com o auxílio do conceito de "campos de in­dividualização" associados à formação de órgãos definidos com formas individuais características. Nos anos 50, estendeu a noção de campo ao seu conceito de creodo, ou caminho de desenvolvimento, que ilustrou por meio de uma simples ana­logia tridimensional, a paisagem epigenética. O desenvolvimento de uma parte particular do ovo é representado pelo rolar de uma bola. Esta pode seguir uma série de cami­nhos alternativos, correspondentes às vias de desenvolvimento dos diferentes tipos de órgãos. No organismo, estas são bastante distintas; por exemplo, o coração e o fígado têm estruturas definidas e não atravessam uma série de formas intermediárias comuns. O desenvolvimento é "canalizado" em direção a pontos terminais precisos. Perturbações do desenvolvimento nor­mal podem, por vezes, desviar a bola do fundo do vale em di­reção a uma vertente próxima mas, se a pressão não o fizer atravessar o cume em direção a um outro vale, voltará ao fundo do seu vale - não regressará ao ponto de partida, mas a uma posição posterior do caminho canalizado da mudança. É aquilo a que se chama regulação ontogênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de campos morfogenéticos, e de creodos no seu seio, difere da noção de enteléquia de Driesch. O conceito de campo implica, com efeito, a existência de analogias profundas entre o princípio organizador do domínio biológico e os cam­pos conhecidos da física. Driesch, sendo vitalista, estabelecia uma diferença radical entre o domínio da vida e os da física e da química. É, todavia, certo que as enteléquias influenciaram o conceito de campos morfogenéticos. Estes, tal como a entelé­quia, foram dotados de auto-organização e de uma tendência para um fim; e, tal como a enteléquia, deveriam exercer uma ação causal, guiando os sistemas sujeitos à sua influência em direção a padrões de organização característicos. Por exemplo, Weiss percebia os campos como complexos de fatores organi­zadores que tornam definido e específico o curso original­mente indefinido das partes individuais do germe e isto de acordo com um padrão típico. E o conceito de creodos, ao ca­nalizar o desenvolvimento em direção a fins particulares, asse­melha-se fortemente ao impulso ou atração dos caminhos de desenvolvimento em direção a fins definidos pela enteléquia. Sob o ponto de vista de um sistema em desenvolvimento, os fins ou objetivos dos creodos pertencem ainda ao futuro; Waddington descreve-os, na linguagem da dinâmica, como sendo "atratores". A dinâmica matemática moderna é teleoló­gica no sentido em que implica a idéia de "bacias" nas quais os "atratores" representam os estados em direção aos quais os sistemas dinâmicos são atraídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;René Thom desenvolveu as idéias de Waddington em mode­los matemáticos nos quais os pontos terminais estruturalmente estáveis, em direção aos quais os sistemas se desenvolvem, são representados por atratores ou por bacias de atração no seio de campos morfogenéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a criação ou destruição de formas, ou morfogê­nese, pode ser descrita pelo desaparecimento dos atratores que representam as formas iniciais e a sua substituição por captura pelos atratores que representam as formas finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Thom comparou esta abordagem com a de Driesch: "O nosso método, que atribui uma estrutura geomé­trica formal ao ser vivo, para explicar a sua estabilidade, pode caracterizar-se como uma espécie de vitalismo geométrico; trata­-se, realmente, de uma estrutura global que rege os pormenores locais tal como a enteléquia de Driesch."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem em termos de campo contrasta com o esque­ma de Weismann e dos seus discípulos; com efeito, é o campo que ocupa, aqui, a posição central e não o plasma germinativo. E o campo, não o plasma germinativo, que molda o orga­nismo. Mas o desenvolvimento não depende, apenas, dos campos; é, também, afetado por genes e influências ambien­tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Natureza dos Campos Morfogenéticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que são, exatamente, os campos morfogenéticos? Como é que funcionam? Apesar do emprego difundido deste conceito em biologia, não existe resposta precisa para estas perguntas. De fato, a natureza destes campos continua a ser tão misterio­sa como a própria morfogênese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de esperar, os campos foram interpretados de ma­neiras radicalmente diferentes, refletindo as três principais fi­losofias da forma. Do ponto de vista platônico, representam as Formas ou Idéias imutáveis, as quais podem, por sua vez, ser concebidas à maneira pitagórica, como essencialmente mate­máticas. No espírito aristotélico, herdam a maior parte dos tra­ços das enteléquias e desempenham um papel causal na orga­nização dos sistemas materiais sujeitos à sua influência. De uma ótica nominalista, fornecem maneiras cômodas de des­crever os fenômenos da morfogênese, habitualmente pensados como sendo de cariz totalmente mecânico. Estas diversas inter­pretações coexistem na biologia do desenvolvimento e por ve­zes o mesmo autor oscila entre elas no mesmo parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel causal dos campos e as características herdadas da enteléquia de Driesch permanecem, em geral, implícitos. Mas foram avançadas, de maneira explícita, interpretações de tipo platônico ou pitagórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gurwitsch sublinhou as propriedades geométricas dos cam­pos e tratava-as como construções matemáticas ideais. A ori­gem e a extensão de um campo não se confinavam ao material de um organismo em desenvolvimento e o seu centro podia muito bem ser um ponto geométrico exterior ao organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thom esforçou-se por desenvolver uma espécie de platonis­mo dinâmico, no qual não apenas as formas podem ser caracte­rizadas matematicamente, mas ainda as maneiras como se transformam. É este o fundamento da sua teoria das catástro­fes, na qual as maneiras como as formas podem transformar-se umas nas outras são classificadas segundo um número limitado de "catástrofes" fundamentais. Os seus modelos de campos morfogenéticos incorporam essas catástrofes e concebe os cam­pos como objetos matemáticos que determinam, de uma ma­neira ou de outra, formas biológicas. Compara-os às estruturas matemáticas que, em física, determinam as formas químicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se o sódio e o potássio existem, é porque uma estru­tura matemática correspondente garante a estabilidade dos átomos Na e K; é possível, em mecânica quântica, especi­ficar esta estrutura para um objeto simples, tal como a molécula de hidrogênio e, apesar do caso do átomo de Na ou de K ser menos bem compreendido, não há qual­quer razão para duvidar da sua existência. Penso que existem igualmente, em biologia, estruturas formais, de fato, objetos geométricos, que prescrevem as únicas for­mas possíveis capazes de ter uma dinâmica auto-re­produtora num dado ambiente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Thom, o esforço reducionista que visa "reconstruir um espaço complexo a partir de elementos simples" é perfeita­mente incapaz de fornecer uma compreensão da morfogênese e conclui que "a abordagem platônica é, de fato, inevitável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Goodwin insiste, também, na natureza matemática dos campos morfogenéticos, que concebem termos de "equações de campo gerativas". O desenvolvimento de organismos não deve ser compreendido em função do plasma germinativo, tal como supunha Weismann, nem do DNA ou do programa gené­tico. "A geração deve, pelo contrário, ser percebida como um processo emergente das propriedades de campo do estado vivo, com particularidades adquiridas que surgem para estabili­zar soluções particulares das equações de campo, de forma que sejam engendradas morfologias específicas". Por ou­tras palavras, os organismos adotam as formas exigidas pela estabilização das equações de campo e os genes afetam, indi­retamente, a forma estabilizando determinadas soluções das equações de campo em vez de outras. Goodwin e o seu colega Webster esperam que uma compreensão destas equações ge­rativas permita elaborar uma ciência racional da forma biológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É preciso deduzir a ordem relacionaI correta que gera os fenômenos observados e esta ordem de organização, apesar de real, não é diretamente observável. Esta ordem relacional lógica define as propriedades de organização típicas dos organismos vivos. (...) A descrição matemática apropriada é fornecida pelas equações de campo. (...) Uma compreensão da morfogênese fornece a base de uma taxionomia racional, baseada nas propriedades lógi­cas do processo gerativo e não-genealógica, baseada nos acidentes da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um ponto de vista platônico, ou pitagórico, os campos re­presentam uma realidade matemática objetiva; são igualmente objetivos se forem concebidos em um espírito aristotélico, en­quanto princípios organizadores imanentes; em contrapartida, não têm qualquer realidade fora dos nossos espíritos dentro da perspectiva nominalista. Alguns adeptos do conceito de campo recusaram-lhe, por vezes, qualquer existência objetiva. Paul Weiss, por exemplo, considerava-o, por um lado como "fisica­mente real", mas, por outro, considerava que o conceito de campo não passava de uma abstração do espírito. "Visto que se trata de uma simples abstração, não podemos esperar que nos dê mais do que nela pusemos. O seu valor analítico e expli­cativo é, portanto, nulo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Waddington, que tanto fez para desenvolver e promover o conceito de campo em biologia mostrou uma ambigüidade se­melhante. Escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qualquer conceito de 'campo' é, essencialmente, uma comodidade descritiva, não uma explicação causal. (..,) As forças operantes devem ser, em cada caso, identificadas se­paradamente, de maneira experimental. O conceito de campo teria valor de paradigma unificador se as forças fos­sem sempre as mesmas, ou pertencessem a alguns tipos pouco numerosos, tal como no caso dos campos gravita­cionais e eletromagnéticos, ou se os mapas fossem sempre os mesmos; ora, sabemos que nada disso se passa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os campos não têm um papel causal e não passam de uma maneira conveniente de falar de processos físicos e quími­cos complexos, esta abordagem não parece poder distinguir-se de uma versão sofisticada da teoria mecanicista. É certo que os biólogos contemporâneos têm, muitas vezes, tendência para conceber os campos morfogenéticos em termos físicos ou quí­micos convencionais. Porém, se levarmos esta abordagem sufi­cientemente longe, ela desviará, mais cedo ou mais tarde, os in­vestigadores de explicações puramente materiais para levá-los em direção a uma visão matemática ou platônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que se observa na modelização matemática dos campos morfogenéticos de Gierer, Meinhardt, etc. Começam com uma suposição mecanicista convencional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Visto que ainda não conhecemos a natureza bioquí­mica ou física dos campos, devemos introduzir uma suposi­ção quanto à classe geral de física à qual pertence este fe­nômeno. Se supuséssemos que o fenômeno fundamental é o magnetismo, tentaríamos compreendê-lo em função das equações de Maxwell. Parece realista supor que os campos morfogenéticos têm a mesma base que outros fe­nômenos biológicos que se prestaram a explicações físi­cas: a saber, que são essencialmente devidos à interação e ao movimento de compostos moleculares."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelhantes processos podem, então, ser descritos por meio de equações apropriadas. Contudo, tal como Gierer observa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estas equações são relativamente timoratas no que diz respeito aos pormenores do mecanismo molecular. Representam uma tentativa de 'desmistificação' dos campos morfogenéticos, que sugere que estes se devem à biologia molecular convencional e a mais nada; todavia, impõem condicionamentos radicais à elaboração de teo­rias e de modelos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes modelos matemáticos baseiam-se, em geral, na hipótese de que existem, em determinadas regiões, processos químicos auto-ativadores cujos efeitos inibidores se estendem por uma re­gião mais vasta. A ativação local é auto-aumentadores, de forma que uma ligeira vantagem inicial em um local particular pode pro­duzir uma ativação extraordinária. A produção e a propagação de efeitos inibidores impedem, contudo, uma explosão catalítica global, de maneira que uma ativação em uma parte da área só se produz à custa de uma desativação em uma outra, até que se for­me um padrão estável. Simulações por computador, baseando­-se nestes modelos, mostram que podem engendrar uma série de padrões simples, dos quais alguns são capazes de "regenerar-se" depois de terem sido danificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes modelos ajudam a compreender o espaçamento entre dife­rentes padrões de atividade química nas células - em particu­lar, a produção de proteínas diferentes - mas não explicam nem as formas das células, nem as estruturas a que dão origem. Deste modo, uma compreensão dos fatores que influenciam o espaça­mento de pêlos em uma folha não explicaria a forma dos pêlos. Da mesma maneira, um modelo matemático de urbanização, para re­tomar o exemplo de Prigogine, permitiria compreender melhor os fatores que influenciam a taxa de crescimento urbano, mas em nada explicaria as diferenças arquiteturais, culturais e religiosas entre as cidades indianas e brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Substâncias químicas que se difundem não são os únicos fatores em função dos quais podem ser modelados os campos morfogenéticos; entre os outros candidatos, citemos os impul­sos eléctricos, os campos elétricos e as propriedades visco­-elásticas do gel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes modelos baseiam-se em hipóteses relativas a eventuais mecanismos físicos ou químicos; todavia, são essencialmente matemáticos e o seu valor explicativo é indissociável das mate­máticas. Tentam, de fato, fornecer uma síntese que mistura, tal como a física clássica, as tradições platônica e materialista, tal como Gierer disse de maneira muito explícita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma compreensão satisfatória da formação de padrões biológicos só poderá emergir de uma combinação dos conhecimentos relativos à matemática e à matéria. É psi­cologicamente compreensível que os bioquímicos e biólo­gos moleculares favoreçam o aspecto materialista e os matemáticos o aspecto formal do problema. Em um plano filosófico, o aspecto matemático formal parece mais de­terminante para a compreensão do que o estrutural, mas não basta para produzir uma confirmação experimental."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É interessante notar que o antagonismo entre o valor ex­plicativo relativo da matemática e da matéria remonta a Pitágoras e PIatão (a favor da matemática) e a Demócrito e, depois, Marx, (a favor do materialismo) - controvérsia que talvez não seja objetivamente resolúvel."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Fonte: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=785&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-5552422595831831822?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/5552422595831831822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=5552422595831831822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5552422595831831822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5552422595831831822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/10/os-campos-morfogeneticos-de-rupert.html' title='Os Campos Morfogenéticos - parte I'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SumWaWMm6FI/AAAAAAAAAuQ/pQByBlVukJM/s72-c/goddess_spiral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-5660587486260459672</id><published>2009-10-29T10:54:00.000-02:00</published><updated>2009-10-29T10:55:28.113-02:00</updated><title type='text'>2012 - Ciência ou Superstição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="640" height="467"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.megavideo.com/v/P9V1GV6C0c921b1b894e0157ea9e83cb1a8512dc"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.megavideo.com/v/P9V1GV6C0c921b1b894e0157ea9e83cb1a8512dc" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="640" height="467"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-5660587486260459672?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/5660587486260459672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=5660587486260459672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5660587486260459672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5660587486260459672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/10/2012-ciencia-ou-supersticao.html' title='2012 - Ciência ou Superstição'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-8946835028462354699</id><published>2009-10-28T20:58:00.000-02:00</published><updated>2009-10-28T20:59:50.180-02:00</updated><title type='text'>Patch Adams no Roda Viva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=4517809180274753735&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;fs=true" style="width: 400px; 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display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 270px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/St8KKArqHfI/AAAAAAAAAuA/eTxiT19O1HQ/s400/sachs_deborah.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395042045711228402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por Marco Antonio Coutinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há tempos desejava entrevistar Déborah Sachs. Eu sabia que ela estava realizando no Brasil o trabalho do Instituto Monroe, mas não havia ainda conseguido um contato pessoal com ela. O primeiro passo foi um cartão de Déborah, que recebi de minha mulher, Bea. Ambas haviam participado de um workshop de Respiração Holotrópica, com Stanislav Grof, e o contato entre as duas acabou me beneficiando. De lá pra cá, mantive contatos com Déborah, por e-mail e por telefone. Desses contatos iniciais, veio a participação de Déborah no SPS. O próximo passo seria uma entrevista com ela, que acabou me recebendo em sua residência na Barra, onde conversamos por longas horas sobre a sua trajetória pessoal e o seu trabalho com o Instituto Monroe, com as experiências fora do corpo e com a expansão da consciência. O entusiasmo de Déborah é contagiante, e nesta entrevista vocês conhecerão um pouco do tanto que ela tem a partilhar conosco, como tem partilhado com seus alunos, nos inúmeros workshops que vem realizando há anos por todo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Déborah, quando cheguei aqui nós conversamos informalmente sobre o trabalho do Instituto Monroe sobre defesas efetivas e permanentes nas experiências fora do corpo...por favor, fale um pouco mais sobre isto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Déborah Sachs - Realizados para projetores astrais, especificamente, esses workshops do Instituto Monroe ensinam como se livrar das amarras das formas-pensamentos. E isso é um negócio incrível! Você sai do corpo e acha que vai ver tal coisa. E aí você vê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Já há toda uma expectativa, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Toda uma expectativa! E aí você cria a sua forma-pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E o que você definiria como forma-pensamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DB - É assim: pensou, plasmou. Está ali! E a coisa não é por aí. Você tem de estar defendido, aberto para a experiência, para os objetivos que você tem. É preciso ter-se objetivos no que se faz, e nas experiências fora do corpo isto não muda. Quando a pessoa não tem objetivos, ela não vai a lugar nenhum. Ela pode ter até experiências das quais se arrependa de ter tido. Porque não está preparada. Quer dizer, somos nós mesmos que criamos as amarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E tem também o curso Como formular roteiros, objetivos e viagens fora do corpo. Como é isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Isto, literalmente, é como se você estivesse montando uma viagem daqui para a Bahia, Europa ou Estados Unidos, montando um roteiro. Porque no Instituto Monroe eles ensinam que a gente precisa, antes de tudo, saber onde quer chegar e como quer chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Há pessoas que estudam e praticam as EFCs que se preocupam muito com a possibilidade de encontrar espíritos "ruins", obsessores, etc. Como o Instituto Monroe vê isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É...como anular isto? Quero dizer, isto que o pessoal narra, encontros com figuras vampirescas, obsessoras ou o que quer que seja...O Instituto trabalha muito com isto, através do trabalho Anulação de Influências Negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Você fala aí em anulação. Então, pelo que a gente pode entender, a questão não é o que normalmente se coloca normalmente, que é a coisa de o que fazer quando encontrar companhia indesejáveis. Pelo que se vê o trabalho de vocês é não encontrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É não encontrar! É prevenir, montar o roteiro, desenhar o objetivo e aí a coisa vai, flui. Literalmente a pessoa flui e contorna. O que quer que de negativo, por acaso, venha ao encontro dela , simplesmente passa, não a encontra. Porque o padrão energético da pessoa então é outro. Ou seja, ela não tem mais sintonia com aquele padrão ruim que, então, passa ao largo. Porque na vida física, quando a gente está andando nas ruas, passa do lado de ladrão, de assassino, de bandido, de tudo quanto é coisa ruim que pode existir. Mas aquilo não atinge a gente quando não está sintonia. No momento em que você se prepara para sair do corpo e pensa ih!, eu vou lá...será que eu vou ver isto, será que eu vou ver aquilo?, você já está se programando para se encontrar com aquele padrão de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - É notável o fato de como se fala em obsessores nos grupos de discussão sobre EFCs. Isto seria uma forma de se harmonizar com eles, não seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Exatamente, uma forma de se harmonizar, de se colocar na mesma sintonia. Então a gente tem como não entrar naquela sintonia, como escolher com o que vamos nos sintonizar. Em termos de energia, a coisa é diferente do físico. Na física diz-se que os opostos se atraem, não é? E energia não é assim. Em energia são os semelhantes que se atraem. Se a pessoa está em faixa energética baixa, vai atrair semelhantes na mesma faixa energética. Se está em uma faixa energética já mais sutil, com outros objetivos, outros conceitos, outras razões de ser, vai também atrair para a sua faixa energética o mesmo tipo de indivíduos que vibram em harmonia com essas energias mais sutis. Durante o trabalho no Instituto Monroe é feito um trabalho de corte de padrões indesejáveis e pré-conceituados. Veja bem, o preconceito, pré-conceito, é um conceito que a pessoa assume antes de qualquer exame da questão, antes de qualquer reflexão sobre ela. Então o trabalho é muito em cima de que padrão eu quero e que padrão eu não quero, qual é o conceito que eu tenho certo, definido, e qual é o conceito que eu tenho assim...mais aberto, soltão, entende? E lembrando sempre: nós somos aquilo que acreditamos ser. Isto é um fato. Não tem outra forma de explicar. Eu conto sempre a história de um assado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Um assado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Um assado especial [ risos]. Essa história eu aprendi no Instituto Monroe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Conte aí pra gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É a história de uma mulher que toda vez que ia fazer um assado pro marido, cortava as duas extremidades do assado. E aí colocava o assado no prato e servia pra ele. Um dia ele falou: — Eu gostaria de saber por que você corta essas duas pontas pra me servir o assado... Ela disse que não sabia porque, que havia aprendido aquilo com a mãe. Aí ele foi falar com a sogra e perguntou porque a filha dela, sempre que fazia o assado, cortava as duas pontas antes de servir. Isso tem a ver com o delicioso sabor do assado?, perguntou ele. A sogra também não sabia e também disse que aprendeu com a própria mãe. Mas ele insistiu e foi atrás da informação. Chegou lá na tataravó, na geração mais antiga que encontrou. E justamente no momento em que ele entrou na casa da velhinha, ela estava sendo auxiliada pela empregada a cortar as pontas do assado. Ele ficou contente. Cheguei na hora certa!, disse. Foi a senhora que ensinou à sua filha, que ensinou à filha dela, etc, até chegar à minha esposa, a cortar as duas pontas do assado, para que ele fique perfeito? A velhinha confirmou que ela mesma fazia isso. Então ele perguntou por que elas faziam aquilo. A velhinha respondeu: — Por que elas fazem isso eu não sei, mas eu corto porque a vasilha que eu tenho é muito pequena e o assado não cabe [risos], então eu corto as duas pontas pra ele caber direitinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Então o que as pessoas pensavam que era uma dica de culinária não era nada disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Não era! Então é isso! Nós somos aquilo que acreditamos ser. É muito importante fixarmos isso. Se você acredita que é um ser bom por natureza, você vai agir como um ser bom por natureza. Se você acredita que não vale a pena, tudo que lhe acontecer vai provar que você realmente não vale à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Você vai se harmonizar com aquilo e atrair, é isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Mas isso é um fato! Você pode ver N exemplos disso. Muita gente não come manga se for tomar leite, porque acredita que faz mal. Hoje em dia as pessoas pensam que a mistura dá dor de barriga. Antigamente dizia-se que matava! E a gente sabe a origem disso! Foi no tempo dos escravos, quando o leite era um artigo muito caro, mas a manga podia ser encontrada em qualquer canto. Como o senhor de escravos queria economizar o leite, e como os escravos comiam com facilidade muita manga, ele colocava essa crença nos escravos, para economizar o leite! Esses princípios — somos o que acreditamos ser e semelhante atrai semelhante — são muito importantes. Durante meu worskshop nós trabalhamos isto intensamente e profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - São elementos básicos, dos quais a gente raramente tem consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DB - Exatamente. E eu trabalho também aquele conceito do Richard Bach — valorize os seus limites e por certo você não se livrará mais deles. É a coisa da pessoa dizer ah! Isso eu não consigo! Pode esquecer! Não vai conseguir mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - É tipo um trabalho de autoprogramação, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Com certeza. O trabalho do Instituto Monroe é muito profundo. E não bate de frente com nenhum outro trabalho, apenas complementa. E é uma coisa de não criar dependência. Sabe aquela frase dos chineses, que diz se você quiser matar a fome de um homem por um dia dê-lhe um peixe, mas se quiser matar a fome dele para o resto da vida ensine-o a pescar? Pois é isso. O Instituto Monroe prefere ensinar a pescar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - É assim que as pessoas podem encontrar e utilizar as sua próprias potencialidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Exato! Há uma frase de Helen Keller muito interessante a esse respeito: nunca se deve engatinhar quando o impulso é voar... Então o Instituto trabalha tudo isso com os projetores astrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Até mesmo para que o projetor usufrua o mais plenamente possível do que ele vai realizar através da projeção, não sub-utilize tudo aquilo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Exatamente. Mas há uma coisa que eu gostaria de deixar bem clara: o workshop do Instituto Monroe não tem a intenção de ensinar alguém a sair do corpo. A intenção do Instituto não é essa. É ajudar a pessoa expandir a consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - A experiência fora do corpo é um aspecto que pode acontecer em meio a um todo, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Na minha maneira de pensar — veja bem, na minha maneira, de Déborah — expansão da consciência é a mesma coisa que viagem astral. Porque a consciência não está no corpo. Não se define consciência como estando dentro do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Ela não é localizada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Não é. A física quântica já foi bem clara quanto a isto. Consciência não se define. Nunca ninguém definiu o que é consciência. Você define aspectos, utilização, as formas como ela pode se apresentar numa determinada situação, podemos deduzir consciência, mas não dizer o que é consciência. A definição clássica é saber com. Isso não tem um pingo de sentido pra mim. Na minha página na Internet, eu coloquei não exatamente uma definição, mas uma explicação sobre consciência. Porque a gente precisa saber o que é que vamos expandir, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E como você explicaria a consciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - A consciência não está na gente. Nós é que estamos na consciência. Ela é tão maior do que a gente, que somos nós que estamos nela, e não ela na gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - De certa forma nós somos consciência, né? O próprio corpo físico é consciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Nós somos consciência, estamos na consciência, e o corpo faz parte da consciência. Mas no momento em que você expande, você percebe que está muito além dos limites do seu corpo físico. Portanto, o que é isso que ultrapassa todos os limites físicos, e que você encontra nas mais variadas histórias, desde priscas eras? Não é de hoje que existe a expansão da consciência. Sempre existiu. A diferença é que hoje está na moda... As experiências fora do corpo talvez sejam uma das formas de se explicar o que é a expansão da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Agora vamos voltar um pouco atrás. Fale um pouquinho de você, de sua história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu nasci no Rio de Janeiro, no Flamengo, na Casa São José [dá boas risadas]!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Você havia me falado que é de família gaúcha, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Exato. Meu sobrenome de solteira é Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Tradicionalíssima, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É uma família de origem açoreana. Que participou de um grupo de 66 casais que fundaram Porto dos Casais, que depois veio a se chamar Porto Alegre. Então todos os Porto Alegre são meus parentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E como foi que começou essa coisa da sua busca pelo estudo da consciência, a prática com esses estudos, as experiências fora do corpo... Você começou a ter essas experiências desde cedo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu praticamente nasci saindo do corpo. Desde sempre vivendo outras realidades espirituais. Então me colocaram em colégio de freiras. E as freiras falavam essa menina tem o diabo no corpo! [risos], quer dizer, fui expulsa, né? Porque quando a coisa apertava eu saía do corpo. Sabe como é, meu pai tinha origem italiana, era militar. Minha mãe, de origem açoreana e galega, era filha de militar. Família dominante, sabe como é. Então, quando a coisa apertava, eu saía do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Isso na infância...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Isso desde que eu me entendo por gente. Só que eu achava que todo mundo também fazia isso, que todo mundo saía do corpo. Até o dia em que eu descobri que não, que não era bem assim. Aí eu resolvi ficar quieta, porque a coisa ficou ruim pro meu lado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Aí você começou a ficar meio secreta, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Durante muito tempo eu mantive secretas essas coisas, para me defender. E daí eu tive o primeiro amor da minha vida, que foi Peter Pan! Porque ele saía do corpo, viajava para a Terra do Nunca, onde as pessoas não cresciam e não ficavam adultos. E eu achava adulto um negócio muito coercitivo, muito podador mesmo, né? Então, pô, eu queria que Peter Pan me levasse pra Terra do Nunca. Ele voava também! Aí eu deixava a minha janela aberta e minha mãe ficava em pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Ela pensava que você fosse pular pela janela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Não. A gente morava em Botafogo, na Dezenove de Fevereiro, em um sobrado ali, uma casa. Tivemos a casa quase assaltada várias vezes. E eu queria que a janela ficasse aberta. Mas mamãe falava nunca! Fecha essa janela!, e eu ali, esperando que o Peter Pan viesse [risos]. Isso quando  eu era pequenina. Estou hoje com 56 anos de idade, acho que nessa época tinha quatro ou cinco anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Ligadíssima no Peter Pan...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É. E na Sininho também. Mas eu só gostava dela porque ela tinha aquele pó mágico que fazia as pessoas voarem. Pensava que se ela jogasse aquilo nas outras pessoas elas poderiam voar também, como eu. E então eu não me sentiria assim tão diferente dos outros... Essa era a única vantagem que eu via na Sininho, sabe, porque eu tinha um certo ciumezinho dela [risos]...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E como é que ficou essa facilidade de sair do corpo? Permaneceu durante toda a sua vida, até a idade adulta, ou houve alguma interrupção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Nenhuma interrupção. Nenhuma. O que houve foi um aprofundamento na parte espiritual. Em relação às dimensões espirituais, que eu antes não entendia. E então quis entender mais sobre elas. Então uma vez eu assisti a uma palestra do Divaldo [Divaldo Franco, renomado médium e escritor espírita] em que ele narrou que trabalhava em uma repartição pública e atendia muita gente. Ele às vezes conversava com uma pessoa, e a funcionária, colega dele que trabalhava ao lado, dizia: — Aí não tem ninguém, Divaldo... Ele ficava muito, muito aflito e dizia à colega: — Faça o seguinte: quando eu for atender alguém, aí por favor me diga se a pessoa está ali mesmo ou se abriu-se um campo dimensional e eu entrei em outro plano. Ou qualquer coisa do gênero. Porque ele já não sabia mais dizer quando a pessoa estava ali mesmo, fisicamente, ou não. E eu vivi coisas parecidas. Eu via as pessoas surgirem em plena luz do dia. Elas me traziam mensagens, coisas assim. E eu não sabia como lidar com aquilo. A coisa começou a me atrapalhar, a dificultar um pouco a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Isso aí por volta de que época? Você era adolescente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Estava com uns 20 anos, qualquer coisa por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Uma adulta jovem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Exatamente. Aí então eu fui procurar o Espiritismo kardecista, pra poder estudar um pouco. Fiz o curso do Evangelho Segundo o Espiritismo, estudei o Livro dos Médiuns, o Céu e Inferno, a Gênesis... Enfim, fui estudar todo o pentateuco kardecista, né? Isso pra poder me situar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E valeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Ajudou, ajudou bastante. Eu me situei, mas não fiquei aí. Segui em frente, continuei a estudar, a ver o Budismo Tibetano e as outras formas de Budismo, o Sufismo, ao qual eu me ligo loucamente, devido ao aspecto do bom-humor, a coisa lúdica do Sufismo. Eles são muito engraçados, as histórias têm um bom-humor incrível, eu me identifico demais... E, no momento, estou tentando estudar um pouquinho da Cabala. É uma coisa ainda muito dificil pra mim, porque tudo é difícil quando você não sabe, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - A Cabala é particularmente interessante, porque ela tem a coisa do conceito, por meio da qual você pode ir além do conceito. Ela passa a ser uma vivência pura, e o conceito serve apenas com um momento inicial, um arranque para que você transcenda aquilo tudo... Aí a Cabala é êxtase, né? Êxtase puro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu tô começando. Tem uns dois anos, dois anos e pouco que eu estou estudando a Cabala, e isto não é nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Bem, então você procurou vários caminhos, para se situar. E como foi que você foi bater lá no Instituto Monroe? Quando foi que você ouviu falar do Robert Monroe e do Instituto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu participo da Federação Médico-Espírita, lá de São Paulo — como pesquisadora — e estava lá, participando de um congresso. Então conversei com alguém a respeito dessas minhas "saídas fora do corpo" , porque hoje eu estou redefinindo como expansão da consciência. Eu acho essa colocação mais coerente com a minha forma de vivenciar a coisa. E essa pessoa me perguntou se eu conhecia o trabalho do Monroe. E eu nunca tinha ouvido falar nele. Aí ela me apresentou o trabalho do Monroe, e eu descobri que ela era daqui do Rio de Janeiro, uma americana que vivia aqui. E quando voltamos ao Rio ela me deu o livro pra ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Isto em que época?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Isso foi há uns 22 ou 23 anos, mais ou menos. Então eu li o livro, ainda em inglês, fiquei fascinada, achei o livro fantástico, tinha tudo a ver comigo. Inclusive chorei muito durante a leitura, pelas dúvidas que Robert Monroe se colocava e que eu também já havia me colocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Era aquele primeiro livro dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Isso, o primeiro livro, Viagens Fora do Corpo. E aí comecei a me interessar bastante pelo assunto. Então houve um outro congresso em São Paulo, do qual eu também participei. Era um congresso de Transcomunicação Instrumental, que estava sendo organizado pelo Clóvis Nunes, de Ilhéus, uma pessoa que eu admiro bastante, por seu trabalho em Parapsicologia, e que foi quem realmente trouxe a Transcomunicação Instrumental para o Brasil. Nesse congresso havia um cara que representava a Transcomunicação Instrumental no oeste dos Estados Unidos, Marc Macy, do Colorado. Caímos sentados um do lado do outro e começamos a conversar. A certa altura ele me disse: — Você vai gostar de uma pessoa que eu vou lhe apresentar. E então ele me apresentou a Laurie Monroe, que também estava participando desse congresso. Eu tive uma identificação imediata com ela. Já havia lido os livros do Monroe, já estava mais por dentro do trabalho dele. Conversamos profundamente, e ela falou: — Eu gostaria muito que você fizesse um curso conosco! Este foi o primeiro convite que eu recebi do Instituto Monroe, vindo especificamente pela Laurie. E nessa época o Robert Monroe ainda era vivo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Ele faleceu em 1995, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Faleceu em 1995, aos 80 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E qual foi a sua resposta ao convite da Laurie Monroe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu falei que iria sim, sem dúvida. E comecei então a me interessar pelos trabalhos do Instituto. Passei a comprar as fitas, devagarinho, a realizar em casa os trabalhos, etc. E via que aquilo funcionava. Então, na primeira chance, fui pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Você chegou a conhecer o Robert Monroe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Não, não cheguei a conhecê-lo. Quando eu fui pra lá, pra fazer o primeiro curso, ele tinha acabado de morrer. Ele faleceu ali por março ou abril de 1995, e eu fui pra lá em janeiro de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E como foi a sua experiência com os cursos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Já no primeiro curso, Gateway, entregaram-me um fichário e me perguntaram: — Você não gostaria de ser orientadora do Instituto? A Laurie pediu para que lhe entregássemos este fichário... Eu já tinha trabalhado com todas as fitas, ainda aqui no Brasil. E quando fui para os Estados Unidos, perguntei-me: — Será que vai ter alguma novidade pra mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E teve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Tudo foi novidade. E eu então fiquei fascinada, pratiquei bastante, e eles me entregaram o fichário, com esse primeiro convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E para você participar de um grupo, como instrutor, o que é necessário? Qual a preparação, o que eles exigem de você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Isso foi o primeiro contato. Logo depois eu fiz o curso Lifeline, em que a gente realiza resgates no mundo espiritual. E essa era uma área na qual eu já tinha bastante experiência, a área espiritual, os resgates e tal. Pelo meu trânsito no kardecismo isto já tinha sido uma vivência bem intensa pra mim. E nessa época os dois professores do Gateway e os três professores do Lifeline escreveram cartas de recomendação, indicando-me como treinadora do Instituto. Era um aval para que eu participasse. Eles me perguntaram se eu já tinha olhado aquele material que recebi. Eu disse que sim. E então eles me perguntaram o que eu havia achado. E eu falei: — Eu nem li ainda [ risos], o material é muito grande! E então eles disseram que eu lesse. E que em junho teriam lá um curso e queriam saber se eu achava que poderia participar como formadora. Eu disse que não sabia, exatamente porque ainda não havia lido o material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E bastava você ler aquele material para estar em condições de ser orientadora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Não. Eles me informaram que eu precisava ter uma formação universitária, que precisava ter mestrado, um trânsito bem sólido em carreira de orientação, lidando com pessoas, alguns cursos paralelos, como Neurolingüística, etc. Quiseram saber qual era a minha experiência com meditação, com trabalhos ligados ao desenvolvimento da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E então? Você tinha tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Isso é interessante! Sem saber que eu ia terminar no Monroe, tudo que na minha vida inteira eu trabalhei levou-me a essa capacitação que era considerada necessária a um treinador do Instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Mas por que, por exemplo, um treinador do Instituto Monroe precisaria ter mestrado? É compreensível que ele tenha uma experiência prévia com meditação, estudos da consciência, que seja de uma área que lide com pessoas, com Educação, etc. Mas porque a titulação de mestre é exigido, e não apenas um nível de graduação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Em nível de graduação, a minha formação foi como orientadora pedagógica. Em nível de mestrado, foi como orientadora educacional. Então eu tinha um trabalho de formação, tanto de aconselhamento, quanto de terapêutica, pra me credenciar a ser uma aconselhadora, se é que a gente pode falar assim... porque lá eles dizem trainer, que pra nós, se traduzirmos como treinador, fica com um sentido muito mais físico. Mas lá o sentido é outro. É o de uma pessoa que tem de estar muito bem formada e muito bem capacitada pra poder pegar no ar onde tem de orientar cada participante daquele workshop. Então, se eu não tivesse uma bagagem de 17 anos como trainer, orientadora... o mestrado me deu uma orientação muito mais profunda... e pra cursar o mestrado eu tinha de ter antes cinco anos trabalhando, para depois candidatar-me ao mestrado, entende? E foi exatamente o que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Mas de nada adiantaria toda essa formação se você não tivesse um bom inglês, não é? Ou pelo menos um inglês funcional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu morei nos Estados Unidos por quase quatro anos. Fui para lá acompanhando o meu marido, e aprendi inglês lá mesmo. Cheguei falando com o gestual [risos] e saí com um inglês perfeito, porque era o inglês da prática, do dia a dia, da rua, do supermercado, e também o inglês da universidade. Eu fiz faculdade lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Você estudou aqui também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Sim, depois eu fiz Comunicação Social na Faculdade da Cidade. Todos os meus créditos cumpridos lá nos Estados Unidos foram aceitos pela Faculdade da Cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E, na prática, como é que começou o seu trabalho no Instituto Monroe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Bem, eles haviam entregado o fichário. Eu li, achei que tinha tudo a ver comigo, que era tudo o que eu queria fazer, e minha formação "sem querer" batia com aquilo tudo. É coisa de sincronicidade mesmo. Acho que quando a pessoa está pronta a oportunidade realmente surge, né? E eu tinha trabalhado nesse sentido a vida toda. Todos os cursos que eu havia feito levaram o pessoal do Instituto, e a mim mesma, a perceber que eu era indicada para o trabalho que o Instituto estava pedindo. Havia ainda dezoito livros que eu deveria ler. Desses aí eu já havia lido treze, de modo que só me faltavam cinco... Pra você ver, havia mesmo uma sincronicidade. Eu li então os cinco livros que faltavam. O convite foi em fevereiro, e em maio eu fui para os Estados Unidos fazer o curso. Foram onze dias lá, durante os quais eles trabalham a capacidade da pessoa reagir a níveis profundo de estresse, como administrar situações vindas assim de repente, como que do nada. Tem de haver um grande poder de improvisação. Você só tem um ponto, e tem quinze minutos para prepará-lo e apresentá-lo. A exigência nas provas escritas é também muito grande. As provas escritas eram verdadeiras mini-apostilas, com umas dez páginas, mais ou menos, parte descritiva, parte múltipla escolha, tudo misturado. São necessários também bons conhecimentos em Psicologia, em Neurologia, etc. Por isto eu acho que eles devem mesmo exigir uma formação sólida, com mestrado, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Mas não é uma coisa fácil. Foi uma experiência agradável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu adorei o curso! Achei bem puxado, mas adorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Qual é o nome desse curso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Chama-se TDAP, é o curso de formação deles. Mas quando eu terminei o curso achei que já havia me formado. Necas de pitibiriba! De jeito nenhum! Tem ainda de fazer uma especialização, que habilita a dar cursos avançados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Mas esse outro, o TDAP, que habilita em termos básicos como trainer, quanto tempo leva? Isso entre começar o curso, fazer as provas e chegar até o fim. Quanto tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - São onze dias lá no Instituto. Depois você sai, tem de realizar dois workshops com supervisão. Vem um supervisor dos Estados Unidos pra cá. A minha foi a Ann, uma pessoa com a qual eu tinha uma identidade muito grande, e havia sido a minha primeira professora lá no Instituto. Eu a convidei pra me acompanhar aqui no Brasil. Ela ficou hospedada aqui em casa e participou primeiro de um curso com supervisão aqui no Rio, e depois de outro em São Paulo. Coube a ela também verificar as instalações que eu estava utilizando, para ver se eram apropriadas ou não para o trabalho do Instituto. Acompanhou também quais as modificações que eu havia feito, para adaptar à cultura brasileira, como que eu ia aplicar isso tudo... ela ficou comigo o tempo todo: na preparação dos cursos, na apresentação, o tempo todo mesmo. Depois retornou aos Estados Unidos, apresentou um relatório, e daí então o Instituto enviou-me um diploma, que atestava que agora eu estava apta a ser representante do Instituto Monroe. Isso tudo levou um ano, no total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E aí você ainda teria de fazer outro curso, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Sim. O curso de Credenciamento Contínuo. É mais ou menos equivalente ao nossos cursos acadêmicos de pós-graduação lato sensu. Ele credencia a pessoa para dar cursos avançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E você teve de voltar lá para fazer esse curso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Sim. E aí eu me credenciei aos cursos avançados, que eu batizei como Crescimento Pessoal e Autocura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Você passa então por todo um treinamento complementar, preparação de material, de aulas e tudo mais, adaptados ao nível que você alcançou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Você tem de estar muito bem preparado. Eu costumo brincar e dizer que é mais do que muito bem preparado, é, parafraseando aquela personagem da TV, moooooito bem preparado [risos]. Sem nenhum tipo de grilo, sem problemas para falar em público, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E as pessoas sentem dificuldades para superar esses eventuais problemas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Do meu curso de formação, dos onze que entraram no curso, só quatro se formaram. Tem gente que faz duas, três vezes, pra conseguir se formar. Porque eles não facilitam mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E ainda tem algum curso que você vá fazer por lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu vou todos os anos. Pertenço à Divisão Profissional do Instituto, como pesquisadora. Agora mesmo, em março, apresentei um trabalho, no qual uma pessoa com deficiência auditiva — é bom não esquecer que o curso é baseado em fitas de áudio — participou tranqüilamente do curso, porque eu não coloquei os fones nos ouvidos dela, mas em partes do crânio. E aí apresentei no Instituto os resultados disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E a coisa funcionou bem com ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Funcionou super-bem! O trabalho vai ser publicado na Inglaterra, na segunda edição do livro Whole Brain. E esse meu trabalho é baseado em outro, que realizei na USP, no curso de pós-graduação em Psicobiofísica. A minha tese foi Golfinhos e Humanos Em um Aproach Terapêutico. Estive diversas vezes nos Estados Unidos, para fazer estágios em dolfinários, para ver como eram feitas as terapias com golfinhos e entender um pouco mais sobre eles. Em três anos eu tive de ler 104 livros sobre golfinhos, para entender como essa terapia era feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Então você virou mestre em golfinhos, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS -Adoro os golfinhos. Para mim, eles são especiais. Pude nadar com eles, e isto foi um dos maiores prazeres da minha vida. Eles escaneiam a gente, você sente o tilintar do escaneamento deles, quando eles chegam perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Escaneiam mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Literalmente. É "algo"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E existe algum projeto para se instalar no Brasil uma filial, ou uma unidade do Instituto Monroe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Este é o meu sonho [risos]! A Laurie Monroe me disse uma vez que quando ela pensava em uma filial, o único país que surgia na cabeça dela era o Brasil. Ela tem paixão pelo Brasil, pelo senso de humor do brasileiro, pelo que ela vê como uma espécie de transformação contínua. Um verdadeiro fascínio, que me encanta, que me enternece saber...  e que me dá uma bola cheia também [risos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E o Robert Monroe também gostava do Brasil, não é? Ele chegou a conhecer o nosso país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Não, ele não chegou a conhecer o Brasil. Mas adorava os brasileiros que iam pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Mas a Laurie Monroe conhecia bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Ela já esteve aqui cinco vezes. Participou de congressos, veio ao Rio, foi a São Paulo, ao interior, a Foz do Iguaçú, foi conhecer as comunidades alternativas no Planalto Central, andou por Minas, pra conhecer todas as influências energéticas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - É então uma pessoa muito aberta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Muito. E muito alegre. Uma pessoa muito fácil da gente chegar nela. Tem 50 anos de idade, um ânimo constante, sempre sorrindo, brincando. Eu adoro a Laurie, me dou super-bem com ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Então ela meio que partilha desse seu sonho de fundar aqui uma filial do Monroe Institute, né? E você vê assim, a médio prazo, uma possibilidade de concretizar isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - A médio prazo? Eu vejo muita possibilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - ...até porque um trabalho de filial pode começar sem ter aquele tamanho todo que a sede internacional já alcançou, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Claro! Pode começar pequetitinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - O próprio Instituto Monroe começou como um departamento da empresa do Robert Monroe, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - O Bob Monroe começou como eu estou começando aqui no Brasil. Ele saía por aí com um curso, que era ministrado em diferentes lugares. E aí ele fez o curso no Esalen Institute, na Califórnia, que foi onde ele começou de verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Parece que ele fez vários trabalhos também no Instituto Smithsoniano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É, ele deu várias palestras lá. Então foi mais ou menos do mesmo jeito que eu faço hoje quando pego a minha malinha. O pessoal morre de rir de mim, com as minhas malas de material, mala das fitas, mala dos catálogos, pareço um caracol, com a mala nas costas [risos]...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Mas você vai precisar de ajuda. Porque já está com um trabalho muito pesado. O que você está fazendo em termos de tradução, organização? Aparentemente está trabalhando sozinha, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É mesmo bastante trabalho. Traduções, implantação, divulgação. A simpatia que eles têm pelo Brasil é tão grande, que fez com que apressassem a tradução dos trabalhos para o português. Para o francês levaram 13 anos, nove anos para o espanhol, e um ano para traduzir para o português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Que diferença, hein! Agora, você tem feito aqui muitos trabalhos, em termos de palestras, workshops, cursos... Certamente deve ter entrado em contato com muitas pessoas motivadas e interessantes. Não podem surgir daí os colaboradores que poderiam ajudá-la a implantar no Brasil o Instituto Monroe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É tudo o que eu queria! Porque, por enquanto, eu fui a primeira e continuo até hoje a ser a única representante credenciada a dar cursos do Instituto no Brasil. Nosso país tem quase 170 milhões de habitantes. Será que não vai sair mais nenhum credenciado lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Essa pessoa que viria ajudá-la, teria de, num determinado momento, passar pelo mesmo processo que você passou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Teria não. Ela tem que passar. Porque eu não formo ninguém, entende? A formação é toda lá nos Estados Unidos. Por enquanto é lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Mas uma pessoa não poderia ajudar você em questões preliminares, ou até funcionais? Por exemplo, secretariando você, apoiando em trabalhos de organização, divulgação, traduzindo, etc, sem que viesse necessariamente a fazer cursos como você faz? Já seria de uma grande ajuda, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Deixa eu lhe falar uma coisa: eu gosto muito de ler em línguas diferentes. Eu leio em espanhol, italiano, inglês e francês. E por que eu fui estudar essas línguas? Porque eu não gosto das traduções. Quando você tem um determinado assunto, existem terminologias específicas para aquele assunto. Então, se você fala de uma EQM, que é a experiência de quase morte — que em inglês é uma NDE, de Near Death Experiences — você vê que aqui foi feito um tipo de um acordo, para chamar de EQM. Então quando eu pego um livro em português, muitas vezes porque está mais à mão, é muito comum eu largar aquele livro de lado, ir correndo para o computador [risos] e encomendar o livro no original pela Internet!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Há inclusive aquela máxima que diz que o tradutor é um traidor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Você havia falado há pouco da coordenadora do meu curso regressão, que é a Jussara Serpa, né? Esta mulher, pra mim, é uma das melhores tradutoras que eu já conheci na minha vida. Ela traduz o curso que a gente faz com o Roger Woolger, e traduz até mínimas expressões e as manifestações emocionais dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Eu vi a Jussara fazendo tradução durante uma palestra do Grof, e é realmente espantoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu fiz o worskshop do Grof com ela traduzindo também...essa mulher é incrível! Uma fera. Fez inclusive a tradução do livro Psicologia do Futuro, do Grof, e ficou sensacional... Ela é ótima. Mas a Jussara, além de ter esse talento todo, conhece muito o material que ela traduz. Os termos específicos, as nuances, etc. E isso é muito raro de se encontrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Mas você quer mesmo fazer o Instituto por aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Claro! Mesmo que seja com muita simplicidade no começo, mesmo que eu começasse com um instituto meu, uma coisa minha, e depois eles venham de lá e coloquem mais estrutura, com os cursos residenciais e depois se transformasse em uma filial do Instituto Monroe. Se bem que já existem cursos residenciais do Instituto no Canadá. Mas eu não fico satisfeita com isso. Quero fazer os cursos residenciais com o Instituto montado aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E o que a Laurie Monroe pensa disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Ela se interessa pela idéia. Não vê como fazer isso agora, neste momento, mas é fala sempre: — É algo muito bom para se pensar. Se eu tiver de fazer uma filial, não tenha dúvida que essa filial será no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Como fica atualmente o trabalho com as experiências fora do corpo no Instituto Monroe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Fica muito bem, obrigado. Porque nós não temos nada que entre em conflito, só o que complementa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E como é que seria a relação entre o trabalho que você faz e o que é realizado pelos diversos institutos brasileiros que trabalham de uma forma ou outra com as experiências fora do corpo? Há alguma relação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Olha, eu tenho mais contato com o pessoal do IIPC, do Waldo Vieria. Sou muito amiga deles, entende? Eu me sinto muito honrada de ter sido procurada por eles, porque eu admiro bastante o trabalho do Waldo, tenho uma admiração muito grande por ele — já lhe havia falado isso antes — por todo o trabalho dele, por toda a expansão do trabalho, eu tenho de admirar esse homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Claro! O mérito dele é indiscutível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Indiscutível! Então eu ser procurada por professores dele para fazer uma complementação com o trabalho do Monroe me traz uma honra profunda. Eu fico em estado de graça mesmo, entende [risos], e então eu auxilio em tudo o que posso. Passo todo o ferramental que posso entregar, porque acho que, hoje em dia, nós não estamos mais em um trabalho de separatividade, mas em um trabalho de complementaridade, e só me honra entrar em contato com todos os institutos que quiserem contatar a gente. Mesmo porque o nosso trabalho é um trabalho de expansão da consciência que pode auxiliar o trabalho de qualquer instituto, sem questionar e sem quebrar absolutamente nada do que eles fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Perfeito. Agora, uma coisa que as pessoas perguntam muito. É sobre a metodologia do trabalho do Instituto Monroe, que é muito em cima de fitas, de sons, etc... Isto não traria o risco de criar uma dependência da pessoa em relação à tecnologia, no sentido de ela ter de recorrer a tecnologias para atingir determinados estados, obter determinados resultados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu posso responder com uma pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Você já viu algum adulto andando de bicicleta com aquelas rodinhas de apoio do lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Não, não vi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Pois é mais ou menos isso... Essa tecnologia auditiva do Instituto Monroe funciona mais ou menos como as rodinhas de apoio de uma bicicleta. Uma vez que você aprendeu, tira as rodinhas, não precisa mais delas... Você se senta, relaxa... e está fora do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - O Geraldo Medeiros Junior, do IMPC, falou-me que pouco antes do Monroe falecer eles tiveram uma conversa rápida, e o Monroe falou pra ele que tudo está nas pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Tudo está na gente. O Monroe trabalha com todos aqueles focos de que lhe falei: Foco 3, equilíbrio mente/cérebro - Foco 10, corpo dormindo/mente alerta - Foco 12, corpo dormindo/mente alerta/percepção expandida - Foco 15, ausência da variável tempo - Foco 21, ausência da variável espaço. Aí você está sem nenhum tipo de controle, solto, em outro plano, em outra dimensão. É onde você encontra entidades não-físicas. E onde muita gente diz que — de acordo com o segundo livro do Monroe, Far Journeys, que foi traduzido aqui como Viagens Além do Universo — a pessoa pode encontrar entidades não-físicas extraterrestres. Eu já acho que se não estão na Terra já são extraterrestres [risos]...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Exatamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - ...não interessa de onde estão vindo [risos]!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Nós mesmos somos extraterrestres, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Exato! Principalmente quando você expande a consciência, quando sai do corpo, você é um extraterrestre [boas risadas]! Eu não me prendo aos conceitos! Eu acho que temos de nos prender à essência, e não aos conceitos. Essa é a minha postura. Trabalhar a essência, mas sem rótulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E quais são as áreas de aplicação do trabalho realizado no Instituto Monroe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - São muitas. Uma é a chamada Série Cirúrgica. São fitas que você utiliza antes da cirurgia — pra preparar-se — assim como durante e depois da cirurgia. Eu utilizei esse processo e é realmente impressionante. Eu precisava passar por uma cirurgia de seis horas, há dois anos. Aí pedi permissão ao médico. Ele disse que por ele não tinha problema. E eu fiz a cirurgia com fones de ouvido, durante a operação propriamente dita, e havia pedido à equipe dele que, após a cirurgia, trocasse a fita apropriada para a sala de recuperação, onde eu deveria ficar por duas horas. E eu fiquei acordadona, perguntando aos enfermeiros que máquinas eram aquelas, toda curiosa e tal, perturbando todo mundo. Resultado, tiveram de me mandar logo pro quarto, né [risos]? Meu marido inclusive se assustou quando me viu no quarto! E o que os médicos perceberam? Primeiro que quase não houve sangramento. E eu não tive nenhuma alteração circulatória, respiratória ou cardiáca, nem agitação, nada. A permanência na sala de recuperação foi encurtada de duas horas pra 10 minutos [risos], eu não tomei remédio contra a dor, não senti dor nenhuma - e foi uma cirurgia imensa, da qual participaram duas equipes médicas...e assim por diante. E eles ficaram encucados com aquele raio de fita que eu estava ouvindo, como é que eu pude ficar tão tranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - É realmente um trabalho revolucionário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - E tem também o trabalho de tanatologia, que foi desenvolvido pelo próprio Robert Monroe, com a Elisabeth Kübler-Ross — uma austríaca responsável por toda uma jornada sobre a morte e o morrer — e o Charles Tart, que é um grande pesquisador dessa área das experiências fora do corpo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Ele inclusive conduziu experiências laboratoriais com o Robert Monroe, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Muitas. Muitas experiências. E hoje ele está na Califórnia. Mas desenvolveu esse trabalho junto com o Bob Monroe sobre a morte e o morrer. É um trabalho que se chama Going Home. O pessoal espírita iria adorar! Uma parte do trabalho é para a pessoa que está deixando este mundo, e a outra para a família que está perdendo o ente querido. Então prepara os dois lados. E tem também o Catnapper, o "soninho do gato", que a gente chama de soneca, ou cochilo, né...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Como é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É um dos carros-chefe do Instituto. Você relaxa 15 minutos e dorme 15 minutos, simulando um sono equivalente a três horas da sua noite. Isso é muito bom pra pessoas que viajam, que muitas vezes ficam desfocadas em relação ao fuso horário. É muito bom também pra pessoas que trabalham demais, não têm tempo pra dormir. Elas recuperam tudo rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Fantástico! O que mais está acontecendo atualmente no Instituto Monroe, em termos de pesquisa e resultados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Muita coisa. Fica difícil falar de tudo assim numa entrevista. Mas, por exemplo, no momento, eles estão fazendo uma pesquisa - e eu acabei de receber um CD de lá, pra poder participar da pesquisa, com protocolo e tudo - sobre o Purrfect Hemi-Sync [risos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS- Você havia me falado algo a respeito. É sobre o ronronar dos gatos, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Isso! O ronronar do gato, mais o HemiSync, na cura da osteoporose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Eu gostaria agora de falar de duas fases: o trabalho feito com a tecnologia Monroe e depois falar no trabalho de uma maneira geral. Mas vamos supor: existe alguma contra-indicação, temporaria ou permanente, alguma condição que faça com que o trabalho com essas fitas e esses sons não sejam recomendáveis? Eu digo não em relação especificamente às fitas que você acaba de mencionar. Mas ao que você utiliza nos seus workshops, nos trabalhos que você realiza aqui. Existe alguma possibilidade de contra-indicação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Existe sim. As pessoas que têm algum tipo de distúrbio neurológico ou psiquiátrico mais profundo, que estão tomando medicação pesada, em situações em que elas têm um campo muito aberto, que estejam num processo de esquizofrenia, de dupla personalidade, ou mesmo múltiplas personalidades, não é aconselhável que realizem um trabalho desses, de expansão da consciência. Porque você não sabe até que ponto, ao expandir a consciência, você pode expandir o problema também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Se bem que a gente tem de levar em consideração aquela frase — não sei quem foi que disse — que afirma que de perto ninguém é normal, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Claro! Mas eu estou falando dessas coisas quando elas estão pesadas, quando a pessoa está tomando drogas pesadas, medicamentos pesados. Em caso de dúvida, eu peço à pessoa que converse com o seu médico, para que o neurologista ou o psiquiatra entre em contato comigo. Mesmo porque antes de fazer qualquer curso comigo, as pessoas assinam um termo de compromisso. E nesse documento está declarado que elas não estão tomando nenhum tipo de droga pesada, neurolépticos pesados, etc. Eu não estou falando em calmantes, em remédios para dormir. Não é disso que eu estou falando. Mas de patologia mesmo, de medicação pesada. Então ela tem de declarar que não está tomando nada, e que se responsabiliza por aquilo, que está no curso por vontade própria, no qual ela vai experenciar estados de expansão da consciência e que sabe que é totalmente responsável por todos os resultados que poderá obter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Você já teve algum problema com alguma pessoa, durante seus cursos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Não. Nenhum problema. Mas já tive pessoas que fizeram o curso com atestado médico. Porque eu pedi ao neurologista que me desse, por escrito, a declaração de que aquela pessoa estava em condições de fazer aquele curso, apesar de estar tomando determinada medicação. Assim como tive pessoas que não fizeram o curso porque estavam com epilepsia em nível pesado, ainda sem controle. E poderiam sofrer uma crise epiléptica em pleno trabalho. Não é o caso das disritmias, que são um tipo de epilepsia não muito grave. Falo dos casos mais graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E o pessoal todo sai do corpo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - As pessoas têm experiências. E algumas saem do corpo, embora o objetivo do curso não seja esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - O objetivo do curso não é sair do corpo, mas as pessoas saem mesmo assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Saem. E há pessoas que pensam que não tiveram experiência nenhuma, mas tiveram. Pensam que não expandiram a consciência. Eu acho engraçado! Elas dizem: — Aquele barulho que começou de repente me atrapalhou um pouco... Aí eu pergunto que barulho foi esse. E elas insistem: — Aquele barulho!, e repetem o som do que ouviram, tipo chuf chuf. E esse barulho acontece geralmente porque quando a pessoa expande a percepção, ela ouve o correr do sangue nas veias. Muitas vezes ouve a própria respiração, muito ampliada. Todos os movimentos crânio/sacrais, o barulho do coração, tudo bem ampliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Então, pra finalizar, eu queria colocar aqui uma discussão que existem em torno das experiências fora do corpo. Há quem diga que elas são perigosas, se tentadas fora de um determinado contexto, às vezes até um contexto religioso. Outros dizem que as EFCs não trazem perigo algum. Não estou falando do método Monroe, especificamente, mas das EFCs em si mesmas, provocadas voluntariamente, com consciência e lucidez. Como é isso pra você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Pois é... como é isso pra mim... pra quem nasce saindo do corpo é engraçada essa pergunta, né [risos]... Eu sempre tive muita proteção. Pra chegar até onde eu cheguei, tive muita proteção e agradeço a Deus por isso. Falo isso de mim, eu, Déborah Sachs. Eu sempre saí do corpo, desde que nasci. Eu contava para a minha mãe as coisas que eu via, conforme já disse aqui. Costumo fazer trabalhos de cura saindo do corpo, ir a locais chamados "purgatórios" da vida, vou lá de moto proprio para resgatar pessoas... eu sempre fiz isso. Mas percebo que aprendi bastante com a metodologia do Monroe, no sentido de ensinar as pessoas a fazer a mesma coisa estando protegidas. Foi isso que eu aprendi mesmo com o Monroe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E você acha que as experiências fora do corpo podem ser perigosas? Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu acho que elas são uma coisa desnecessária, a partir do momento em que você está no corpo. Você tem de aprender alguma coisa é nesse corpo. Você está encarnado. Eu gosto dessa expressão en-car-na-do, estar em forma de carne. Logicamente você tem alguma coisa para aprender nessa bendita forma de carne. Então vamos utilizar as coisas nessa forma de carne, com proveito pra gente, com aprendizado. Tem tanta coisa que a gente pode fazer! Sentir o sabor dos alimentos, fazer amor, entende? Você vai fazer isso no corpo! E as experiências extracorpóreas, ao menos na minha maneira bem humilde de pensar, são expansões de consciência. E é por aí que a coisa funciona. Eu não gostaria de entrar em teorias do que é corpo sutil, corpo etérico, corpo astral, corpo emocional, corpo mental... eu acho que isso é uma discussão sobre o sexo dos anjos, entende, e a gente não vai chegar a lugar nenhum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - E medianamente, você diria que é uma coisa inofensiva o indivíduo relaxar, programar-se e sair do corpo? Haveria alguma margem de risco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - O indivíduo que não está devidamente preparado, com um bom roteiro, com um bom campo de proteção, poderia correr riscos sim, no sentido de encontrar entidades não muito amigas... Quando ele está na sintonia só da curiosidade ele não está numa boa sintonia. Essa pode não ser uma sintonia muito harmônica e você pode encontrar espíritos brincalhões pelo meio do caminho, e as brincadeiras às vezes são de mau-gosto. O próprio Monroe, nos livros dele, coloca que, no início, quando ainda não tinha proteção, ele encontrava essas entidades sim. Por isso eu entreguei pra você essa afirmação, que eu acho interessante que seja colocada nesse ponto da nossa entrevista, para que todo mundo se proteja. E que para todos aqueles que não têm a possibilidade de vir fazer o trabalho comigo, ou lá no Instituto, também possam se beneficiar. Eu faço uma entrega dessa Afirmação em nível público, assim com todo o amor no coração. Pra ajudar àqueles que queiram se beneficiar com um pouco mais de proteção. Porque esse é um trabalho que protege bastante. Um trabalho desenvolvido buscando a proteção mesmo, né? [Déborah refere-se à "Afirmação Gateway", base de todo o trabalho no Instituto Monroe]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Para usufruir dessa Afirmação é preciso que a pessoa se identifique integralmente com ela, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Integralmente. Se você pudesse transcrevê-la na nossa entrevista eu adoraria, porque é uma contribuição para todos os viajantes astrais, porque eu não sei bem como é que eles fazem isso, já que eu venho fazendo isso desde que me entendo por gente. E eu estou muito contente com esse meu corpo [risos]! Estou com ele há 56 anos e não tenho nenhuma reclamação a fazer [risos]!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Você tem vivido bem a vida, não é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Bem profundamente, bastante. Apesar de ter uma vivência extracorpórea também muito profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - A vivência extracorpórea contribui para a sua vivência no corpo, certo? Não teria sentido — pelo menos você estando encarnada — se as EFCs não lhe ensinassem alguma coisa para você utilizar na sua vida encarnada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - É isso mesmo. Porque a coisa por ela mesma, sair do corpo por sair do corpo, por mera curiosidade, não lhe acrescenta nada. Agora, você sair com um roteiro, um objetivo, um crescimento — como a afirmação fala, — isto é uma intenção interessante. Para que também se aproximem de mim energias que saibam mais do que eu sei, que sejam melhores do que eu sou, então isto é uma ajuda muito grande. Isto é interessante de ser colocado, para que as pessoas se sintam com um campo mais protegido, e com uma proteção espiritual, áurica, energética, moooooita proteção [risos], pra ter sintonia energética. Porque conforme eu já falei e repito, semelhante atrai semelhante. Então, com uma sintonia de bondade, de ajuda aos outros, você também só vai encontrar quem venha lhe acrescentar mais nesse sentido. Se estiver em uma sintonia ruim, você vai encontrar energias ruins de qualquer estilo. Quanto mais você se aprofundar, mais vai encontrar formas energéticas não visíveis, e esse é o trabalho mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPS - Como é que você enfim resume o seu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DS - Eu procuro conhecer o máximo possível, estudar o máximo possível, pra entregar o melhor a todas as pessoas que vêm participar dos meus workshops. Aprendo também com os meus alunos. Aprendo demais. Cada workshop é diferente, uma energia diferente, é um aprendizado contínuo, e eu sou fascinada, apaixonada pelo que faço. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-2775270590343351163?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/2775270590343351163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=2775270590343351163' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/2775270590343351163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/2775270590343351163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/10/entrevista-com-deborah-sachs.html' title='Entrevista com Déborah Sachs'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/St8KKArqHfI/AAAAAAAAAuA/eTxiT19O1HQ/s72-c/sachs_deborah.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-8373247117165094452</id><published>2009-08-31T14:07:00.003-03:00</published><updated>2009-08-31T14:21:37.970-03:00</updated><title type='text'>Lembranças do nosso corpo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SpwGTiIvr5I/AAAAAAAAAtA/ffkDAyno_YQ/s1600-h/principais_sistemas_corpo_humano01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SpwGTiIvr5I/AAAAAAAAAtA/ffkDAyno_YQ/s400/principais_sistemas_corpo_humano01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376178987824295826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esqueleto, músculos, articulações, coração e vasos sanguíneos, pulmões, rins, estômago. Olhos, olfato, ouvido, paladar. Pele e dentes. Nervos e cérebro. Glândulas e sistema linfático. Esses são alguns dos principais elementos de nosso organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nosso corpo não é formado apenas por tecidos e órgãos. De acordo com alguns especialistas em remédios alternativos, também tem sua própria memória, que pode ser tanto ou mais reveladora e poderosa que a de nosso cérebro, embora suas lembranças se manifestem de forma mais sutil. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O corpo é o lugar onde se 'carrega' tudo, e onde se mantém uma 'memória celular' de tudo o que a pessoa vivenciou e experimentou ao longo de sua existência", disse a especialista Mila Comín, psicoterapeuta transpessoal e especialista em dinâmicas&lt;br /&gt;corporais. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por exemplo, alguém que sofreu um estupro ou agressão processa e registra essa experiência tanto em sua mente quanto em seu corpo. Em consequência, toda vez que percebe algo que lhe evoque esse episódio traumático ou o agressor (um tipo de roupa, um traço facial, um lugar, um barulho, um cheiro, uma comida) seu corpo fica tenso ou contrai", afirma a especialista. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se em algum momento alguém detecta que recua diante de determinada situação, lugar, atividade ou pessoa, ou que os evita porque os teme, causam mal-estar ou sente o impulso de fugir, é preciso parar um momento, tornar-se consciente do problema e colocar algumas dúvidas", acrescenta Mila. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saudável manter esta memória corporal? É possível ser uma pessoa verdadeiramente livre para escolher o parceiro, trabalho ou forma de vida se alguém se encontra condicionado por uma memória corporal traumática? Essas são algumas perguntas-chave, segundo a especialista. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Outra dúvida reveladora pode ser: sou livre para escolher se me assusto ao ver algo que me lembra um velho trauma 'memorizado' em meu corpo, se evito certos lugares ou situações ou deixo de fazer determinadas coisas que evocam tal fato? Obviamente, a resposta é não. O passo seguinte é se libertar dessa amarra através de algum tipo de tratamento", afirma Mila. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a psicóloga clínica e terapeuta Alicia López Blanco, autora do livro "El Cuerpo Tiene la Palabra" (O Corpo Tem a Palavra, em tradução livre), o corpo não só tem memória, mas também inteligência e capacidade de se comunicar em sua própria linguagem. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fala de nós mesmos, reflete nossa personalidade, emoções e estado de saúde, e qualquer alteração de nosso equilíbrio interno aparece em nossa imagem exterior", diz.Contraturas no pescoço, costas e cintura, problemas digestivos, desordens hormonais, problemas respiratórios. Segundo a especialista, estes são alguns dos transtornos mais frequentes que nos dizem que algo não vai bem em nosso mundo psicoemocional. "Mensagens que podemos aprender a ler e entender, para corrigir o problema sobre que avisam", acrescenta. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se aprendermos a ler e interpretar as mensagens que nosso organismo nos envia continuamente, servirá de ajuda para ter uma vida mais saudável e satisfatória, e facilitar nosso desenvolvimento pessoal", explica Alicia. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a psicóloga, podemos utilizar essas mensagens para nos conhecer mais e como guia para a realização de determinadas ações. Diante da mensagem clara de um transtorno, é preciso tentar entendê-lo e realizar as mudanças necessárias para recuperar a saúde. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo, a especialista diz que "uma contratura na zona do pescoço é um sintoma que reivindica, entre outros, mudanças na quantidade e qualidade de controle que a pessoa exerce sobre si mesma e aos outros". .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo para resolver isso seria tomar consciência do problema e identificar as formas nas quais exerce esse excesso de controle. Em segundo termo, é possível desenvolver estratégias para mudar essa conduta e, por último, colocá-las em prática, porque, assim, "a mensagem perde sentido e o corpo não precisa mais emiti-lo", segundo a especialista. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso frequente registrado na memória corporal, segundo Mila, é o daquelas pessoas que sofreram um acidente de trânsito e ficam tensas ao passar por um lugar parecido de carro, o que, paradoxalmente, pode levá-las a protagonizar outro acidente, devido ao descontrole. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Também há os que deixam de comer algo porque o pai se irritava quando comiam, quando crianças, e agora sentem essa sensação de tensão perante o produto", diz Mila.Segundo as especialistas, todas essas são pessoas que sofrem limitações em sua liberdade de escolha e nas possibilidades de levar uma vida plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da pele ao núcleo do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nosso corpo tem sua própria memória e registra vivências que, às vezes, nossa mente consciente não capta. Lembra, revive, fala, sente", diz Mila. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a especialista, "nosso corpo sabe, às vezes, melhor do que nossa cabeça o que de verdade nos mobiliza ou nos freia, de que precisamos ou o que nos sobra, o que nos expande ou recua, aquilo que nos captura ou nos liberta. Leva-nos à verdade, com uma sabedoria livre dos artifícios, miragens, tergiversações, autoenganos ou manipulações da mente", acrescenta. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para estas especialistas, o corpo conecta com o mais verdadeiro, profundo e sagrado que há em nós, nos conduz ao núcleo de nosso ser e, se nos deixarmos levar pelo que nos diz, pode levar a uma dimensão de revelações insuspeitadas. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, segundo Mila, é preciso aprender a atendê-lo e entendê-lo, porque "sua linguagem é diferente à das emoções (alegria, tristeza, amor) e também difere à das ideias e pensamentos". .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a psicoterapeuta, "sua mensagem nos chega em forma de sensações: frio, calor, rigidez, comodidade, incômodo, inquietação, movimento, opressão, alívio, tensão, relaxamento, estremecimentos, calafrios. Também através de ondas de sentimentos, revelações intuitivas, compreensões instantâneas, lembranças cheias de significado, experiências de atração ou rejeição, sossego ou intranqüilidade". .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A cabeça, pescoço, ombros, assim como as regiões do peito e do abdômen, são especialmente sensíveis a suas expressões", diz a especialista em dinâmicas corporais. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para "falar" com nosso corpo, Mila indica que "temos diferentes caminhos para se comunicar com ele e entender o que expressa. Para explorá-los, é preciso se sentar em um lugar confortável, fechar os olhos e manter uma respiração lenta e profunda, sentir o ar entrando e saindo dos pulmões, e peito e estômago se expandem e contraem". .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se permanecermos relaxados e atentos durante alguns minutos, enquanto respiramos lenta e profundamente, seremos capazes de captar o que nos pede o corpo, assim como suas queixas e necessidades. Intuitivamente, saberemos interpretar suas mensagens, que afloram de forma espontânea", garante a especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por María Jesús Ribas.&lt;br /&gt;EFE-REPORTAGENS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/31082009/48/saude-lembrancas-nosso-corpo.html&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-8373247117165094452?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/8373247117165094452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=8373247117165094452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/8373247117165094452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/8373247117165094452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/08/lembrancas-do-nosso-corpo.html' title='Lembranças do nosso corpo'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SpwGTiIvr5I/AAAAAAAAAtA/ffkDAyno_YQ/s72-c/principais_sistemas_corpo_humano01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-5600003337803733738</id><published>2009-06-10T22:23:00.003-03:00</published><updated>2009-06-10T23:09:45.637-03:00</updated><title type='text'>O Ponto Secreto</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a-THIyPtEUY&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/a-THIyPtEUY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.biblioteca24x7.com.br/"&gt;http://www.biblioteca24x7.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE É A YOGA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Surgiu no Oriente, basicamente na Índia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conjunto de técnicas que podem ser utilizadas para o desenvolvimento da saúde física, mental e psíquica da personalidade humana, assim como para controle do estresse, maior eficiência nas atividades do dia-a-dia, melhor qualidade do descanso e para um progressivo equilíbrio interior."&lt;br /&gt;É assim que o Yoga geralmente é visto no Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o objetivo maior do Yoga, como ciência do autoconhecimento, é a libertação progressiva da consciência, através de técnicas meditativas superiores, constantes da preciosa obra sânscrita Yoga-Sutras (século IV a.C.), do filósofo e sábio hindu Patânjali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diferentes tipos de Yoga que se adaptam a diferentes tipos de personalidade. Historicamente, o mais significativo ramo do Yoga é o Sistema Clássico de Patânjali, também chamado Raja Yoga ou Yoga Darshana. Existem inúmeros outros tipos de Yoga, muitos deles não-sistemáticos, geralmente misturados com conceitos populares. O tipo de Yoga atualmente mais praticado no Ocidente é o Hatha Yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra yoga vem da raiz sânscrita yuj que significa atrelar, unir, juntar. Seria então a união do ser individual (jivatman) ao Ser Supremo (paratman).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos considerar o Yoga como a ciência da educação integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga é um processo que possibilita despertar, descobrir e transformar o ser humano em todos os seus aspectos. É um caminho para a transformação pessoal, cultural e universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga possui inúmeras técnicas e preceitos filosóficos que ajudam o homem em seu processo de transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da Yoga se perde nos milênios, é considerada filosofia-religião e é a soma da evolução de várias épocas. O sacrifício e o esforço individual preconizados nos ensinamentos de Yoga tem a sublime finalidade: a liberação de Agni, o fogo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os mestres advertem sobre a difusão da Yoga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que ninguém a ensine a quem não tenha pacificado o seu espírito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS LINHAS DA YOGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HATHA-YOGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hatha quer dizer Domínio. Os mais dispostos fisicamente sentirão atração pela Hatha Yoga, que utiliza o domínio externo e interno do corpo físico como ponto de partida. LIMPAR AS VIDRAÇAS PARA QUE A LUZ PENETRE. Tecnicamente é um sistema de técnicas psicossomáticas que servem de instrumento para transformar o corpo físico num corpo divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro elementos do Hatha Yoga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-âsana (posições corporais);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Pranayama (Técnicas de Respiração);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Relaxamento Corporal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Atitude Mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Os âsanas são feitos de maneira suave, lento e uniforme, sem esforço físico, a postura serve para movimentar, canalizar as energias e não gastá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAJA-YOGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O talento meditativo, que utiliza o domínio interno dos mecanismos da atividade mental. Trata da mente e dos poderes psíquicos, fortifica a VONTADE e a CONCENTRAÇÃO MENTAL. Raja significa Rei, esse sistema de Yoga foi introduzido por Patanjali e significa UNIÃO REAL com a divindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito etapas da prática do Raja-Yoga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-YAMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a. Refreamentos: Não violência, verdade, não furtarás, continência, não possessividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-NIYAMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.Observâncias: Purificação, contentamento, esforço sobre si, estudo e consagração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-ÂSANAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.Posturas corporais (exercícios suaves de canalização energética).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-PRANAYANA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.Disciplinas de Respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-PRATYAHARA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.Retraimento dos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-DHARAMA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.Fixação da atenção, concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-DHYANA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.Meditação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-SAMADHI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.Contemplação, êxtase, transcendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Raja-Yoga mostra as leis que governam os mistérios, desenvolve os dons anímicos como a clarividência, capacidade de ver o passado e o futuro; a faculdade de ver o seu interior, ver as vidas passadas, as suas e as dos outros. O yogue então alcança o estado chamado de "Liberado-Vivo", no qual continua a ter uma existência corporal, porque lhe resta um resíduo Kármico a consumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KARMA-YOGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Karma é derivada da Raiz KRI cujo significado é agir, fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Yoga da ação. Cada trabalho na terra deve ser feito com amor, sem egoísmo, já que pela lei do Karma, cada ação corresponde a uma reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ação, Reação e Liberdade. A que se preocupa com a ética, busca a atividade externa, a vida ativa com a renúncia progressiva ao objeto da ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia fundamental, é evitar que se fique preso ao emaranhado das ilusões da terra, provenientes do mundo Maya, evitar que os homens se tornem escravos e não senhores de si e de seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Karma-Yoga tem como base a atividade da vida, ir ao encontro dos acontecimentos, enfrentá-los no dia-a-dia, desta forma o amor, comer, beber falar, exercícios, qualquer função orgânica são KARMA. Para esse yogue toda ação no mundo físico é governada pela lei do Karma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bhagavad-Gita nos aconselha a não nos apegarmos ao trabalho que fazemos, de forma a não aprisionarmos nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BHAKTI-YOGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Bhakti é derivada da raiz Bhaj, que significa DEVOÇÃO, supremo apego ao senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo emocional deve provavelmente ser atraído por essa linha da yoga que é a prática do amor e da devoção a Deus e ao próximo (Cristianismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bhakti-Yoga prega que a meta final de todas as religiões pode ser alcançada pelo amor e adoração ao Supremo ou Absoluto, que é o criador do universo. Segue a linha do Cristianismo, Judaísmo, Maometismo, e outros sistemas dualistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As formas de Bakti-Yoga divide-se em dois grandes ramos, o preparatório:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GAUNI: Contém todas as Práticas preliminares. Respeito, reverência, concentração, respiração, relaxamento. Não deve matar nenhum animal para alimentar-se (vegetarianismo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARÂ: Toda a prática de recolhimento interno de adoração a Deus, um Deus pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JNANA-YOGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Jnana derivada da palavra Jna significa CONHECIMENTO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito intelectual e filosófico identificar-se-á com a JNANA-YOGA, que emprega o discernimento e conhecimento abstrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cortinas da ilusão serão rasgadas pelo praticante do Jnana, que é um perfeito investigador da verdade. Possui 3 aspectos (volitivo, afetivo e cognitivo) do ser humano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete qualificações exige-se do praticante do Jnana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º)VIVEKA (DISCERNIMENTO):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Realidade da aparência – sonhos, alucinações, ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realidade Empírica – a da experiência cotidiana, está submetida a uma mudança perpétua, aquilo que em um dado momento é real em outro não é mais, não pode ser considerado verdadeiramente real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realidade Absoluta: Só esta é eterna e real, quem é um yogue jnana busca incessantemente esta realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º)VAIRAGYA (RENÚNCIA):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o desinteresse por todos os objetos de prazer, renuncia a todos os frutos do trabalho, a vida, a morte, a alegria, a angústia tudo isso não passa de criações mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º)TAPAS (AUSTERIDADE):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composto de seis tesouros: Tranqüilidade, autocontrole, controle da mente, tolerância, contemplação e fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º)MUMUKSUTVA (A LIBERAÇÃO):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo intenso de se livrar de todas as formas de servidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º)CRAVANA (AUDIÇÃO):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir atentamente, para poder captar todos os ensinamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º)MAMANA (REFLEXÃO):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletir constantemente sobre todos os ensinamentos, eliminar dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º)NIDIDHYASANA (MEDITAÇÃO):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditação constante sobre as doutrinas reveladas pelos estudos, mestres e escrituras. Sentado num lugar retirado, meditação inquebrantável a qualquer manifestação do exterior, aprofundando-se no infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TANTRA-YOGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dominio das energias sutis, leva ao Tantra yoga (KUNDALINI, ENERGIA ADORMECIDA) exercicios das energias psíquicas e fisiológicas. É a yoga dos chakras, principalmente do chakra básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despertar da serpente, libertar a energia sexual adormecida na base da coluna no coccix é a função da KUNDALINI-YOGA ou TANTRA-YOGA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem duas correntes Kundalinícas, uma amarela e outra vermelha que quando despertas, vão serpenteando a coluna vertebral até o chakra coronário, fluindo energias para todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A energia positiva com a cor amarela chama-se pingala e a vermelha chama-se ida no homem, na mulher essa energética é invertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A kundalini está adormecida (serpente energética), obstruindo com sua cabeça a entrada de Sushumna na base da coluna no chakra básico (radico); para despertar a kundalini são aliadas várias técnicas, posturas, respiração e um cuidado todo especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os Tantras, "a tranqüilidade e a paz vêm de dentro para fora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derivado do verbo tantori (tecer), Tantra Yoga é um termo sânscrito que significa a essência ou urditura daquilo que é tecido. Segundo outra versão, deriva da raiz Tan, que quer dizer estender. Como os tantras também são conhecidos sob a designação de agama, ou seja, tradição, teríamos como significado final "estender a tradição", mas na realidade entende-se como estender a serpente (energia sexual por todo os chakras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANTRA-YOGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A YOGA dos sons internos e externos, os mantras são poderosos sons que movem as energias psíquicas e fisiológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra MANTRA é derivada doa raiz MAN que significa pensar e o sufixo TRA significa instrumento, é o ramo da yoga que estuda as vibrações sonoras, a vocalização. Existem sons místicos, sagrados que quando evocados sistematicamente despertam a consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KRIYA-YOGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kriya Yoga é um método simples, psicofisiológico, pelo qual o sangue humano se descarboniza e volta a oxigenar-se. Os átomos deste extra-oxigênio transmutam-se em corrente vital para rejuvenescer o cérebro e os centros da espinha. Sustando a acumulação de sangue venoso, o iogue pode diminuir ou evitar a degeneração dos tecidos. O iogue adiantado transmuta suas células em energia. Elias, Jesus, Kabir e outros profetas foram, no passado, mestres no uso de Kriya ou de uma técnica similar, pela qual eles materializavam ou desmaterializavam seus corpos à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kriya é uma ciência antiqüíssima. Láhiri Mahásaya recebeu-a de seu grande guru, Bábají, que redescobriu e purificou esta técnica depois da Idade Média, época em que esteve perdida. Bábají batizou-a de novo, simplesmente, de Kriya Yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kriya Yoga é um instrumento que pode acelerar a evolução humana - explica Sri Yuktéswar a seus estudantes. - Os antigos iogues descobriram que o segredo da consciência cósmica se liga intimamente ao domínio da respiração. Esta é a contribuição sem par, e imortal, da índia, ao tesouro de conhecimento do mundo. A força vital, que comumente se emprega para manter a pulsação cardíaca, deve tornar-se livre para atividades superiores por meio de um método que acalme e deteriore as demandas incessantes da respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Kriya Yogi dirige mentalmente sua energia vital para cima e para baixo, a fim de fazê-la girar em torno dos seis centros espinhais (plexos medular, cervical, dorsal, lombar, sacro e coccígeo), correspondentes aos doze signos astrais do Zodíaco, o Homem Cósmico simbólico. Meio minuto de revolução da energia ao redor do sensitivo cordão da espinha, efetua progressos sutis na evolução do homem; esse meio minuto de Kriya equivale a um ano de desenvolvimento comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentativas de reter a respiração nos pulmões, até o exagero, são artificiais e decididamente desagradáveis, A prática de Kriya, ao contrário, é acompanhada, desde o início, por sentimentos de paz e sensações suavizantes, de efeito regenerador na espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta antiga técnica iogue converte a respiração em substância mental. O adiantamento espiritual permite ao devoto conhecer a respiração como um conceito, um ato da mente: ela é, pois, uma respiração de sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com alimentação apropriada, luz solar e pensamentos harmoniosos, homens que se deixam guiar apenas pela Natureza e seu divino plano, alcançarão a experiência de Deus em um milhão de anos. Necessitam-se doze anos de vida normal saudável para que se efetue o mais leve refinamento na estrutura do cérebro; um milhão de anos solares são precisos até purificar o alojamento cerebral o suficiente para que manifeste a consciência cósmica. Um Kriya Yogi, entretanto, pelo exercício desta ciência espiritual, livra-se da necessidade de um longo período de cuidadosa observância das leis naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kriya Yoga é o verdadeiro “rito do fogo”, muitas vezes enaltecido no Gíta. O iogue arroja seus anseios humanos numa fogueira monoteísta consagrada ao Deus incomparável. Nesta autêntica cerimônia do fogo, todos os desejos passados e presentes são o combustível consumido pelo amor divino. A Flama Última recebe em holocausto a derradeira loucura humana e o homem se vê livre de escórias. Seus ossos metafóricos despojados de toda carne sensual, seu esqueleto cármico branqueado pelos sóis anti-sépticos da sabedoria, sem ofensas ao homem e ao Criador, ele se encontra - finalmente - limpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramahansa Yogananda&lt;br /&gt;Autobiografia de Um Iogue, capítulo 26&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LINK PARA O TÓPICO DOS CHAKRAS:&lt;br /&gt;http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=17188881&amp;amp;tid=2476947715946107428&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;-Revista Planeta.&lt;br /&gt;-Georg Feuerstein - Manual da Yoga&lt;br /&gt;-Internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de: &lt;a href="http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/yoga.htm"&gt;http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/yoga.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://sensiart.com/Paginas/Yoga/Kriya_Yoga.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-5600003337803733738?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/5600003337803733738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=5600003337803733738' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5600003337803733738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5600003337803733738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/06/o-ponto-secreto.html' title='O Ponto Secreto'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-215933966668009674</id><published>2009-03-07T11:27:00.003-03:00</published><updated>2009-03-07T11:29:43.818-03:00</updated><title type='text'>Sincronicidade</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SbKEcWAL-PI/AAAAAAAAAqM/9-pJW3KnVqs/s1600-h/Cosmos-custom_size_466,350.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310452533100804338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SbKEcWAL-PI/AAAAAAAAAqM/9-pJW3KnVqs/s400/Cosmos-custom_size_466,350.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Acid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não posso provar a você que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente que o "padrão de Deus" existe em cada homem, e que esse padrão (pattern) é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada." (C.G. Jung)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termo cunhado por Carl Gustav Jung para sua teoria de que tudo no universo estava interligado por um tipo de vibração, e que duas dimensões (física e não física) estavam em algum tipo de sincronia, que fazia certos eventos isolados parecerem repetidos, em perspectivas diferentes. Tal idéia desenvolveu-se primeiramente em conversas com Albert Einstein, quando ele estava começando a desenvolver a Teoria da Relatividade. Einstein levou a idéia adiante no campo físico, e Jung, no psíquico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sincronicidade é definida como uma coincidência significativa entre eventos psíquicos e físicos. Um sonho de um avião despencando das alturas reflete-se na manhã seguinte numa notícia dada pelo rádio. Não existe qualquer conexão causal conhecida entre o sonho e a queda do avião. Jung postula que tais coincidências apóiam-se em organizadores que geram, por um lado, imagens psíquicas e, por outro lado, eventos físicos. As duas coisas ocorrem aproximadamente ao mesmo tempo, e a ligação entre elas não é causal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antecipando-se aos críticos, Jung escreve: "O ceticismo... deveria ter por objeto unicamente as teorias incorretas, e não assestar suas baterias contra fatos comprovadamente certos. Só um observador preconceituoso seria capaz de negá-lo. A resistência contra o reconhecimento de tais fatos provém principalmente da repugnância que as pessoas sentem em admitir uma suposta capacidade sobrenatural inerente à psique".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fenômenos sincronícos manifestam-se com muito maior freqüência quando a psique está funcionando num nível menos consciente (estado de ondas alfa), como em sonhos, meditações ou devaneios. Assim que a pessoa se aperceba do evento sincroníco e se concentre nele, o perde, pois a idéia de tempo e espaço volta a reinar na consciência. Jung sublinha que a sincronicidade parece depender consideravelmente da presença de afetividade, ou seja, sensibilidade a estímulos emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande sacada de Jung foi colocar a sincronicidade como algo abrangente do TODO, e não de um mero evento. Ele pergunta: Como pode um acontecimento remoto no espaço e no tempo produzir uma correspondente imagem psíquica, quando a transmissão de energia necessária para isso não é sequer concebível? Por mais incompreensível que isso possa parecer, somos compelidos, em última instância, a admitir a existência no inconsciente de algo como um conhecimento ‘a priori’ ou uma relação imediata de eventos que carecem de qualquer base causal. Ou seja: a pessoa que acessou o avião caindo sempre soube, só que não sabia que sabia, porque na verdade não existe espaço nem tempo para o self! É o nível búdico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, os pensamentos vêm-nos à consciência; as intuições e pensamentos que surgem do inconsciente não são produtos de esforços deliberados para pensar, mas objetos internos, parcelas do inconsciente que pousam ocasionalmente na superfície do ego. Jung gostava de dizer, por vezes, que os pensamentos são como pássaros: eles chegam e fazem ninho nas árvores da consciência por algum tempo, e depois alçam vôo de novo. São esquecidos e desaparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matemática é um produto puro da mente, e não se mostra em parte alguma do mundo natural; no entanto, pessoas podem sentar-se em seus gabinetes e gerar equações que rigorosamente predizem e captam objetos e eventos físicos. A Jung impressionava que um produto puramente psíquico (uma fórmula matemática) pudesse ter um relacionamento tão extraordinário com o mundo físico. Por outro lado, Jung propõe que os arquétipos também servem como ligações diretas entre a psique e o mundo físico, mas não são as causas destes. Parece sim, ligá-lo a "operadores" que organizam a sincronicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os junguianos comentam que no inconsciente não há segredos. Todo o mundo sabe tudo. Pode-se comparar esse conhecimento com o "Olho de Deus", o "Olho que tudo vê" ou o "Grande Irmão". Não é apenas o que fazemos, mas até o que pensamos - que É o que somos! - que pode ser acessado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jung vai ainda mais longe em sua definição de Sincronicidade, que recebe o nome de Cosmologia na sua forma mais abrangente, onde relaciona a organização ‘acausal’ no mundo, sem referência à psique humana. Antes de nós existirmos, existia a organização, a sincronicidade; então, quem geria isso? Ele diz: "Nessa categoria se incluem todos os "atos de Criação", fatores a priori, tais como, por exemplo, as propriedades dos números primos, as descontinuidades da física moderna, etc."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, seres humanos - ensina ele - temos um papel especial a desempenhar no universo. O nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos e de introduzi-lo no espelho da consciência. Cada pessoa pode testemunhar o Criador e as obras Criativas desde dentro, prestando atenção à imagem e à sincronicidade. Pois o arquétipo não é só o modelo da psique, mas também reflete a real estrutura básica do universo. "Como em cima, assim em baixo" falou o Mestre Hermes Trismegisto. "Como dentro, assim fora" responde o moderno explorador da alma, Carl Gustav Jung.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído e adaptado do livro Jung, o mapa da alma, de Murray Stein. Agradecimentos a Klash pela introdução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3425"&gt;http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3425&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-215933966668009674?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/215933966668009674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=215933966668009674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/215933966668009674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/215933966668009674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/03/sincronicidade.html' title='Sincronicidade'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SbKEcWAL-PI/AAAAAAAAAqM/9-pJW3KnVqs/s72-c/Cosmos-custom_size_466,350.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-5776889949939293865</id><published>2009-02-17T21:05:00.004-03:00</published><updated>2009-02-17T21:16:06.960-03:00</updated><title type='text'>A Ayahuasca e seu poder curativo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SZtRDei0Y4I/AAAAAAAAAo8/mcF2GK1xYCs/s1600-h/2002-Ayagoddess.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303922106339451778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SZtRDei0Y4I/AAAAAAAAAo8/mcF2GK1xYCs/s400/2002-Ayagoddess.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ayahuasca and Cancer: One Man's Experience&lt;br /&gt;by Dr. Topping&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Roberto Freitas Gromel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ser diagnosticado com câncer no fígado, o autor recebeu a notícia de oncologistas que possuía pequenas chances de sobrevivência. Para uma segunda opinião, procurou a ayahuasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ano eu nunca imaginaria que estaria escrevendo sobre dois assuntos que geralmente são considerados um tabu. Um deles trata sobre o câncer. Evitamos falar sobre o câncer - o grande "C" - pois trata sobre o medo da mortalidade e o da dor. Quando ouvem-se rumores que um colega de trabalho tem câncer, este passa a ser tratado de uma maneira diferente. Nós evitamos o assunto, ou cochichamos sobre isso, fazemos o possível para não comentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por diversas razões o assunto ayahuasca é abafado. O Depto. de Administração de Narcóticos - o grande juiz sobre as drogas nos EUA - é responsável por esse tabu, tendo classificado o DMT, um dos constituintes da ayahuasca, como uma droga proibida (nível ´Schedule I´). Lhe atribuiu ilegalidade, inviabilizando a pesquisa médica, psicológica, neurocientífica e espiritual. Assim como o câncer, nós cochichamos sobre a ayahuasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como passei recentemente a usufruir dos privilégios da aposentadoria, e como amigo do câncer e ayahuasca, tenho a oportunidade de falar livremente sobre ambos. Uso a palavra ´amigo´ pois assim é a forma como me relaciono com ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha ligação com o câncer se deu no meu nascimento a 68 anos atrás, aferindo minha entrada no mundo, a uma estrutura genética determinada, ao menos em parte, por gerações passadas de familiares paternos e maternos que morreram de câncer metástico colo-retal. Se existe qualquer validade na teoria de predileção genética, estatisticamente minhas células possuíam disposição para a formação de tumores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnóstico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso foi precisamente o que aconteceu comigo a 10 anos atrás, quando fui diagnosticado com câncer no colon. Já conformado, não tive dúvidas da acuracidade do diagnóstico, vindo então a pedir a um patologista uma biópsia. Ao ver no microscópio, tive então certeza, vendo com meus próprios olhos as pequenas células, todas juntas parecendo bolhas de lama vermelha. Pensava comigo mesmo: como será que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente me foi recomendada a cirurgia. Porém, implorei para experimentar um tratamento alternativo, ou natural. Junto ao cirurgião concordei em seguir um cronograma de 4 meses qual de regime naturopático: micro-doses de várias substâncias, dieta vegetariana, mentalização, muito descanso e exercícios. Passado esse período, uma segunda biópsia revelou que não havia câncer. Fiquei estupefato; o cirurgião pareceu desapontado, e pediu por outra biópsia dentro de 2 semanas, qual concordei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez pegamos prate do tecido contendo células cancerígenas, convencendo-me que deveria operar. Feita a cirurgia, 5 anos depois me disseram que fui curado pelas ´maravilhas da cirurgia´.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relapso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ocorreu bem até setembro de 1996, quando um exame físico rotineiro revelou que meus níveis de CEA (um indicador de atividade carcinogênica) estavam altos. Posteriormente outro exame sangüíneo mostrou que os níveis de CEA subiam rapidamente. Outros exames foram feitos, onde localizou-se duas sombras suspeitas no meu fígado. Uma biópsia do tecido escurecido deu o veredicto do patologista: o grande ´C´.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo perdido um avô e um pai devido ao câncer de fígado metástico, estava seriamente preocupado com essa nova aparição. O que fazer ? Uma conferência preliminar com um dos oncologistas confirmou a possibilidade cirúrgica, contanto que não houvesse nenhum tumor nos meus órgãos vitais ou glândulas linfáticas. Em termos: mais exames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prognóstico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto aguardava os resultados, fui a livraria médica da Universidade do Havaí pesquisar sobre câncer no fígado. Indicaram-me a ´bíblia´ da oncologia, dois volumes chamados: Práticas e Princípios da Oncologia (1989), editado por Jr. Vincent T. DeVita. Abri na sessão 3: "Tratamento do cancêr de fígado metástico", por John E. Niederhuber and William D. Ensminger, que relata as seguintes palavras encorajadoras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A disseminação e crescimento de células malignas de um tumor primário para o fígado significa um prognóstico negativo para o paciente. Sendo esses tumores no fígado a primeira evidência da progressão cancerígena, geralmente, e especialmente no caso do câncer colo-retal, onde são os únicos tumores detectáveis, são o indício de disseminação do tipo maligna. Apesar das melhoras em detecção de câncer no fígado metástico, o desenvolvimento de novas drogas, técnicas cirúrgicas para ressecação, e inovadoras terapias especializadas, a maioria dos pacientes não sobrevive." (p.2201)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral desse capítulo serve para sustentar um prognóstico infeliz. Em outras palavras, o futuro parecia bem severo. Até que, sendo assim, comecei a buscar informações de terapias alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando alternativas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente consultei Dr. Andrew Weil, que prescreveu o seguinte: 1) remoção cirúrgica do tumor, se possível; 2) começar a tomar micro-doses de extrato de cogumelo maitake; 3) ler Alternativa em Cura de Michael Lerner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto aguardava pelo correio o maitake e o livro de Lerner, realizei outras consultas com cirurgiões, destas quais certamente não foram muito positivas. Um deles me disse que minhas chances de sobrevivência eram de 25% a 30%. Já outro, disse que era menor que 15%, contando com o fator de risco do procedimento cirúrgico em si. Parecia que também haviam lido a bíblia do câncer de De Vito. Eles também me alertaram que sendo possível a cirurgia, deveria ser precedida de um ano de quimioterapia intensa com a finalidade de matar qualquer resquício de células cancerígenas (incluindo a maioria das saudáveis), quais indubitavelmente circulavam na corrente sangüínea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o livro de Lerner chegou pelo correio, sentei-me e comecei a ler suas fascinantes 621 páginas com voracidade. No período, comecei a tomar o extrato de cogumelo maitake, preparando-me mentalmente e fisicamente para a cirurgia e o tratamento. Durante esse período descobri outros relatos sobre terapias alternativas, incluindo Essiac, dietas macrobióticas, Reiki e injeções de café, alternativas que ofereciam mais esperança que a bíblia oncologista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cirurgia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cirurgião removeu o lado direito do meu fígado em 26 de novembro de 1996. Durante os 5 dias seguintes, estive conectado a vários catéteres, um dos quais administrava morfina diretamente na minha coluna. Só depois que tive alta e sai do hospital percebi quão maltratado foi meu corpo pelo bisturi e pela mistura de drogas que facilitam a cirurgia. Imaginar mais agressões advindas da quimioterapia era assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, durante esse período de dolorosa recuperação, lembro-me ter lido algo em algum lugar sobre as propriedades curativas da ayahuasca. Não dei muita atenção desde que seria improvável visitar a Amazônia, além do mais não tinha interesse na experiência psicodélica. Ainda assim, algo estalava no meu pensamento, o qual continuava a se queixar das seqüelas físicas e psicológicas deixadas pela cirurgia cujo resultado final ainda era suspeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três semanas após a cirurgia, fiz uma consulta a um oncologista qual recomendou o início imediato do tratamento quimioterápico. Quando dei-lhe a notícia que não o faria, pois desacreditava que uma outra intervenção em meu corpo seria benéfica, o doutor mostrou-se zangado, como se tivesse sido insultado. Assim que lhe contei meu plano de seguir terapias alternativas, ele caçoou, porém me desejou boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Daime&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo de abril ouvi falar de um grupo que fazia uso de ayahuasca na Grande Ilha do Havaí. Comecei então uma pesquisa que me levou a um jovem que esteve com esse grupo em várias sessões, ou ´trabalhos´, palavra que é usada pela igreja do Santo Daime do Brasil. Me encontrei com ele em minha casa onde passamos a tarde conversando ininterruptamente por três horas sobre o sacramento e suas propriedades de cura psíquica e física. Fiquei boquiaberto enquanto escutava, concluindo que deveria passar por essa experiência, assim vendo com meus próprios olhos os relatos que li e ouvi eram verdadeiros. Seria então uma experiência curativa ou apenas uma experiência psicodélica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas depois soube que seriam feitos alguns ´trabalhos´ na Grande Ilha, e que poderia participar do grupo. Aceitei imediatamente, mesmo estando um pouco debilitado pelo pós-operatório. Esse seria então meu contato com a ayahuasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo encontrou-se ao final da tarde numa isolada colina onde os devotos do Santo Daime haviam construído uma casa, consistindo em uma sala hexagonal com 3 ou 4 quartos colados na parte de fora (posteriormente soube que o hexágono é um importante símbolo do Santo Daime). Cerca de 60 pessoas de toda parte do Havaí reuniram-se para o evento, cuja maioria já havia participado anteriormente. Todos nos vestimos de branco (conforme pedido), e assim que chegou o momento de iniciar, todos nos sentamos em cadeiras dispostas em um semicírculo de frente para outro. Homens de um lado e mulheres do outro. Comecei a notar que estava participando de uma experiência grupal bem estruturada, ao contrário do que imaginava, baseado na limitada leitura que fiz sobre a forma tradicional de uso da ayahuasca na Amazônia. Não obstante, iniciei a experiência com esperança e apreensão. A dor residual da cirurgia era o constante lembrete do porque estava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não irei descrever sobre os rituais do Santo Daime qual participei durante as duas noites sucessivas de ´trabalho´ pois há descrições em outros lugares. Em vez disso, focarei na minha própria experiência, qual me acabou me mostrando que eu estava despreparado. Minha única referência eram as limitadas experiências tidas com LSD, cogumelos e mescalina durante os anos 60 sem nenhum intuito terapêutico. Eu queria muito descobrir o que era essa tal de ayahuasca que se dizia ter a habilidade de curar e ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira sessão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns rituais preliminares da igreja, assim que o sol desceu, fizemos uma fila para tomar nosso primeiro copo do chá. Passados 20 minutos comecei a sentir um tênue efeito de ondulatório percorrendo todo meu corpo. Conforme olhava ao redor da sala, percebi que outras pessoas faziam o mesmo, balançando-se nas suas cadeiras e procurando cantar os ícaros em português. Nesse momento me questionei se havia tomado a decisão correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repentinamente o chá começou a fazer efeito em mim, transportando-me para uma longa viagem em outra realidade, qual não estava preparado. Quando tento descrever a experiência de ayahuasca para outros que conhecem algo de psicodélicos, lhes digo que coisas como o LSD e os cogumelos distorcem e dão novas formas a realidade a que um está acostumado; ayahuasca o leva para outra realidade que você nunca viu ou imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fechar meus olhos, formavam-se imagens (se é que pode-se usar essa palavra) disparadamente e numa velocidade crescente. Redemoinhos de cores, figuras, formatos, texturas e sons esmagaram-me ao ponto de me deixar petrificado. Como muitos anteriormente, com razão, fiquei um tanto assustado. Porque havia feito isso? Quando abri os olhos novamente, os espectros de formas desapareceram, podendo assim me ver na sala com as outras pessoas todas vestidas de branco, cuja maioria mexia seus lábios no ritmo das canções cantadas pelos brasileiros do Santo Daime. Fechei meus olhos novamente, retornando imediatamente as imagens numa intensidade crescente. Pareciam que elas estavam tentando entrar nos cantos profundos do meu corpo e alma. Pensei comigo mesmo: ´Ei, isto não é tão legal´.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esse período inicial de confusão, pude novamente me concentrar no propósito que me levou a estar ali: era um homem condenado. Os oncologistas e sua Bíblia me disseram que minhas chances de sobrevivência eram pequenas. Vim tomar ayahuasca para ter uma segunda opinião. A partir dai relaxei deixando o chá fazer o seu dever. Passei então a ter uma vaga idéia do incrível e fantástico mundo da ayahuasca. Não havia como retroceder agora. Não havia o que fazer além de relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visões do Ayahuasca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como outros relataram, vi plantas, serpentes, animais parecidos com pássaros e jaguares, planando, rodopiando e contorcendo-se pelo meu corpo quase que na velocidade da luz, como se estivessem explorando seu novo habitat. Após um tempo, umas dessas figuras parecia correr, aproximando-se, pausando momentaneamente, então desaparecendo, como se tivesse algum compromisso em outro lugar. Então outra figura se aproximava e fazia a mesma coisa. Não havia tempo para comunicar-me com essas coisas. Era como se eles estivessem tentanto fazer uma pesquisa completa de quem eu era e o que estava acontecendo dentro de mim antes de poder se comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo (a noção de tempo enfraquece com a ayahuasca) as figuras começaram a diminuir e desaparecer com intensidade. Estava retornando, um pouco contra minha vontade. Entretanto minhas dúvidas, sejam quais fossem, ainda não tinham sido respondidas. Nesse momento, o líder do Daime me deu o sinal para tomar a segunda dose do chá. Entrei na fila. Entre o grupo de sessenta pessoas muitas já estavam vomitando; no caso, eu não era uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que veio a segunda onda, me senti muito mais relaxado e preparado para comunicar-me com os animais se é que eles queriam falar comigo. Não obstante dada a deixa, as velozes figuras paravam, olhavam, sorriam antes de precipitadamente voltar novamente para seu mundo. Foi quando de repente vi um buraco negro. Nada além de escuridão, que parecia ficar imóvel por alguns minutos. Todos as luzes, cores e formas desapareceram mediante a escuridão se alastrava em mim. Me pareceu que era a morte se manifestando. Parecia que ela dizia: " Sim, eu também estou aqui, como parte do sistema; mas não sou tão ruim assim, portanto não há o que temer." Depois de um tempo, a escuridão começou a desaparecer lentamente assim que o frenesi caleidoscópico retornava, cessando mediante a diminuição do efeito do chá assim como das minhas energias. Retornei então para a casa de meu amigo para um profundo e longo descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda Sessão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de sessenta pessoas novamente se reuniu na tarde seguinte para o segundo ´trabalho´. Meu nervosismo era bem menor. Esperava novas revelações advindas do chá. Para minha decepção, não foi o que aconteceu, provavelmente devido a que, o chá já não tinha mais o que me mostrar. Não obstante, durante a segunda experiência, pude novamente sentir a presença do chá manifestar-se por todo meu corpo, espiando e cutucando todo canto e esconderijo qual devesse trabalhar, para endireitar, pondo de volta na ordem e polindo. Existia de fato algo com as cores, formas e sons que me eram familiares. Porém ao contrário da primeira vez não surgiu nenhuma mensagem que poderia interpretar. O chá estava apenas fazendo seu dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversos meses se passaram antes de minha seguinte experiência com ayahuasca. Nesse meio tempo continuei minha dieta vegetariana e o uso de ervas chinesas. Gradualmente ganhei peso e força, enquanto isso as cicatrizes e as moléstias da cirurgia lentamente desapareciam. Queria novamente tomar o chá para ver se tinha mais alguma coisa para me dizer e ter certeza se a minha primeira experiência foi apenas delusiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira Sessão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita sorte, acabei conhecendo uma pessoa que estudou a ayahuasca no Peru junto a xamãs. Assim que lhe contei o que procurava, ele concordou em me guiar junto a outras 4 pessoas numa sessão. Desta vez o ambiente era completamente diferente do Santo Daime. Após um banho no oceano azul, nos dirigimos até o final de uma estrada na montanha, onde deixamos o carro, e andamos até um ponto isolado num pequeno planalto nas montanhas Wai'anae de Oáhu, estas cobertas por exuberante vegetação, e com uma vista panorâmica do oceano Pacífico. O nome do lugar é Montanhas de Pupukea. O ambiente em si era um convite para a manifestação dos espíritos. Nosso grupo era pequeno, sendo que todos nós já tínhamos aprendido a respeitar o chá e seus poderes. Possuíamos portanto algo em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a tempo no lugar, e nos acomodamos antes da noite escurecer sem o luar. A luz de velas praticamos exercícios de respiração profunda e harmonização, preparando-nos para tomar o chá. Num estilo cerimonial, qual incluía soprar a fumaça do tabaco sobre o chá, um de cada vez, tomou a sua dose. Logo após, nosso líder apagou as velas, nos advertindo para "não esquecer-se que o chá sabe o que esta fazendo". O isolamento junto ao silêncio e a escuridão eram fascinantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me posicionei confortavelmente no chão, com minhas costas apoiadas num tronco de uma grande árvore. Me sentia muito relaxado e confortável, fechei meus olhos na espera que a planta trabalhasse. Novamente, após 15 minutos comecei a sentir o familiar efeito de redemoinho. Porém desta vez esse redemoinho tranformou-se numa surpreendente turbulência. O chá estava solto, em uma rapidez selvagem explorando seu novo ambiente. Parecia que um animal selvagem havia sido solto dentro de mim e estava se divertindo como se o nunca houvesse feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens e formas começaram a aparecer, tinham um ar de alegria e exuberância. As serpentes sorriam, os jaguares rindo, e pássaros gigantes faziam rasantes sobre mim me acariciando com suas asas estendidas. Um desfile de pessoas, familiares e estranhas, iam e vinham, cada uma com um sorriso, procurando me tocar e dizer através do olhar o quanto me amavam. Enquanto as serpentes e plantas se retorciam e apareciam na minha frente, parecendo ter um sorriso, asseguravam-me que, tinham olhado em todo lugar do meu corpo, e que tudo estava certo. Enquanto a noite passava, esse ciclo se repetia. Imagens apareciam na minha frente na velocidade da luz, alegres e sorridentes, desaparecendo como turistas guinando para uma viagem por todo meu sistema. Me deparei regozijando sob o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde estava a escuridão que havia experimentado antes? Aonde estaria a Sra. Morte, que havia visto anteriormente? Então de repente, como se a planta tivesse escutado minha pergunta pude ver aquele buraco negro. Só que desta vez o fundo estava mais claro. Parecia destacar-se da composição de formas e cores vibrantes, como se quisesse dizer: "Ainda estou aqui, não se preocupe. Ainda não chegou sua hora.", então vindo a desaparecer. Enquanto a tarde se tornava numa noite clara, as imagens diminuíam sua intensidade, gradualmente desaparecendo, quase que relutantemente. Com certeza passamos bons momentos nessa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta Sessão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês depois dessa memorável noite, revisitei as Montanhas de Highlands numa outra sessão, porém dessa vez com 6 pessoas diferentes. Estava preparado para um repeteco da experiência anterior, que o chá me tranqüiliza-se e fizesse sua empolgante exploração. Porém não foi isso o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez estava chovendo, o que restringiu nossa mobilidade a uma tenda montada. Conforme anteriormente, fizemos os mesmos procedimentos, respiração, vocalização, bebendo o chá cerimonialmente. Deitei e esperei os efeitos começarem, os quais vieram gradualmente não chegando a intensidade da experiência anterior. As imagens foram de: pássaros, serpentes, plantas e pessoas, porém com menor intensidade, quase apagadas. Pareciam me dizer: "Nós já passamos por aqui, te contamos o que encontramos. Vamos tentar algo novo". Como tinha expectativas dessa experiência, o chá parece que reagiu como se tivesse sido limitado. Notei que foi minha culpa em não confiar e deixar o chá me guiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a ayahuasca pudesse usar as palavras, na minha primeira experiência em Pupukea, teria me dito: " Pegue essa energia que estou te dando e a leve com você. Segure-se a um dos animais e vá para o passeio. Não há nada lhe segurando, evitando que se eleve a novas alturas da consciência e da vida.". É essa a mensagem que recebi essa noite nas montanhas de Pupukea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno ao médico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximadamente 2 semanas depois dessa experiência, fui à consulta agendada com o oncologista. Ele me recebeu calorosamente, contando-me que os resultados do exame de sangue que tinha feito uma semana atrás, quais mostram os níveis do CEA, não estava num nível normal, porém, abaixo do normal! Quando ele me perguntou o que eu havia feito para conseguir esse resultado, lhe perguntei se já tinha ouvido falar da ayahuasca. Claro que sua resposta seria a esperada, vindo de um médico formado na medicina alopática ocidental. Acabei lhe contando que é uma planta medicinal há séculos usada por xamãs da Amazônia e curandeiros. Ele levantou as sombrancelhas, encolheu os ombros, sem dúvida pensando consigo: " De que planeta veio esse louco?". Terminada a consulta ele disse: "Você é um dos poucos sortudos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte? Possivelmente. Porém atribuir minha recuperação improvável a uma questão de sorte é ignorar séculos de experiência de pessoas que aprenderam a viver com plantas e a entendê-las quando tem algo a dizer. Sobre minha experiência, aprendi a respeitar e a compreender a ayahuasca, assim como os que tem conhecimento sobre seu universo. Ganhando maior experiência, espero também poder aprender sobre seu conhecimento. Continuarei a tratar meu corpo e meu espírito com ayahuasca, além de ensinar outras pessoas a respeitá-la. Na posição de professor, creio que terei facilidade nessa tarefa. No meu atual papel de reformador político sobre narcóticos, farei tudo o que posso para livrar essa planta das restrições que a DEA caprichosamente e arrogantemente colocou nela. Espero que as pessoas que lerem este artigo se juntem a mim neste objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************************************************&lt;br /&gt;A Postscript, by Dr. Topping&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Grace M. P. Barra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a publicação do meu artigo Ayahuasca e Câncer: A Experiência de um Homem na MAPS Bulletin, recebi várias cartas, e-mails e telefonemas de pessoas interessadas, algumas com câncer e outras saudáveis, mas curiosas. Este retorno me deixou surpreso e me levou a pensamentos mais introspectivos sobre o que acredito estar acontecendo comigo e o papel da ayahuasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de compartilhar esses pensamentos com os leitores da MAPS Bulletin, preciso deixar muito claro que não estou propondo a ayahuasca como uma cura milagrosa para o câncer ou qualquer outra doença. Estou simplesmente relatando a minha própria história e o que estava acontecendo comigo. Neste momento de nossa experiência e conhecimento, é melhor minha história ser levada como uma breve passagem que aumenta o folclore a respeito do vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, permita-me dizer ainda que sou saudável e que a metástase do câncer parece estar em completa remissão. O diagnóstico original foi em Setembro de 1996. Como já estou próximo dos meus 70 anos, posso dizer que nunca me senti tão bem, a não ser as dores articulares aqui e ali, lembretes dos meus dias difíceis e turbulentos. As pessoas comentam com freqüência o quanto pareço saudável eu me olho e me pergunto o que estou fazendo para parecer assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para algumas dessas pessoas explico que mudei minha dieta (vegetariana), faço exercícios regularmente, e tenho tudo, mas parei de beber bebidas alcoólicas e cafeinadas e isso parece satisfazê-los. Para outras acho que conseguem compreender, atribuo minha saúde ao vinho[1]. Presumo que a maioria dos leitores da MAPS caiu na segunda categoria, mas provavelmente gostariam de uma explicação de como ele funciona. Francamente, que me dera. Na falta de uma explicação concreta tentarei oferecer meus insights, como os oferecidos pelo vinho, além das discussões que tive com companheiros de viagem pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das pessoas que escrevem sobre o ayahuasca (de forma notável Mabit, Grove e Vegat [1]) falam sobre os três domínios em que o vinho parece para funcionar: psicológico, espiritual e orgânico. Minha experiência confirma esta noção, embora a distinção entre o psicológico e o espiritual não esteja claramente definida por mim como aquela entre o espiritual e o orgânico. Talvez isto seja por causa de minha única abordagem para a experiência iniciada em busca da restauração da minha saúde. Apesar de tudo, as dimensões psicológicas e espirituais desempenham um papel importante, embora sutil na minha recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei brevemente sobre cada uma destas três áreas, como passei por elas durante dois anos atrás, mas concentrado no domínio orgânico. Essa não é menos importante do que as outras duas áreas, que sem dúvida desempenharam papéis importantes no meu bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudanças psicológicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança psicológica mais profunda foi observada durante minha dura experiência quando encontrei a morte na forma de um vazio leve, profundo e escuro. A mensagem clara era de que a morte está sempre presente, mas não há nada a temer. Está lá com todas as outras forças e elementos da natureza, nada excepcional. A morte acontece. Ao declarar esses fatos óbvios soam banais, mas quando o vinho revela tais coisas, o impacto é mais profundo. A caminho da minha primeira sessão o pensamento de morte iminente, como tinha previsto meu médico e os dados, foi a minha maior preocupação. O vinho se encarregou do resto imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos outros impactos psicológicos, eu incluiria a lição na importância relativa das coisas da vida. Um exemplo vívido surgiu durante minha quarta ou quinta sessão quando eu vi uma galeria de relógios de pulso e de parede, dúzias senão centenas deles, com o ponteiro do minuto e da hora girando rapidamente em direção anti-horária. Interpretei isso como um comentário sobre minha preocupação com o tempo e o medo de perdê-lo antes de conseguir atingir os meus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vinho parece dizer: “Ok, se é isso que incomoda você, vamos fazer o tempo voltar”. A revelação para mim era que a noção de tempo é algo que os humanos vêem como uma mercadoria para ser medida, calculada, guardada, gasta, vendida, etc, enquanto no ayahuasca nenhuma realidade de tais coisas importa. Assim como a morte, o tempo está sempre presente. Viver intensamente cada dia significa muito mais do que uma realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, incluindo alguns adictos em drogas, relataram impactos psicológicos que resultaram da ingestão do vinho, tais como se libertar do ego enquanto permite que a luz ilumine os cantos escuros da psique e confronte o demônio dentro de si. Alguns relataram isso como uma experiência difícil. Embora eu não tenha tido esse tipo de encontro psíquico com o ayahuasca. Não há cantos escuros nos quais demônios possam se esconder do exame do vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatores espirituais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos espirituais da minha experiência com o ayahuasca são ainda mais difíceis de descrever e definir. Não tendo sido um tipo espiritual desde minha desilusão adolescente com o Cristianismo, eu não tinha expectativas. Minha missão era restaurar minha saúde física que eu inocentemente acreditava existir de forma independente da espiritual. O ayahuasca me convenceu de estava errado. Como isso aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as visões induzidas pelo o ayahuasca, vi e ouvi algumas coisas surpreendentes que mudaram minhas percepções e compreensões das forças que atuavam no universo. Plantas se transformavam em animais e vice-versa. Ondas de luzes multicoloridas separadas em fitas de energia girando e serpenteando, às vezes pareciam criaturas que mudavam para plantas depois voltavam para animais, todas elas emitindo sons que posso apenas descrever como uma rápida seqüência de chilreios estridentes, um pouco parecido com os sons emitidos pelos golfinhos, mas em um tom diferente. Nas turvas sombras da floresta à noite, as plantas à volta se tornaram vigorosamente vivas, gentilmente pulsando e se movendo em direção a mim como se estivessem juntas. Enquanto não havia nada que sugerisse uma divindade singular, havia uma presença inequívoca de uma força que permeava toda a experiência, ligando o meu corpo com o meu self e com o resto a minha volta: outros em grupo, as plantas, o ar, as estrelas e o além. Uma vez tentei seguir as fitas de luz para ver o quão longe elas conduzir-me-iam à escuridão infinita. Voei alto como se cavalgasse na cauda de um cometa, até as fitas se romperem, formando arcos que mudavam repentinamente de direção que os trariam de volta ao começo do ciclo novamente. Comecei a ver isto como uma força enérgica que unificava todas as coisas, a força vital, ou espiritual, vida ou morte, passado, presente e futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, é no nível orgânico que minha experiência se tornou mais fácil de se percebida e definida por mim mesmo. Talvez porque eu tenha começado minha relação com as plantas por razões orgânicas: estava procurando a restauração da minha saúde e a proteção contra as distorções mais profundas da minha estrutura celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nível orgânico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha visão do câncer, entretanto, não-científica, surgiu a partir da observação de minhas células cancerígenas sob um microscópio eletrônico na empresa de um patologista, acompanhado das visões observadas durante as sessões com o ayahuasca. Muito claramente, pequenos grupos das minhas células tinham todos se movidos juntos, como se tivessem amontoado para esquentar-se ou de medo. Por que elas fizeram isso, esse é o grande mistério do câncer. Pode ser descrito como um caso de desorientação celular, células que saíram da linha, não causadas por alguma bactéria externa invasiva, mas alguma coisa interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente não-científica é minha visão do que era preciso para corrigir esta deformidade celular e evitar a sua ocorrência. Posso apenas descrever que é preciso um realinhamento das células e uma correção do sistema de comunicação eletro-químico que os conecta através da complexa e precária compreensão da função do DNA, o sistema de comunicação fundamental para todos os organismos vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei explicar exatamente como cheguei a essa conclusão. Eu não tenho background em ciência, e estou apenas começado a aprender os fundamentos do sistema neurotransmissor, química pré-básica e literatura enteógena. Meu pequeno aprendizado prova ser uma coisa perigosa, como disse uma vez Alexander Pope. Apesar disso, formulei hipóteses incipientes que tentarei explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o ayahuasca faz organicamente é restaurar a ordem e colocar todas as coisas em realinhamento. Ele poli pontas ásperas, ilumina cantos escuros, desenvolve os sentidos e o mais importante procura todos os detritos físicos (assim como os psíquicos) e purga-os. Podemos compará-lo com o ajuste do motor e a troca o óleo. Basicamente é assim que vejo a ayahuasca agindo em mim e ensinando minhas células como não sair do equilíbrio novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plantas que ensinam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de uma planta que ensina é mais antiga do que o próprio uso do ayahuasca. A maioria dos ocidentais e cientistas, sobretudo, acharam esta concepção absurda, porque ela sugere que a planta é inteligente, tem espírito e pode se comunicar. Acredito que essa concepção precisa ser levada a sério. Se, como foi sugerido por Narby [2] e outros, o DNA é o sistema de comunicação das células, então não é um contra-senso sugerir que o DNA da planta está falando com os nossos após entrar em nosso sistema eletro-químico, ensinado-os sobre o equilíbrio e alinhamento. Ao fazer isso, a planta serve para restaurar a simetria que produz a saúde e o bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito que o ayahuasca contenha elementos químicos que destruam células cancerígenas como as quimioterapias. Não é desse modo que funciona. Preferencialmente, o ayahuasca serve para restaurar o alinhamento normal e saudável das células enquanto procura e purga as células aberrantes que ele encontra enquanto faz seu caminho ao longo do corpo. Deixe-me descrever as experiências que me levaram a esta conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sessão de Ayahuasca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 10 ou 15 minutos da ingestão, comecei a sentir uma força tremulando ao longo do meu corpo, crescendo em intensidade de uma onda. Essas sensações estão acompanhadas de pontos de luz brilhando intermitentemente como a força enérgica contornando todo o meu corpo. Eles lembram-me de pequenos pontos de luz que alguém vê no consultório do optometrista quando faz o teste de visão periférica (Analisador do Campo Visual).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que os minutos passam, a sensação de ondulação fica mais forte, quase como se eu tivesse desenvolvido um vibrador interno que envia ondas de energia. É como se as luzes do Norte estivessem se agitando em ondas sucessivas por todo o meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, este estágio de experiência continua por uma ou duas horas quase imutável antes de eu começar a ter alguma visão, que é considerado um período inicial muito longo. O que parece estar acontecendo é que o vinho está fazendo o seu efeito orgânico em mim. Está explorando todos os cantinhos do meu sistema, rastreando tudo à volta para assegurar que tudo está em ordem. Qualquer distúrbio é corrigido e todo os lixo é varrido para ser transportado por minhas vísceras recicladoras para uma eventual purgação. Para mim, talvez por eu estar procurando uma limpeza orgânica, esta fase durou mais do que para qualquer outra pessoa. Alguém como eu com câncer em metástase, poderia haver muita limpeza para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as visões finalmente começaram, elas pareciam confirmar minhas sensações. Entre as primeiras coisas eu vejo tem fitas espiraladas, onduladas, autopropelidas de várias cores luminosas, de forma alternada tomando forma de serpentes e plantas. Às vezes pareciam ser apenas feixes de luz. Dentro de cada um há uma estrutura de hélice dupla preta que parece propeli-la. A semelhança a desenhos que tinha visto de DNA está me atordoando. Como se a intensidade e velocidade das visões aumentasse, os feixes parecem estar brotando das partes mais profundas do meu intestino e o mais longo alcança meus membros, subindo, voando alto, e irrompendo gotas brilhantes de luz, como um enorme arranha-céu. Aos poucos eu sinto e vejo uma massa dourada flutuante de energia, vindo de dentro de mim, culminando eu uma explosão orgásmica até o infinito. Com tais ondas de luz eu sinto a limpeza interna, como se fosse um tipo de “Roto-Rooter” cósmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpreto essas visões (entre outras) como manifestações do que a planta está fazendo no nível orgânico. Uma vez dentro de mim, a planta começa a fazer efeito, procurando os cantos escuros para iluminar e corrigir más formações, comunicando suas células com as minhas por meio de uma corrente química fornecida por nosso respectivo DNA. A grosso modo, O DNA do vinho está falando com o meu. A semelhança dessas formas visionárias para o DNA não é da minha imaginação. Eu os vi antes de ter lido Narby ou feito a conexão com o DNA, e foi descoberto por suas ocorrências repetidas e consistentes durante cada experiências do ayahuasca. Se alguém pudesse ver o DNA em ação completa provavelmente ele se pareceria muito com o que tentei descrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da purgação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o aspecto mais importante do efeito no nível orgânico seja a purgação. Assim como a maioria dos outros, o ayahuasca provoca vômitos. Entretanto, diferente de outras pessoas, geralmente não vomito até as visões enfraquecerem, talvez quatro ou mais horas após a ingestão. Novamente, interpreto o vômito tardio do mesmo modo que interpreto o início tardio da visão. O vinho precisa de mais tempo para fazer o efeito de limpeza, reunindo os detritos e levando-os para a lata de lixo. Quando o trabalho de limpeza é feito, o vinho provoca o vômito e o lixo é despejado. Em duas ocasiões eu tive uma leve diarréia, outro tipo de purgação que os ayahuasqueiros relatam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso ficar repetindo a importância da purgação. Esta é a maneira que o vinho tem para eliminar as toxinas físicas assim como as psíquicas que não pertencem ao corpo ou mente saudáveis. O efeito de limpeza se manifesta, imediatamente e durante os dias e mesmo as semanas seguintes. Embora o ato em si não seja agradável, os efeitos subsistentes fazem tudo ter valido a pena. Isso me parece um ritual de purificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como funciona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aceitar minha interpretação de como o ayahuasca funciona exige uma suspensão de todas as crenças previamente arraigadas sobre as diferenças entre o mundo animal e o vegetal. Exige a aceitação de que as plantas podem se comunicar, não apenas entre si, mas com os humanos também. Devemos aceitar a noção de que, como o líder do nosso grupo disse uma vez “a planta sabe o que está fazendo”. Essas concepções não são fáceis para os ocidentais compreenderem ou aceitarem. No entanto é como eu, um pragmático e cético convicto, vejo a planta fazer o seu trabalho. È inegável que elas trabalharam bem para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria isso fantasia da minha parte? Eu teria inventado tudo na minha imaginação para explicar minhas experiências?Acho que não. Tenho me esforçado para fornecer descrições exatas de minhas experiências. E ainda estou convencido que minha relação com o vinho é amplamente responsável pelo meu estado atual de boa saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha experiência com o ayahuasca e o câncer não é única. Continuo aprendendo a partir de experiências de outras pessoas de diferentes partes do mundo. Algumas delas tem sido relatadas na literatura, outras no boca-a-boca. Há muitos relatos que as tratam como meras anedotas. Os curandeiros da Amazônia têm usado o ayahuasca para propósitos curativos por séculos, durante os quais eles obviamente viam resultados concretos, não necessariamente para o câncer, mas para parasitas de outras doenças. Assim como outros médicos da medicina folclórica, eles não se ocupam com modalidades de tratamento que não funcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a pergunta que não quer calar: O ayahuasca realmente funciona no tratamento de doenças como têm dito eu e outras pessoas? Uma quantidade considerável de provas sugere que sim. Entretanto, se os ocidentais (excluindo a mim), presos em seus pensamentos analíticos, estão acreditando, precisamos ver estudos controlados em humanos com dados medidos cuidadosamente que poderiam ser estudados e avaliados em um protocolo científico. Tal estudo não deveria ser difícil de conduzir se os obstáculos de proibição fossem superados. Uma maneira de fazer isso é conduzir o estudo em um país menos repressivo. A outra abordagem é levar ao DEA e desafiá-los a proibir uma pesquisa científica do mundo das plantas enteógenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é minha esperança fervorosa que tais estudos se encaminharão para um futuro próximo. Há muito a ser aprendido com as plantas, apenas temos que aprender como lidar com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Vinho das almas, Ayahuasca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.biopark.org/peru/ayacancer.html"&gt;http://www.biopark.org/peru/ayacancer.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.biopark.org/peru/ayacancer-02.html"&gt;http://www.biopark.org/peru/ayacancer-02.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de: &lt;a href="http://mestrecaiano.multiply.com/journal/item/7"&gt;http://mestrecaiano.multiply.com/journal/item/7&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-5776889949939293865?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/5776889949939293865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=5776889949939293865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5776889949939293865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5776889949939293865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/02/o-ayahuasca-e-seu-poder-curativo.html' title='A Ayahuasca e seu poder curativo'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SZtRDei0Y4I/AAAAAAAAAo8/mcF2GK1xYCs/s72-c/2002-Ayagoddess.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-4812202615067816387</id><published>2009-02-08T11:12:00.002-02:00</published><updated>2009-02-09T22:22:31.963-02:00</updated><title type='text'>Uma verdade inconveniente</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Yh330_gkOsU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Yh330_gkOsU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atrofiar das consciências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Nelson Hoineff&lt;br /&gt;3/11/2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos muitos débitos que a mídia tem com a sociedade, o maior é o da banalização da notícia. Ao banalizar a informação, a mídia rejeita sua capacidade de fazer com que cada uma das pessoas que atinge, muito especialmente as milhões de pessoas que confundem reprodução com representação do real, tornem-se agentes de transformação da sociedade. Tome-se a televisão como exemplo. O meio não permanecerá massificado por muito tempo. Mas se as incontáveis horas gastas até agora com os grotescos embustes jornalísticos e ficcionais que invadem todos os dias os lares de milhões de espectadores, se esse tempo fosse aplicado na informação de todas essas pessoas, o mundo seria diferente (e a própria televisão seria certamente mais lucrativa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia tem falhado grosseiramente, entre outras coisas, em despertar a consciência ecológica das pessoas. É uma questão supra-partidária, praticamente consensual. E no entanto a população da Terra continua dilapidando todos os dias a qualidade de vida na sua vizinhança, inviabilizando a possibilidade de vida futura no planeta. O aquecimento global é a mais recente fonte de preocupação ambiental em todo o mundo e o estarrecedor é que a consciência em torno do problema tenha se formado tão recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista de James Lovelock nas páginas amarelas de Veja (data de capa 25 de outubro de 2006) deveria ser de leitura obrigatória, para ficar numa escala bastante acessível. Para o cientista inglês, já em 2040 a Terra se tornará um planeta praticamente sem condições de abrigar vida humana. Cerca de 80% da humanidade desaparecerá antes do final deste século e os 20% restantes protagonizarão formidáveis correntes migratórias para o Ártico. Alguns cientistas acreditam que Lovelock exagera. Ninguém o acusa de estar inventando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desatenção da mídia à sua obrigação de informar tem colaborado para que a praia ou o igarapé que estava ao lado desapareçam como por encanto num par de anos. Pode-se visualizar a olho nu o que estamos fazendo com nosso planeta. A mesma negligência midiática permitiu que o meio-ambiente se tornasse um atraente produto de venda de políticos inescrupulosos e parasitas afins. Em época de eleições, é assustador observar a quantidade de oportunistas que se apresentam como defensores do verde, quando o único verde com que se preocupam é a nota de cem dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme como Uma Verdade Inconveniente mostra a possibilidade da consistência de um discurso ambientalista global. Traz dados e conclusões – muitas delas quase idênticas às de Lovelock - como no efetivo índice de aumento da temperatura do planeta até o final do século, de 6 graus em média, ou os efeitos do rápido incremento da densidade populacional (a população da Terra cresceu de 2 bilhões para 6 bilhões no espaço de uma geração). A essência do que é dito ali, repicada pelo espaço no qual a mídia constrói a consciência das pessoas, seria o bastante para tornar esse mundo mais habitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Verdade Inconveniente é a documentação da itinerância internacional de uma palestra sobre o tema, conduzida com grande habilidade por Al Gore, o democrata que por pouco não ganhou as eleições para presidente dos EUA. Ele foi derrotado por Bush num resultado que envolveu várias recontagens de votos na Florida e até hoje é cercado de dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gore faz essa palestra há seis anos. Levanta questões essenciais sobre a produção de combustíveis fósseis e o rápido desaparecimento de geleiras ou a ocorrência de catástrofes climáticas. A extensa pesquisa que mostra lança sobre sua platéia uma extraordinária coleção de dados sobre os perigos do aquecimento global e o que poderia ser feito para reduzir o seu impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o formato de sua apresentação é admirável, o mesmo não se pode dizer do formato do filme que a documenta. A relevância da palestra não impede que a qualquer momento o documentário possa ser tomado como um institucional sobre o ambientalista - e ainda assim o político – onde não faltam considerações dramáticas sobre assuntos como o acidente que vitimou seu filho ou a doença que matou sua mulher, convenientemente embalados por referências sonoras que cairiam como uma luva na novela das oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa embalagem não colabora para dar relevo à densidade do que o palestrante está mostrando. Pelo contrário, abre os holofotes sobre a credibilidade das intenções que acompanham o discurso de qualquer político, muito especialmente um quase presidente dos Estados Unidos. Ali estão os indefectíveis primeiro planos, o preto &amp;amp; branco e o slow motion que acompanham todos os filmetes de propaganda política produzidos nos EUA e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor dos argumentos de Al Gore corre o perigo de se derreter nesse formato, como as geleiras que se esfacelam no Ártico ou na Groenlândia. Mas a pertinência do que está sendo dito não se dissolve. Uma Verdade Inconveniente faz timidamente pela sobrevivência do planeta o que a mídia poderia fazer numa escala gigantesca, de que nenhum filme é capaz. Desperta a consciência para a iminência da extinção da raça humana, que até bem recentemente os cientistas só esperavam para os próximos milhares de anos. Mostra que a qualidade de nossa vida no planeta vai piorar na semana que vem, e no próximo ano, e todos os dias. Essa não é uma invenção do protagonista – é um consenso científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palestra de Al Gore faz de cada um de nós um personagem de O Senhor dos Anéis. Quem conseguir se abstrair do natural voto de desconfiança que deve ser dado a qualquer político, dificilmente vai dormir sem se perguntar o que pode fazer para salvar o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=1105"&gt;http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=1105&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-4812202615067816387?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/4812202615067816387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=4812202615067816387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/4812202615067816387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/4812202615067816387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/02/o-atrofiar-das-consciencias.html' title='Uma verdade inconveniente'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-5410787144767231308</id><published>2009-01-19T18:36:00.003-02:00</published><updated>2009-01-19T19:00:16.887-02:00</updated><title type='text'>Respiração Holotrópica</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SXTkfnNs19I/AAAAAAAAAnY/qgqwTqpWlpE/s1600-h/Grof.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293106693820700626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SXTkfnNs19I/AAAAAAAAAnY/qgqwTqpWlpE/s400/Grof.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Por Stanislav Grof)&lt;br /&gt;Extraído, com adaptações por Alexandre Pedrassoli, &lt;br /&gt;do livro "Psicologia do Futuro"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoria e Prática da Respiração Holotrópica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos vinte anos, minha esposa Christina e eu desenvolvemos uma abordagem para a terapia e a auto-exploração que chamamos de "respiração holotrópica". Ela induz estados holotrópicos muito poderosos através de uma combinação de meios muito simples — respiração acelerada, música evocativa e uma técnica de trabalho corporal que ajuda a liberar bloqueios bioenergéticos e emocionais residuais. Em sua teoria e prática, esse método une e integra vários elementos de tradições antigas e aborígenes, filosofias espirituais orientais e psicologia profunda do ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poder de Cura da Respiração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização de várias técnicas de respiração com propósitos religiosos e curativos pode ser encontrada no despertar da história da humanidade. Nas culturas antigas e pré-industriais, a respiração e o respirar desempenharam um importante papel em cosmologia, mitologia e filosofia, assim como foram uma ferramenta importante nas práticas rituais e espirituais. Desde o início da história, quase todos os principais sistemas psicoespirituais que buscam compreender a natureza humana têm visto a respiração como um elo crucial entre corpo, mente e espírito. Isso reflete-se claramente nas palavras que significam 'respiração' em várias línguas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na antiga literatura indiana, o termo prana significava não apenas respiração física e ar, mas também a essência sagrada da vida. Similarmente, na tradicional medicina chinesa, a palavra chi refere-se à essência cósmica e à energia da vida, assim como ao ar natural que respiramos com nossos pulmões. No Japão, a palavra correspondente é ki. O ki representa um papel de extrema importância nas práticas espirituais japonesas e nas artes marciais. Na Grécia antiga, a palavra pneuma significava tanto ar, como respiração, e espírito ou essência da vida. Os gregos também viam a respiração em relação de proximidade com a psique. O termo phren era usado tanto para o diafragma, o maior músculo envolvido na respiração, quanto para a mente (como podemos ver no termo esquizofrenia = mente cindida). Na antiga tradição hebraica, a mesma palavra, ruach, significava respiração e espírito criativo, que eram vistos como idênticos. Em latim, o mesmo nome era usado para respiração e espírito — spiritus. Similarmente, nas línguas eslavas, espírito e respiração têm a mesma raiz lingüística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há séculos que se sabe ser possível influenciar a consciência com técnicas que envolvem a respiração. Os procedimentos que têm sido usados para esse propósito, por várias culturas antigas e não-ocidentais, cobrem um âmbito muito grande, desde interferências drásticas na respiração até os exercícios sutis e sofisticados de várias tradições espirituais. Assim, a forma original do batismo, praticada pelos essênios, envolvia uma submersão forçada do neófito na água por um longo período. Isso resultava em uma poderosa experiência de morte e renascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pudemos confirmar, repetidas vezes, a observação de Wilhelm Reich de que as resistências e defesas psicológicas estão associadas à restrição da respiração (Reich, 1961). O aumento deliberado do compasso da respiração, tipicamente, relaxa as defesas psicológicas e leva à liberação e à emergência de materiais inconscientes (e superconscientes). A não ser que se tenha testemunhado ou experimentado esse processo pessoalmente, é difícil acreditar, com base puramente teórica, no poder e na eficácia dessa técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Potencial de Cura da Música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na respiração holotrópica, o efeito de alteração da consciência ocasionado pela respiração é combinado com música evocativa. Como a respiração, a música e outras formas de tecnologia sonora têm sido usadas por milênios como poderosas ferramentas em práticas rituais e espirituais. Desde tempos imemoriais, o monótono soul de tambores, cânticos e outras técnicas de produção de som têm sido as principais ferramentas de xamãs em diferentes partes do mundo. Muitas culturas pré-industriais desenvolveram, de maneira bastante independente, ritmos de tambores que em experimentos laboratoriais têm notáveis efeitos sobre a atividade elétrica do cérebro (Jilek, 1974; Neher; 1961, 1962).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitas culturas, a tecnologia sonora tem sido usada especificamente com propósitos curativos no contexto de intrincadas cerimônias. Os rituais de cura navajo, conduzidos por cantores treinados, têm uma complexidade assombrosa que já foi comparada às partituras das óperas de Wagner. A dança de transe dos kung bushmen, do deserto Kalahari na África, tem um enorme poder de cura, como já foi documentado em vários filmes e estudos antropológicos (Lee &amp;amp; Devore, 1976; Katz, 1976). O potencial de cura dos sincréticos rituais religiosos do Caribe e da América do Sul, como a santeria cubana ou a umbanda brasileira, é reconhecido nesses países por muitos profissionais que tiveram a tradicional formação ocidental. Casos notáveis de cura emocional e psicossomática ocorrem nos encontros de grupos cristãos que usam música, cânticos e dança, como os Domadores de Serpentes, ou as Holy Ghost People (Pessoas do Espírito Santo) e os pregadores ou membros da Igreja Pentecostal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música cuidadosamente selecionada parece ser valiosa principalmente nos estados holotrópicos de consciência, nos quais tem várias funções importantes. Ela mobiliza emoções associadas à memórias reprimidas, leva-as à superfície e facilita sua expressão. Ajuda a abrir a porta do inconsciente, intensifica e aprofunda o processo, e fornece um contexto significativo para a experiência. O contínuo fluxo de música cria uma onda portadora que ajuda o indivíduo a passar por experiências e impasses difíceis, superar as defesas psicológicas, render-se e soltar-se. Nas sessões de respiração holotrópica, que costumam ser conduzidas em grupo, a música tem uma função adicional: ela mascara os sons emitidos pelos participantes e os entrelaça em uma dinâmica estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Utilização do Trabalho Corporal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta física à respiração holotrópica varia consideravelmente de uma pessoa para outra. Na maioria dos casos, a respiração mais rápida suscita, no início, manifestações psicossomáticas mais ou menos dramáticas. Os manuais de fisiologia respiratória referem-se a essa resposta como "síndrome de hiperventilação". Já conduzimos sessões de respiração com mais de trinta mil pessoas e observamos que a compreensão tradicional dos efeitos da respiração acelerada está incorreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos indivíduos que respiram mais rápido por períodos de três a quatro horas e não apresentam a clássica síndrome de hiperventilação, mas sim um relaxamento progressivo, uma intensa excitação sexual ou até mesmo experiências místicas. Outros desenvolvem tensões em várias partes do corpo, mas nesses casos, a continuação da respiração acelerada não leva a um aumento progressivo das tensões, mas inclina-se a ser auto-limitante. Tipicamente, ela alcança um clímax seguido de profundo relaxamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a respiração, em si e por si, não levar a um bom encerramento e houver tensões residuais ou emoções não resolvidas, os facilitadores oferecem aos participantes uma forma específica de trabalho corporal que os ajuda a alcançar um melhor fechamento para a sessão. A estratégia geral desse trabalho é pedir ao respirador para focalizar sua atenção na área onde há um problema e fazer o que for necessário para enfatizar as sensações físicas existentes. O facilitador então ajuda a intensificar ainda mais esses sentimentos com uma intervenção externa apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Andamento das Sessões Holotrópicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza e o andamento das sessões holotrópicas variam consideravelmente de pessoa para pessoa e, na mesma pessoa, de sessão para sessão. Alguns indivíduos permanecem totalmente quietos e quase sem se mover. Eles podem ter experiências muito profundas, mas dão a impressão, para um observador externo, de que nada está acontecendo ou de que estão dormindo. Outros ficam agitados e demonstram uma rica atividade motora. Experimentam tremores violentos e complexas contorções, rolam pelo espaço, assumem posições fetais, comportam-se como bebês lutando no canal do parto ou parecem com recém-nascidos e agem como eles. Outros movimentos muito comuns são engatinhar, nadar, cavar ou tentar escalar. Ocasionalmente, os movimentos e gestos podem ser extremamente refinados, complexos, bastante específicos e diferenciados. Podem parecer com estranhos movimentos de animais, imitando cobras, pássaros ou felinos predadores, associados aos sons correspondentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na faixa mediana do espectro experiencial observado nas sessões de respiração holotrópica, encontram-se qualidades emocionais menos extremas e mais próximas do que conhecemos de nossa existência diária — episódios de raiva, ansiedade, tristeza, desesperança e sentimentos de fracasso, inferioridade, vergonha, culpa ou desgosto. Tipicamente, eles estão ligados a memórias biográficas: suas fontes são experiências traumáticas da primeira infância, da infância ou de períodos posteriores da vida. Suas contrapartes positivas são sentimentos de felicidade, preenchimento emocional, alegria, satisfação sexual e aumento geral do prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultados típicos de uma sessão de respiração holotrópica são profunda liberação emocional e relaxamento físico. Após uma sessão bem-sucedida e bem integrada, muitas pessoas relatam que se sentem mais relaxadas do que nunca em suas vidas. Assim, a respiração acelerada contínua representa um método de redução de estresse, extremamente poderoso e eficaz, que conduz à cura emocional e psicossomática. Outro resultado freqüente desse trabalho é a conexão com as dimensões numinosas da própria psique e com a existência em geral. Também é essa a compreensão encontrada na literatura espiritual de muitas culturas e épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenhar Mandalas e Partilhar em Grupo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a sessão termina e o respirador volta ao seu estado comum de consciência, o acompanhante vai com ele ou ela à sala das mandalas. Esta sala é equipada com uma variedade de material artístico. Nas folhas desses blocos, há desenhos, feitos a lápis, de círculos do tamanho de um prato de jantar. Pede-se aos respiradores que se sentem, meditem sobre a experiência e então encontrem uma forma de expressar o que lhes aconteceu durante a sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há instruções específicas para desenhar. Algumas pessoas simplesmente produzem combinação de cores, outras constroem mandalas geométricas ou desenhos e pinturas figurativas. As últimas podem representar uma visão que ocorreu durante a sessão ou um relato ilustrado com várias seqüências distintas. Em algumas ocasiões, o respirador resolve documentar uma única sessão com várias mandalas refletindo diferentes aspectos ou estágios da sessão. Em casos raros, o respirador não tem qualquer idéia do que vai desenhar e produz um desenho automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde no mesmo dia, os respiradores levam suas mandalas a uma sessão de relato na qual falam sobre suas experiências. A estratégia dos facilitadores que lideram o grupo é a de encorajar um máximo de abertura e honestidade na partilha das experiências. A disposição dos participantes para revelar o conteúdo de suas sessões conduz ao desenvolvimento de vínculos (bonding) e de confiança no grupo. Isso aprofunda, intensifica e acelera o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Potencial de Cura da Respiração Holotrópica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados da respiração holotrópica são às vezes tão dramáticos e significativamente conectados com experiências específicas nas sessões que não tenho qualquer dúvida de que a respiração holotrópica é uma forma viável de terapia e auto-exploração. Nesses anos, vimos várias instâncias em que os participantes dos workshops e treinamentos conseguiram sair de depressões que os afligiam há vários anos, superar várias fobias, libertar-se de sentimentos irracionais que os consumiam e melhorar radicalmente sua autoconfiança e auto-estima. Também testemunhamos, em várias ocasiões, o desaparecimento de várias dores psicossomáticas, inclusive enxaquecas, e melhoras radicais e duradouras ou até mesmo a cura total de asma psicogênica. Em muitas ocasiões, os participantes de workshops ou treinamentos comparam favoravelmente o progresso obtido em várias sessões holotrópicas a anos de terapia verbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos casos, as sessões de respiração holotrópica levam a uma melhora dramática de condições físicas descritas em manuais médicos como doenças orgânicas. Dentre elas, vimos o término de infecções crônicas (sinusites, faringites, bronquites e cistites) após o desbloqueio bioenergético ter permitido a circulação sangüínea nas áreas correspondentes. Em várias instâncias, a respiração holotrópica levou a melhoras impressionantes de artrites. Em todos esses casos, o fator crítico que conduziu à cura parece ter sido a liberação de bloqueios bioenergéticos excessivos nas partes corporais atingidas, seguida por uma vasodilatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns poucos casos, o potencial de cura da respiração holotrópica foi confirmado por estudos clínicos conduzidos por praticantes que foram treinados por nós e usam esse método de maneira independente em seu próprio trabalho. Também já tivemos, em várias ocasiões, a oportunidade de receber retornos informais anos depois de os sintomas emocionais, psicossomáticos e físicos das pessoas terem melhorado ou desaparecido após sessões holotrópicas em nossos treinamentos ou workshops. Isso tem nos mostrado que as melhoras obtidas através de sessões holotrópicas costumam ser duradouras e antecipa a confirmação futura da eficácia desse interessante método de auto-exploração e cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;GROF, Stanislav. Psicologia do futuro. São Paulo: Heresis, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.pedrassoli.psc.br/psicologia/respholo.aspx"&gt;http://www.pedrassoli.psc.br/psicologia/respholo.aspx&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-5410787144767231308?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/5410787144767231308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=5410787144767231308' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5410787144767231308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5410787144767231308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/01/respirao-holotrpica.html' title='Respiração Holotrópica'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SXTkfnNs19I/AAAAAAAAAnY/qgqwTqpWlpE/s72-c/Grof.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-6174081603282862768</id><published>2009-01-04T13:03:00.003-02:00</published><updated>2009-01-04T13:09:36.472-02:00</updated><title type='text'>Emergência Espiritual</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SWDQ187EKhI/AAAAAAAAAmw/-DJMk9JTSko/s1600-h/Emerg%C3%AAncia+Espiritual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287455587838470674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SWDQ187EKhI/AAAAAAAAAmw/-DJMk9JTSko/s400/Emerg%C3%AAncia+Espiritual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Se há um caminho para o Melhor, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ele exige um olhar demorado sobre o Pior." &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Thomas Hardy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emergência vem do latim emergere que significa fazer subir à superfície, vir para fora. Em seu livro "A Tempestuosa Busca do Ser", Stanislav Grof e Cristina Grof relatam a emergência espiritual que eles viveram e que através das suas experiências passaram a ajudar pessoas que estavam nesse mesmo processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As Emergências espirituais podem ser definidas como estágios críticos e experimentalmente difíceis de uma transformação psicológica profunda que envolve todo o ser da pessoa. Tomam a forma de estados incomuns de consciência e envolvem emoções intensas, visões e outras alterações sensoriais, pensamentos incomuns, assim como várias manifestações físicas. Esses episódios que normalmente giram em torno de assuntos espirituais, incluem seqüências de morte e renascimento psicológico, experiências que parecem memórias de vidas passadas, sensações de união com o universo, encontro com diversos seres mitológicos e outros temas semelhantes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que detona a emergência espiritual ou crise de transformação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa pode detonar esse processo, mas as situações mais freqüentes são: uma operação, esforços físico e intelectual extremos, falta prolongada de sono, nas mulheres (nascimento de um filho, um aborto acidental ou não), doença de um filho, final de um caso amoroso, casamento, divórcio, perda de um filho, dos pais, esposa (o), quebra financeira inesperada, perda de um cargo importante, muitos fracassos na vida, experiência com drogas. Esses eventos detonadores levam muitas pessoas a sofrimentos tão profundos que a transformação interior passa a ser condição primeira em suas vidas. Elas precisam encontrar algum equilíbrio entre os seus processos consciente e inconsciente que não conseguem entender e nesse momento surge um despertar espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos detonadores mais importantes e que leva a crises de transformação interior é o envolvimento profundo com várias práticas espirituais: meditação, ioga, exercícios sufistas, abertura da mediunidade, orações intensas, etc. Na realidade a emergência espiritual é um processo complexo de evolução que leva o ser a uma aceleração em busca de uma vida mais madura, equilibrada e saudável. É um anseio por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Weir Perry, analista junguiano observa que "o espírito está constantemente lutando para libertar-se de sua prisão na rotina ou em estruturas mentais convencionais. O trabalho espiritual é a tentativa de liberar essa energia dinâmica, que precisa parar de ser abafada por velhas formas (...). Durante o processo de desenvolvimento de uma pessoa, se esse trabalho de libertação do espírito se torna absolutamente necessário mas não é realizado voluntariamente, com conhecimento do objetivo e uma dose considerável de esforço, a psique então se habilita a assumir o controle e subjugar a personalidade consciente.(...) Em vez de tolerar a estagnação, a psique pode na verdade gerar crises para forçar o desenvolvimento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes o processo do despertar espiritual é sutil e gradual, a pessoa vai entrando nele sem perceber. Com o passar dos anos ao olhar para trás, nota o quanto mudou e se transformou e isso é devido à sua aceitação do processo de mudança, observando tudo como oportunidade e aprendizado. Acontece também desse processo sofrer uma aceleração, principalmente se o seu despertar espiritual não é aceito de forma consciente, então surge a crise e se transforma em emergência espiritual, as crenças são abaladas, surgem questionamentos sobre o seu jeito de ser, o seu relacionamento com o mundo externo se modifica, a sua realidade pessoal é abalada. Na realidade o seu espírito quer ir além e com isso o força a um mergulho mais profundo dentro de si mesmo, e nesse processo pode surgir a depressão, síndrome do pânico e outros desequilíbrios que são vistos pela psiquiatria como patológicos, mas que, na verdade, fazem parte de um processo de transformação que tratadas, adequadamente, tendem a desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais a pessoa colocar resistência a mudança, quanto mais se apegar a um tipo de vida que tem de ser mudado, mais ela sofrerá. Quanto mais quiser controlar e rejeitar o processo, mais difícil ele será, podendo surgir uma luta interna muito intensa devido ao medo de tudo aquilo que está sofrendo e que não entende. A crise se caracteriza, porque a pessoa está colocando resistência ao processo por medo, então nesse momento uma psicoterapia adequada é fundamental. Às vezes também a crise se caracteriza e perpetua por longo tempo porque a pessoa não encontra o seu caminho espiritual adequado e muitas vezes se perde numa busca externa, quando na realidade é interna e não faz a transformação do eu inferior que é tudo que ela precisa fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade estamos nesse mundo num processo de evolução, de volta para Deus, mas infelizmente nos perdemos na matéria, achando que somos somente um corpo e então passamos a viver em busca de satisfazer os desejos desse corpo. Mas conforme a programação cármica de uma pessoa, é possível que ela já tenha entrado num estágio de volta para Deus mais consciente e então detonadores externos surgirão para despertá-la para isso e esse despertar vai ser fácil ou não, dependendo da resistência que colocar no processo. A resistência acontece por conta dos nossos apegos materiais no qual estamos presos por conta de crenças distorcidas que teremos que transformar e isso geralmente se torna difícil sem uma ajuda adequada. Os porões do inconsciente estão se abrindo e o que está reprimido quer ser liberado para a consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse processo muitas vezes surge um sentimento de solidão profundo e a sensação de que ninguém será capaz de nos entender. Sensações de desespero, angústia, visões, vidas passadas podem emergir espontaneamente. Desespero, porque não quer mais sofrer e não sabe o que fazer para sair daquele sofrimento, vontade de morrer, depressão, medo de enlouquecer. A pessoa está confusa com tantos sentimentos ou experiências estranhas, mas ela está plenamente consciente de que o processo é interno, da sua própria psique, e pronta a aceitar conselhos e ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora haja exceções, a psiquiatria e a psicologia tradicionais normalmente não fazem distinção entre o misticismo, uma abertura espiritual e a psicopatologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de morte e renascimento psicológico é difícil e sofrido para as pessoas que o estão vivenciando, mas é imprescindível para a sua evolução. Não há como viver a Unificação com o Divino que está dentro de nós, sem nos libertarmos desse eu inferior negativo que são os nossos medos, desejos, apegos, agressividades, raivas, culpas, vaidade, orgulho, egoísmo... que estão no nosso subconsciente e que O encobre. Transformar todo o nosso lado sombra é a nossa obrigação evolutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso pensamento é velho, pois foi formado ao longo de todas as nossas experiências passadas, somos o que pensamos, ou seja, somos todas as nossas crenças e agimos conforme elas, infelizmente, na sua maioria são distorcidas e rígidas nos levando a uma vida limitada e sofrida. Entender o porquê e como as criamos e transformá-las é fundamental para que o crescimento do eu possa ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susan Thesenga em seu livro "O Eu sem Defesa" observa: "nossa experiência de vida é um reflexo exato da pessoa que somos por dentro. Sempre que a vida mostrar algum aspecto restritivo e insatisfatório, é preciso ir mais fundo na exploração do território interior, para revelar onde ficou bloqueada a possibilidade de uma vivência mais rica. Cada vez que ampliamos o território interior, a vida exterior também se amplia." Portanto, se a sua vida é limitada e sofrida não culpe o mundo, as pessoas, a família ou Deus, a resposta está dentro de você. Mude o seu eu interior que o seu mundo exterior mudará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Sri Aurobindo, em seu livro "Uma Psicologia Maior" afirma "A Inconsciência é uma imagem invertida da superconsciência suprema: tem o mesmo caráter absoluto de ser e a mesma ação automática, mas permanece mergulhada num profundo transe involutivo; é o ser perdido em si mesmo, afundado no abismo da própria infinitude. Em vez de um repouso luminoso na Existência absoluta, há um escondimento tenebroso nessa mesma existência, as trevas veladas pelas trevas de que fala o Rig Veda, tama âsît tamasâ gûdham, que dão à Existência o aspecto de Não-Existência; em vez de uma luminosa autoconsciência intrínseca, há uma consciência mergulhada num abismo de auto-esquecimento, consciência essa que, embora seja intrínseca ao ser, não está desperta no ser."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O subconsciente é a antecâmara do Inconsciente e posta-se entre este e a mente, a vida e o corpo conscientes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No subconsciente existe uma mente obscura, repleta de samskaras obstinados, de impressões, associações, noções fixas e reações habituais formadas pelo passado; existe uma vitalidade obscura, cheia de sementes de desejos, sensações e reações nervosas habituais; há uma materialidade obscura que rege e determina em grande medida o estado do corpo. Com efeito, é essa materialidade obscura uma das principais responsáveis pelas doenças; as doenças crônicas ou que se repetem com freqüência são devidas principalmente ao subconsciente, à sua memória obstinada e ao seu hábito de repetir tudo o que uma vez se imprimiu na consciência corpórea... Todas as coisas que são objeto de consciência entram no subconsciente, não na qualidade de lembranças precisas e temporariamente perdidas, mas na qualidade de impressões obscuras e obstinadas, que podem surgir a qualquer momento sob a forma de sonhos, de repetições mecânicas de pensamentos, sentimentos e ações do passado, de "complexos" manifestados em ações e acontecimentos, etc. O subconsciente é o principal responsável pelo fato de as coisas sempre se repetirem e de nada mudar, exceto na aparência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicoterapia transpessoal surge como mais uma ferramenta para o alcance desse estágio sublime de evolução. É necessário que "morra" um estado antigo de viver, para que um novo eu possa surgir. Isto é conhecido como a morte do ego, que nada mais é do que a morte das estruturas de uma personalidade antiga na sua relação com o mundo, de forma que o surgimento de uma existência livre e feliz possa ocorrer. A morte do ego pode acontecer gradativamente e inclusive ao longo de várias encarnações, ou pode ocorrer de repente, conforme a intensidade colocada e a Graça de Deus. Tudo tenderá a desmoronar na sua vida, a fim de que novo eu possa surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que o processo de transformação é acionado, não parará até que tenha terminado o seu curso, ele é contínuo até que termine e pode levar de alguns meses a vários anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo algumas das principais formas de Emergência Espiritual que Grof cita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódios de Consciência Unificadora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Experiência de Pico denominado por Maslow) e na literatura indiana Samadhi (Consciência Cósmica). Esta é uma experiência mística que se caracteriza pela dissolução dos limites pessoais e pela sensação de união cósmica, união com todas as pessoas e com Deus. A pessoa vive uma transcendência do tempo e do espaço e uma emoção positiva indescritível. A partir dessa experiência, a vida da pessoa nunca mais será a mesma, mas plena de paz e amor. A literatura indiana está cheia de casos como esse, mas para um ocidental comum que desconhece a possibilidade de tal experiência mística, ele pode questionar sua sanidade mental e colocar resistência ao processo. Grof cita que muitas pessoas durante uma experiência mística foram mandadas para psiquiatras e tiveram sua experiência interrompida por conta de medicamentos e rotulados de pacientes psiquiátricos por toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Despertar da Kundalini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é uma experiência mística, é o despertar de uma forma de energia sutil, "o poder da serpente ou Kundalini" e que no corpo humano reside na base da espinha do corpo sutil, representada em forma de serpente, ela ao ser despertada sobe através da espinha no corpo sutil e abre os 7 chacras. Ao chegar ao sétimo, que é o da coroa, a pessoa vivencia o Samadhi ou a união com Deus. Quando essa energia é despertada através da prática de meditação intensa e com a intervenção e acompanhamento de um mestre espiritual de alto nível ou Guru, tudo irá bem e a pessoa vivenciará o samadhi ou não, mas estará protegida do perigo de uma experiência desse nível. Pode acontecer do despertar ser espontâneo, por acaso, através de drogas químicas, uma forte tensão intelectual, exercícios físicos intensos e outros e então surgir dramáticas manifestações físicas e psicológicas chamadas Kriyas e a pessoa sofrer intensas sensações de calor e energia subindo pela espinha, espasmos, tremores violentos, riso e choro involuntário, visões, luzes brilhantes, visões de santos, divindades, demônios, símbolos diversos... As manifestações emocionais vão desde o êxtase, estados de paz até ondas de depressão, ansiedade, angústia, medo de perder o controle, de morrer e de enlouquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora essa experiência seja difícil e intensa, é de grande poder de cura e a partir daí a vida dessa pessoa não será a mesma, algo de divino penetrou nela e a busca espiritual se intensificará. Osho, no seu livro "Meditação", diz "que a pessoa teve um vislumbre da Iluminação", que ele chama de Satori. É um relance de Samadhi, segundo ele, e que vai ficar na pessoa como uma memória. Essa lembrança é que a impulsionará em busca da completa Iluminação, desde que não se apegue a ela. Afirma também "que algumas pessoas podem achar que Satori é o definitivo e ficarem presas nele, mas é um vislumbre. Satori é a promessa de que algo maior é possível para você. "O problema é que o despertar da Kundalini pode simular problemas psiquiátricos e médicos e todo um processo de transformação e cura serem rotulados de patológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experiências próximas à morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As experiências de pessoas que chegaram próximas à morte parecem seguir um padrão conforme a literatura internacional e nacional: elas relatam terem em frações de segundos revisto toda a sua vida, a consciência se separa do corpo, se vêem muitas vezes flutuando acima da cena do acidente ou operação; várias passam por um túnel escuro em direção a uma fonte de luz de radiação e brilho inimaginável, e outras experiências mais são relatadas. Essas experiências podem ser poderosos catalisadores do despertar espiritual e da evolução da consciência, geralmente essa mudança é abrupta, mexendo com a parte psicológica de pessoas que estão totalmente despreparadas para esse fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emersão de "memórias de vidas passadas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As memórias de vidas passadas ou experiências cármicas, que se sustentam na crença da reencarnação e na lei do Karma, é um fenômeno psicológico de grande potencial de cura e transformação. Normalmente não nos lembramos das nossas encarnações anteriores, mas pode acontecer de lembranças de vidas passadas emergirem na consciência de forma espontânea, e isso pode ter um impacto profundo na psique e causar conflitos emocionais indicando também o início de uma emergência espiritual. Quando isso acontece, a procura de um profissional da área é fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despertar da percepção extra-sensorial (abertura psíquica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas tradições espirituais e escolas místicas observam as habilidades paranormais como uma fase natural, porém, perigosa do desenvolvimento da consciência e são detonadores de uma emergência espiritual que podem se transformar em crise se não tiverem a assistência adequada. As manifestações de abertura psíquica são várias: experiências fora do corpo (são capazes de observar a si mesmas ou "viajar" para vários locais e saber o que está acontecendo), telepatia, psicofonia, clarividência, clariaudiência, comunicação com espíritos guias, canalização... Estes acontecimentos quando surgem inesperadamente na vida de pessoas que desconhecem isso, ou mesmo conhecendo, podem ser profundamente pertubadores e assustadores, já que as antigas bases de segurança são destruídas e isso gera muita angústia, além do pavor que as pessoas sentem por não entenderem o que está acontecendo com elas; ou pode acontecer o contrário: a pessoa ficar fascinada pelo fenômenos psíquicos e interpretar esses eventos como uma superioridade própria ou um chamado especial e cair no engrandecimento do ego e também ser desastroso para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experiências de encontros pessoais com OVNIs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relatos de pessoas que têm tido experiências com objetos voadores não identificados é impressionante, vão desde seqüestros até interações com eles, visões diurnas e noturnas de espaçonaves, etc. Grof diz "que as experiências de tais encontros têm uma importante dimensão psicológica e espiritual. Podem freqüentemente precipitar sérias crises emocionais e intelectuais que têm muito em comum com as emergências espirituais. C. G. Jung considerava esse fenômeno tão importante que fez disso um ensaio especial intitulado: "Flying Saucers: A modern myth of things seen in the skies", baseado em uma cuidadosa análise histórica das "lendas" sobre discos voadores e aparições verdadeiras que causaram ocasionalmente histeria de massa. Jung chegou à conclusão de que os fenômenos de OVNIs poderiam ser visões arquetípicas oriundas do inconsciente coletivo mais do que espaçonaves terrestres. Outros pesquisadores salientaram a similaridade dessas experiências com outros estados transpessoais e enfatizaram seu potencial de transformação. Quer essas experiências se originem em verdadeiros contatos com extraterrestres , quer dentro da psique, elas compartilham de várias características de estados transpessoais em geral e de certas formas de emergência espiritual em particular. Essas experiências ufológicas podem detonar sérias crises emocionais, intelectuais e espirituais. Pessoas entram em contato com dimensões de realidade que estão fora da percepção humana ordinária e são profundamente transformados por essas experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estados de Possessão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma crise psico-espiritual caracterizada por uma sensação terrível de que o seu corpo foi invadido e está sendo controlado por entidade ou energia estranha que tem características pessoais hostil e malévola; é algo que vem de fora e não pertence a sua personalidade. Isso pode se manifestar de várias formas e intensidade. Grof cita que "esses estados podem ser a força condutora por trás de uma séria psicopatologia, tal como várias formas de comportamentos anti-sociais e até criminosos, depresssão suicida, agressão assassina ou tendências autodestrutivas, impulsos sexuais promíscuos e fora dos padrões normais ou o consumo excessivo de drogas e álcool. No entanto, há razões mais importantes pelas quais o estado de possessão deveria ser considerado uma emergência espiritual. O arquétipo demoníaco que causa isso existe por sua própria natureza transpessoal, e representa um contraponto ao Divino - o que é necessário - sendo a sua imagem polar do espelho oposta ou negativa. Isso funciona também como uma tela escondendo o acesso ao Divino, como um guardião aterrorizante que figura nos portões de entrada dos templos orientais. Quando é dada a pessoa uma oportunidade para enfrentar e expressar a energia que a perturba, em um cenário de apoio e compreensão, em geral o resultado é uma experiência espiritual profunda e positiva, com um extraordinário potencial de cura e transformação. "O ideal de tratamento para esse tipo de emergência é um sério tratamento espiritual e uma psicoterapia experiencial para que sua mente subconsciente seja ativada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As drogas e o álcool&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos autores a dependência do álcool e das drogas são formas de emergência espiritual. "A jornada do viciado até o "fundo do poço" e depois até a recuperação é, em geral um processo de morte e renascimento do ego". No fundo está o desejo ardente de encontrar Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Devido a minha própria busca espiritual, a minha profissão e por ser reencarnacionista, não tenho dúvidas de que os nossos conflitos emocionais de todas as ordens (medos, raivas, culpas, fobias, pânicos...) são devidos aos nossos conteúdos cármicos mal resolvidos de vidas passadas que tendemos a repetir e que se encontram no nosso subconsciente. Esse eu inferior ao ser trazido à tona através da TVP e Renascimento, que são as técnicas transpessoais com as quais trabalho, traz explicações para as questões incompreensíveis da vida das pessoas. Elas encontram respostas para a série de dificuldades, conflitos e limitações em que se encontram, e surgem então o alívio e a eliminação completa dos sintomas. Relações familiares conflitantes são resolvidas ao serem entendidos e transformados os conteúdos cármicos entre os respectivos membros e que tendem a repetir como um impulso cego e compulsivo. Acredito que a emergência espiritual surge quando a alma, cansada de sofrer e repetir padrões emocionais conflitantes, cria em sua psique crises para forçar o desenvolvimento e acaba encontrando Deus que, no fundo, era o que buscava."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cristinaazeredo.com/emergencias_espirituais.htm"&gt;http://www.cristinaazeredo.com/emergencias_espirituais.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-6174081603282862768?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/6174081603282862768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=6174081603282862768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/6174081603282862768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/6174081603282862768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/01/emergncia-espiritual.html' title='Emergência Espiritual'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SWDQ187EKhI/AAAAAAAAAmw/-DJMk9JTSko/s72-c/Emerg%C3%AAncia+Espiritual.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-3970485239335038184</id><published>2009-01-02T23:28:00.004-02:00</published><updated>2009-01-02T23:48:43.622-02:00</updated><title type='text'>Onde a Ciência e o Budismo se Encontram</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Um video notável em múltiplos aspectos, desde o texto até a seleção das músicas e das imagens, que nos revela de modo claro as conexões e as aproximações entre as novas descobertas científicas da Física Quântica e o que as diversas tradições místicas e espirituais, com ênfase no Budismo, já vinham nos ensinando há muito tempo, defendendo a tese de que tanto a concepção "material, racionalista e científica", como também a concepção "não-material, intuitiva e espiritual" são na verdade "duas maneiras de se entender uma só realidade". Parabenizo Gerald, o criador do video, e também JoeTheEagle pela tradução!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8gxoaShPdf0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8gxoaShPdf0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Cc9RdjNuA8c&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Cc9RdjNuA8c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;Endereço no YouTube:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=8gxoaShPdf0"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=8gxoaShPdf0&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-3970485239335038184?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/3970485239335038184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=3970485239335038184' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3970485239335038184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3970485239335038184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/01/onde-cincia-e-o-budismo-se-encontram.html' title='Onde a Ciência e o Budismo se Encontram'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-9152290689627984959</id><published>2009-01-02T16:45:00.003-02:00</published><updated>2009-01-02T16:56:18.756-02:00</updated><title type='text'>Sérgio Felipe de Oliveira e a Glândula Pineal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SV5i6rdOdSI/AAAAAAAAAmY/OFmE6fTleIo/s1600-h/S%C3%A9rgio+Felipe+de+Oliveira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286771772816782626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SV5i6rdOdSI/AAAAAAAAAmY/OFmE6fTleIo/s400/S%C3%A9rgio+Felipe+de+Oliveira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi descoberto que a Glândula Pineal integra o relógio cerebral e é responsável por todos os ritmos no organismo, por exemplo: os ritmos da reprodução hormonal, do funcionamento do sistema nervoso autônomo, dos ciclos da vida até o envelhecimento, do sono e os ritmos reprodutivos, os da fome e ainda do estado de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi descoberto também que a Glândula Pineal é um sensor magnético convertendo ondas do espectro eletromagnético em estímulo neuroquímico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o que se pensava ser uma calcificação por perda de função é, na verdade, um interessante e complexo processo de biomineralização em que são formados cristais de apatita possivelmente implicados na regulação da captação magnética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, a Glândula Pineal é importante estoque de serotonina no cérebro, substância amplamente implicada nos comportamentos psíquicos. Não bastasse as importantes funções citadas, há uma regra conhecida em neuroanatomia, indicando que quanto mais irrigada por circulação sanguínea uma área do cérebro maior é sua importância e funcionamento: a Glândula Pineal é a estrutura mais irrigada do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Glândula Pineal deve ser o melhor laboratório de estudos da física da relação espírito-matéria, e suas propriedades de captação de ondas do espectro eletromagnético devem estar implicadas nas funções de sensopercepção mediúnica e telepática".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Sérgio Felipe de Oliveira é médico, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo- USP, presidente da AME de São Paulo - AMESP, diretor clínico do Pineal Mind Instituto de Saúde de SP e ministra curso de pós graduação lato-sensu Neuroanatomia Funcional e Transpessoal, no Pineal Mind Instituto de Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=09741"&gt;http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=09741&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4walu-hO9fQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4walu-hO9fQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bnLUOfFaEFE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bnLUOfFaEFE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BRY41_pvIxI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BRY41_pvIxI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3Gl6unmMbz8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3Gl6unmMbz8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HpZoni-LQic&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HpZoni-LQic&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HTgiJjBumD4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HTgiJjBumD4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/r7HGTdp7tsM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/r7HGTdp7tsM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-9152290689627984959?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/9152290689627984959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=9152290689627984959' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/9152290689627984959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/9152290689627984959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/01/srgio-felipe-de-oliveira-e-glndula.html' title='Sérgio Felipe de Oliveira e a Glândula Pineal'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SV5i6rdOdSI/AAAAAAAAAmY/OFmE6fTleIo/s72-c/S%C3%A9rgio+Felipe+de+Oliveira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-7513107739099390505</id><published>2009-01-01T17:20:00.003-02:00</published><updated>2009-01-01T17:30:10.252-02:00</updated><title type='text'>Homem cego atravessa labirinto em estudo sobre 'sexto sentido'</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SV0ZFvka6OI/AAAAAAAAAmQ/RDy4kWZbs7Q/s1600-h/El_sexto_sentido.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286409124062095586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SV0ZFvka6OI/AAAAAAAAAmQ/RDy4kWZbs7Q/s400/El_sexto_sentido.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O estudo sugere a existência de recursos subconsciente que podem ajudar as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas descobriram que uma pessoa cega é capaz de se orientar em um labirinto sem ajuda usando apenas o poder de um "sexto sentido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um estudo conduzido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e publicado na revista especializada Current Biology, os cientistas observaram um homem cego que conseguiu passar por um labirinto com obstáculos sem a ajuda de uma bengala ou de qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, identificado apenas como TN, usou sua intuição para andar em um corredor com cadeiras e caixas, sem esbarrar em nenhuma delas, usando mecanismos "escondidos" do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo sugere a existência de recursos subconscientes no cérebro que podem ajudar na realização de tarefas que acreditamos não ser possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TN ficou cego por causa de lesões sofridas no córtex visual nos dois hemisférios do cérebro, após uma série de derrames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos são normais, mas seu cérebro não consegue processar a informação enviada por eles, tornando-o cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paciente, no entanto, já era conhecido por ter o que é chamado de "visão cega" - a habilidade de detectar coisas em um ambiente mesmo sem estar ciente de que consegue vê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele responde, por exemplo, às expressões faciais de outras pessoas, mas anda com a ajuda de uma bengala para identificar obstáculos e pede ajuda a outras pessoas quando está dentro de edifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma gravação em vídeo mostra TN completando o "circuito de obstáculos" montado pelos cientistas "sem cometer falhas", e sem a ajuda de uma bengala ou de outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora-chefe do estudo, Beatrice de Gelder, da Tilburg University, na Holanda, e da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, disse que TN "não estava ciente de que estava fazendo nada excepcional" e acreditava que tinha apenas andado em linha reta por um longo corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma mensagem importante particularmente para aqueles com lesões no cérebro, disse ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você pode perder toda a sua visão cortical, mas ainda manter alguma capacidade de se mover dentro e fora sem se prejudicar", disse ela à BBC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso mostra a importância desses antigos caminhos visuais que evoluíram. Eles contribuem mais do que pensamos para que a gente funcione no mundo real."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa foi realizada em parceria com pesquisadores da Grã-Bretanha, Suíça e Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://noticias.br.msn.com/artigo_bbc.aspx?cp-documentid=16197692"&gt;http://noticias.br.msn.com/artigo_bbc.aspx?cp-documentid=16197692&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-7513107739099390505?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/7513107739099390505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=7513107739099390505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7513107739099390505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7513107739099390505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2009/01/homem-cego-atravessa-labirinto-em.html' title='Homem cego atravessa labirinto em estudo sobre &apos;sexto sentido&apos;'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SV0ZFvka6OI/AAAAAAAAAmQ/RDy4kWZbs7Q/s72-c/El_sexto_sentido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-1656521460870426650</id><published>2008-12-26T19:18:00.005-02:00</published><updated>2009-01-02T21:56:24.359-02:00</updated><title type='text'>Ho'oponopono</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVVKaSVvH5I/AAAAAAAAAmA/-_rAG3Bx5oU/s1600-h/Dr_Ihaleakala-Hew-Len.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284211553249206162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVVKaSVvH5I/AAAAAAAAAmA/-_rAG3Bx5oU/s400/Dr_Ihaleakala-Hew-Len.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Não importa que tipo de problema existe,&lt;br /&gt;trabalhe com você mesmo.”&lt;br /&gt;Ihaleakala Hew Len&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Talvez alguns estejam perguntando por que estou pondo aqui uma técnica espiritual. Creio que o relato a seguir poderia, por si só, explicar as minhas razões. Pois trata-se de uma história tão espetacular que, caso tenha ocorrido dessa maneira (e eu não tenho razão alguma para duvidar disso), apenas revela o incrível poder desta técnica, empiricamente constatado pelas fantásticas transformações ocorridas no hospital onde Hew Len trabalhava. Ponho aqui então, tanto para apresentar um pouco da história e da técnica do Ho'oponopono, como também para oferecer um dos maiores exemplos de Sincronicidade que já li, isto é, a ligação e interdependência entre os mundos "interior" e "exterior", revelando a unidade essencial entre tudo o que há.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Escrito por Joe Vitale)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz dois anos, escutei falar de um terapeuta no Hawaii que curou um pavilhão completo de pacientes criminais insanos sem sequer ver nenhum deles. O psicólogo estudava a ficha do presidiário e logo olhava dentro de si mesmo para ver como ele tinha criado a enfermidade dessa pessoa. Na medida em que ele melhorava, o paciente melhorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que ouvi falar desta história, pensei que era uma lenda urbana. Como podia curar o outro, curando somente a mim mesmo? Como podia, embora fosse um mestre de grande poder de auto cura, curar alguém criminalmente insano? Não tinha nenhum sentido, não era lógico, de modo que descartei esta história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, escutei-a novamente um ano depois. Ouvi que o terapeuta tinha usado um processo de cura havaiano chamado “hooponopono”. Nunca tinha ouvido falar disso, entretanto não podia tirá-lo de minha mente. Se a história era totalmente certa, eu tinha que saber mais. Meu entendimento era que “total responsabilidade” significava que eu sou responsável pelo que penso e faço. O que estiver mais alem, está fora de minhas mãos. Penso que a maior parte das pessoas pensa igual sobre a responsabilidade. Somos responsáveis pelo que fazemos, não do que os outros fazem – mas isso está errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terapeuta havaiano, que curou essas pessoas mentalmente doentes, me ensinaria uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade. Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len. Passamos uma hora falando em nossa primeira conversação telefônica. Pedi-lhe que me contasse a história total de seu trabalho como terapeuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele explicou que havia trabalhado no Hospital Estatal do Hawai durante quatro anos. O pavilhão onde encerravam os criminosos loucos era perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra geral os psicólogos desistiam de trabalhar ali em um mês. A maior parte dos membros do pessoal caiam doentes ou simplesmente renunciavam. As pessoas que atravessavam esse pavilhão caminhava com suas costas contra a parede, temerosas de serem atacados por seus pacientes. Não era um lugar agradável para viver, trabalhar ou visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Len me disse que nunca viu os pacientes. Assinou um acordo de ter um escritório e revisar suas fichas. Enquanto olhava essas fichas, trabalharia em si mesmo. Enquanto trabalhava em si mesmo, os pacientes começaram a curar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois de alguns poucos meses, foi permitido aos pacientes que deviam estar encarcerados, caminhar livremente” disse-me. “Outros que tinham que estar fortemente medicados começaram a diminuir sua medicação. E aqueles que jamais teriam nenhuma possibilidade de ser liberados, tiveram alta”. Eu estava assombrado. “Não somente isso” continuou, “mas o pessoal começou a ir feliz para o trabalho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ausência e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminamos com mais pessoas do que necessitávamos porque os pacientes eram liberados e todas as pessoas vinham trabalhar. Hoje este pavilhão está fechado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é onde eu tive que fazer a pergunta de milhões de dólares: “O que você esteve fazendo com você mesmo, que ocasionou a mudança dessas pessoas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu simplesmente estava curando aquela parte minha que tinha criado aquilo neles”, disse ele. Eu não entendi. E o Dr. Len explicou que, entendia que a total responsabilidade de sua vida implica a tudo o que está em sua vida, simplesmente porque está em sua vida e, por isso, é de sua responsabilidade. Em um sentido literal, todo o mundo é sua criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uau! Isto é duro de engolir. Ser responsável pelo que eu faço ou digo é uma coisa. Ser responsável por outro ou por qualquer outra coisa que faça ou diga na minha vida é muito diferente. Entretanto a verdade é esta: se assumir completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você vê, escuta, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é sua responsabilidade, porque está em sua vida. Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou algo que experimenta e você não gosta, está ali para que cure. Isso não existe, por assim dizer, exceto como projeções que saem de seu interior. O problema não está com eles, está em você e para mudá-los, você deve mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que isto é difícil de captar, muito menos de aceitar ou de vivê-lo realmente. Atribuir ao outro a culpa é muito mais fácil do que assumir a total responsabilidade, mas enquanto falava com o Dr. Len comecei a compreender essa cura dele e que, o ho’oponopono significa amar a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se deseja melhorar sua vida, deve curar sua vida. Se deseja curar qualquer outro, ainda que seja um criminoso mentalmente doente, faça-o curando a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei ao Dr. Len como curava a si mesmo. O que era que ele fazia exatamente, quando olhava as fichas desses pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu simplesmente permanecia dizendo “Sinto muito” e “Te amo”, muitas vezes” explicou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só isso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só isso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O resultado é que, amar a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e enquanto você melhora a si mesmo, melhora seu mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita-me dar-lhe um rápido exemplo de como funciona isto: um dia, alguém me envia um e-mail que me desequilibra”. No passado leria trabalhando com meus aspectos emocionais raivosos ou tratando de argumentar com a pessoa que enviou essa mensagem detestável. Desta vez eu decidi provar o método do Dr. Len. Coloquei-me a pronunciar silenciosamente “sinto muito” e “te amo”. Não dizia nada a ninguém em particular. Simplesmente estava invocando o espírito do amor, dentro, para curar o que estava criando a circunstância externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No término de uma hora recebi um email da mesma pessoa. Desculpava-se por sua mensagem prévia. Tenha em conta que eu não realizei nenhuma ação externa para obter essa desculpa. Eu nem sequer respondi sua mensagem. Entretanto, só dizendo “te amo”, de algum modo curei dentro de mim o que estava criando nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tarde assisti a uma reunião de ho’oponopono dirigido pelo Dr. Len. Ele tem agora 70 anos de idade, é considerado um xamâ avô e é algo solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogiou meu livro “O Fator Atrativo”. Disse-me que enquanto eu melhoro a mim mesmo, a vibração de meu livro aumentará e todos sentirão quando o lerem. Em resumo, à medida que eu melhoro, meus leitores melhorarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E o que aconteceria com os livros que já vendi e saíram por mim?” Perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eles não saíram” explicou ele, uma vez mais, soprando minha mente com sua sabedoria mística. “Eles ainda estão dentro de você”. Em resumo, não há fora. Levaria um livro inteiro para explicar esta técnica avançada com a profundidade que ela merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Basta dizer que toda hora que desejar melhorar algo em sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você. Quando olhar, faça isto com amor”. Ho'oponopono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVVKXF5dDrI/AAAAAAAAAl4/dEfGVB95eKQ/s1600-h/Morrnah+Nalamaku+Simeona.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284211498369748658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVVKXF5dDrI/AAAAAAAAAl4/dEfGVB95eKQ/s400/Morrnah+Nalamaku+Simeona.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;(Morrnah Nalamaku Simeona - criadora deste método moderno de Ho'oponopono, chamado "Ho'ponopono da Identidade Própria")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em hawaiano, Hoo significa causa e Ponopono significa perfeição. Através desta técnica, temos a capacidade de fazer o correto para nosso próprio Ser, de voltar para o estado da perfeição, de colocar novamente nossa página vivencial em branco…, bastando apenas pedir à Divindade que aquilo que jaz dentro de nós, aquilo que ocasionou uma divisão em nossos pensamentos, venha à superfície para ser liberado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pedir perdão à Divindade por ter hospedado pensamentos que nos separaram de nossa Unidade com o Espírito... o pensamento pernicioso e recorrente desaparece. Algumas vezes, para obtê-lo, precisa-se pedir várias vezes a fim de que a razão que está atrás do pensamento apareça na superfície e seja liberada. E quando é liberada, o espaço se enche imediatamente com um amoroso sentido de Unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ho'oponopono é um processo de arrependimento, pedido de perdão e transmutação, e consiste em realizar um pedido à energia do Amor Universal e Incondicional para cancelar e substituir as energias tóxicas que possam achar-se em nós. O Amor realiza o processo fluindo através da Mente Espiritual ou Supra-consciência e continua seu fluxo através da Mente Consciente, liberando-a da excessiva racionalização para finalizar na Mente Emocional ou Subconsciente, onde anula todos os pensamentos que tenham emoções tóxicas, substituindo-os com Amor incondicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há limites no número de vezes que esta ferramenta pode ser usada, especialmente no que se refere a transmutar seus pensamentos em pura luz, os de sua família, ancestrais e descendentes, posto que esta ferramenta é um pedido para purificar os pensamentos tóxicos que causam reais divisões em sua percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ho'oponopono é realmente muito simples. Para os antigos hawaianos, todos os problemas começam a ser gerados nos pensamentos. Ter pensamentos não é o problema. O problema está em todos nossos pensamentos que se encontram plenos de memórias dolorosas sobre pessoas, lugares ou coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intelecto como tal não pode solucionar esses problemas porque ele somente administra processos. Administrar coisas não soluciona os problemas de tudo. Tem que deixar que fluam. Quando se faz Ho'oponopono, a Divindade encarrega-se dos pensamentos dolorosos e os neutraliza. Fazendo Ho'oponopono, você não purifica pessoas, lugares ou coisa alguma. Em troca, neutraliza a energia dolorosa que você associa com essas pessoas, lugares ou coisas. Assim, a primeira etapa para fazer Ho'oponopono é purificar energias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, algo maravilhoso ocorre. Não somente a energia fica neutralizada, mas sim se desprende, ficando uma nova página vazia onde escreve-se novamente outra realidade. A etapa final é permitir à Divindade atuar e preencher o vazio dessa página em branco com Luz Divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer Ho'oponopono não precisa saber qual foi o engano cometido ou qual foi o problema. Logo, você precisa perceber a existência de situações físicas, mentais ou emocionais que o estejam afligindo. Quando o fizer, sua responsabilidade baseia-se em começar imediatamente a curar a essência de tais situações, dizendo simplesmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sinto muito. Por favor, perdoe-me”.&lt;br /&gt;[Sinto Muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se apenas de realizar um trabalho interno sobre si mesmo, para melhorar o externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O procedimento pessoal baseia-se em manter-se calado e centrado em si, permitindo que o processo de transmutação seja levado a cabo por si mesmo, pois se envolver seu intelecto, o processo se detém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se deseja resolver um problema pessoal, trabalhe sobre si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tiver um problema com outra pessoa, simplesmente pergunte-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que existe em mim que faz que esta pessoa me ataque?”. Eleve-se sobre essas situações dizendo simplesmente: “Lamento por algo que tenha acontecido ou esteja acontecendo. Por favor, me perdoe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonito disto é que não terá que compreender nada a nível racional. É como navegar pela Internet. Logo, terá que ir para a Divindade e fazer clique para baixar a informação solicitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, se alguém se aproxima falando-nos que tem um certo sofrimento ou dor física, podemos perguntar à Divindade: “O que acontece comigo para que eu tenha causado dor ou sofrimento à esta pessoa?” E logo, podemos perguntar à Divindade: “Como posso equilibrar esse problema em mim?”. Ou também: “Por favor, há algo que ocorre em mim que tenha causado este sofrimento nessa pessoa? Diga-me como posso equilibrar? As respostas a essas perguntas devem vir sem esforço e a seguir deveríamos fazer o que nos é inspirado… O que importa aqui não é o efeito e sim o entendimento da origem do problema. Essa é a chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de ser um terapeuta que use Ho'oponopono para ajudar outros a curar-se, deve primeiro conectar-se com a Fonte Divina e pedir ao Amor Universal para corrigir os errados pensamentos que existam em você e que estejam sendo manifestados atualmente como um problema em você, logo, em seu cliente consultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este apelo baseia-se em um processo de arrependimento e pedido de perdão por parte do terapeuta: “Eu lamento que meus pensamentos errados tenham causado situações negativas em mim e em meu cliente. Por favor, perdoe-me”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ho'oponopono vale também para tratar situações derivadas de objetos inanimados, espaços físicos que devam ser curados, etc. O limite é nossa percepção ou imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação de uma amorosa responsabilidade é o que transmuta os enganos dentro de nós que manifestam o problema (em nós ou nos outros). A atitude amorosa os cancela e os corrige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritual para fazer Ho'oponopono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ritual se refere a procurar curar aspectos que envolvem outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os procedimentos hawaianos começam com uma respiração denominada Ha. Uma série de Ha consiste em inspirar durante 7 segundos (ou contando 7), reter a respiração contando 7 e exalar contando 7 vezes. Quando tiver esvaziados seus pulmões, retenham a respiração durante uma contagem de 7. Relaxe e permite que seu próprio ritmo respiratório determine por si mesmo quando pode durar sua contagem de 7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se então com as palmas de suas mãos descansando sobre seu colo, com os polegares e dedos indicadores em contato entre si. A seguir, faça 7 ciclos de respiração tal como se explicou acima. Leia a seguinte oração em voz alta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divino Criador, Pai, Mãe e Filho, Todos em Um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Segundo suas crenças, isto pode-se substituir por:&lt;br /&gt;Amado Espírito, amada Unidade de Tudo o que É…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu, meus familiares, amigos, ancestrais e descendentes de alguma maneira o ofendemos ou causamos qualquer tipo de prejuízo à você, a seus familiares, amigos, ancestrais e descendentes em pensamentos, escritos, palavras ou ações desde o princípio da criação até a data presente (pode dizer qual é a data presente), transgredindo ou quebrantando a Unidade de Tudo o que É contra nós ou fora de nós para outros, então nós solicitamos humilde e modestamente ser perdoados por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, pedimos que qualquer tipo de memórias, obstáculos ou energias não desejadas sejam limpas, purificadas, definitivamente desprendidas, liberadas e transmutadas em Pura Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedimos que isto seja feito… e já se realizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras maneiras que podem ser aplicadas em várias ocasiões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo e se despertei sentimentos hostis em você, sinto muito e peço-lhe perdão. Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento. Por favor, perdoe-me por algo que se encontra em meu interior e se manifesta como um problema (em mim ou em você).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras técnicas Ho'oponopono adicionais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnicas para a solução de problemas que podem ser aplicados para restabelecer a própria identidade através da anulação de memórias que reproduzem freqüentemente uma e outra vez os problemas no Subconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Eu te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sua alma experimenta memórias que reproduzem várias vezes situações problemáticas, fale silenciosamente com suas memórias e lhes diga: “Amo-as, queridas memórias. Agradeço a oportunidade de liberá-las e de liberar-me”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu te amo” pode ser repetido muitas vezes. Suas memórias nunca saem de férias ou se retiram a menos que você o faça. “Eu te amo” pode ser usado ainda se você não estiver realmente consciente de qual é o problema. Por exemplo, pode ser aplicado antes de empreender qualquer atividade como fazer uma chamada, responder ao telefone ou antes de entrar em um veículo ao dirigir-se para qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Obrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo pode ser usado sozinho ou junto com o “Te amo”, repetindo mentalmente várias vezes. “Obrigado. Eu te amo”. Ou simplesmente, “Obrigado!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.terraadouradabrasil.com.br/hooponopono.htm"&gt;http://www.terraadouradabrasil.com.br/hooponopono.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.terraadouradabrasil.com.br/hooponopono2.htm"&gt;http://www.terraadouradabrasil.com.br/hooponopono2.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar o livro:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hooponopono.com.br/"&gt;http://www.hooponopono.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-1656521460870426650?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/1656521460870426650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=1656521460870426650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/1656521460870426650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/1656521460870426650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/12/hooponopono.html' title='Ho&apos;oponopono'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVVKaSVvH5I/AAAAAAAAAmA/-_rAG3Bx5oU/s72-c/Dr_Ihaleakala-Hew-Len.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-3881761894023512585</id><published>2008-12-26T17:05:00.008-02:00</published><updated>2008-12-26T17:17:08.865-02:00</updated><title type='text'>A mente das plantas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUrgau4v0I/AAAAAAAAAlw/kZ_uff6GSx8/s1600-h/Sri+Jagadis+Chandra+Bose.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284177573720932162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUrgau4v0I/AAAAAAAAAlw/kZ_uff6GSx8/s400/Sri+Jagadis+Chandra+Bose.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Saindo da Matrix - por Acid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indiano Sri Jagadis Chandra Bose, bacharel em ciências pela Universidade de Londres, físico, químico e gênio, foi contemporâneo e fez trabalhos famosos com Pauli e Einstein. Pertencia ao grupo de sábios internacionais que compunham a "Real Sociedade de Londres", e em 1899 Bose descobriu a "fadiga" dos metais e a sua recuperação por um processo semelhante ao que acontece com os seres humanos e animais. Percebeu nos gráficos que as curvas apresentadas pelo óxido de ferro magnético levemente aquecido eram muito semelhantes às dos músculos. A fadiga podia ser rechaçada e a recuperação adquirida, fazendo-se o uso de massagens leves ou imersão em um banho quente. Outros componentes metálicos procederam de forma semelhante. Bose também providenciou uma experiência de "envenenamento" dos seus metais. Perplexo, descobriu que a reação era análoga às reações dos tecidos musculares aos venenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu Chandra: "Lidando com tais fenômenos, como traçarmos uma linha de demarcação e dizer aqui termina o físico e além começa o fisiológico? Não, não existem as barreiras absolutas. Foi quando me deparei com o mudo testemunho desses registros autônomos e neles percebi uma fase da unidade abrangente que sustenta em seu âmago todas as coisas - as partículas que dançam sob um raio de luz, a vida fecunda que reveste o planeta, os sóis radiantes que brilham sobre nós - foi então que pela primeira vez compreendi um pouco da mensagem proclamada por meus antepassados às margens do Ganges há 30 séculos: Àqueles que na mutação incessante do universo vêem apenas uma coisa, e só a eles, só a eles, pertence a Verdade Eterna."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos metais, Chandra Bose chegou às plantas. Em uma série de experiências, Bose mostrou como elas reagem a estímulos tais como toque, música, veneno, calor e choques elétricos da mesma maneira que animais. Cansam-se quando são superestimuladas. Também mediu reações ao álcool que chegaram perto da embriaguez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Examinando a "planta-telégrafo" (Desmodium Gyrans) cujas folhas simulam os movimentos dos braços da sinalização semafórica, Bose descobriu que o veneno que interrompe esta movimentação também faz parar o coração de um animal. O seu antídoto, em um e outro caso, restaura a vida de todos estes organismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bose encontrou respostas conclusivas de que as plantas se embebedam também com o gim, uísque e outros tipos de bebidas alcoólicas, e de que sob o efeito do álcool cambaleiam como cambaleiam os seres humanos e os animais e aves sob o mesmo estímulo. Também sofrem "ressaca" posterior e necessitam ser ajudadas a se recomporem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cientista anestesiou plantas com clorofórmio e suas reações à anestesia e a recuperação delas quando levadas ao ar fresco eram idênticas às dos animais. Bose usou clorofórmio para anestesiar um pinheiro e replantá-lo, evitando qualquer dano à planta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUrHa0ZEDI/AAAAAAAAAlo/s1MFlFRYpXk/s1600-h/Clive+Backster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284177144247291954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 165px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUrHa0ZEDI/AAAAAAAAAlo/s1MFlFRYpXk/s400/Clive+Backster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 60, outro cientista pioneiro, o Dr. Clive Backster, conseguiu assombrosos resultados de suas experiências com o auxílio de detectores de mentira, certificou-se de que as plantas reagiam a ameaças concretas e potenciais, mutilações, esmigalhamentos, cortes ou aos perigos potenciais representados por cachorros e pessoas que as machucam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um galvanômetro é a parte de um detector de mentiras que, quando ligado a um ser humano por fios que conduzem uma baixa corrente elétrica, faz com que uma agulha se mova - e sua ponta trace um gráfico num papel móvel - em resposta às mais sutis oscilações emocionais. A maneira mais eficaz de provocar num ser humano uma reação tão forte a ponto de causar um salto no galvanômetro é ameaçá-lo em seu bem estar. E foi justamente isso que Backster resolveu fazer com uma Dracena. Ele colocou uma folha da Dracena na xícara de café quente que tomava. Nenhuma reação notável foi registrada pelo medidor. Backster considerou a situação por alguns minutos e concebeu então uma ameaça maior: queimar a folha à qual os eletrodos haviam sido ligados. No instante em que lhe veio à mente a idéia do fogo, antes que ele pudesse se locomover para apanhar um fósforo, ocorreu no gráfico uma mudança dramática, sob forma de uma prolongada ascensão da ponta que realizava o traçado. Poderia a Dracena ter lido a sua mente? Saindo finalmente da sala e voltando com uma caixa de fósforos, ele notou que outra súbita alteração se registrara no gráfico, evidentemente causada pela sua determinação em levar a cabo a ameaça. Mais tarde, enquanto ele assumia atitudes fingidas, como se realmente fosse colocar fogo na planta, já nenhuma reação se notava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidenciava-se que a planta era capaz de distinguir entre a intenção real e a simulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1969, na universidade de Yale, e diante de um grande número de universitários, Backster realizou o "experimento da aranha". As plantas reagiram à entrada de uma aranha no recinto, mesmo antes do fato de que a aranha começasse a correr de alguém que combatia veementemente os seus movimentos. "A impressão que se tinha é de que cada decisão da aranha para escapulir era apreendida pela planta, causando assim uma reação na folha", disse Backster, que viria a afirmar: "talvez as plantas sem olhos consigam enxergar melhor do que nós".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra descoberta feita: a de que as plantas talvez se afinem umas com as outras e que, diante da vida animal, parecem dar menos atenção às suas companheiras. "A última coisa que uma planta espera é que outra lhe crie problemas", disse Backster. O "controle" que as plantas exercem ao seu redor diz respeito aos bichos e seres humanos porque eles "se movem", merecendo, portanto, um controle atento da sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Backster observou também que, ameaçada por um perigo eminente ou um dano grave, uma planta "apaga" ou "desmaia" por autodefesa, semelhante ao procedimento de alguns animais que fingem-se de mortos, como o Gambá. Um caso assim se deu quando Backster recebeu em seu laboratório a visita de um fisiologista canadense, que veio presenciar a reação das plantas. As cinco primeiras plantas testadas não deram sinal algum. Backster esmerou-se na verificação da aparelhagem e em outros expedientes, em vão. A sexta planta, testada após toda esta trabalheira, corajosamente demonstrou as suas habilidades, ainda que de forma fraca. Interessado em saber o que poderia ter influenciado as outras plantas, Backster perguntou ao visitante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por acaso seu trabalho o força a fazer mal às plantas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, eu as torro no forno para obter o seu peso seco para minha análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta e cinco minutos após a saída do fisiologista rumo ao aeroporto, todas as plantas responderam aos testes de Clive Backster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando os fatos acima, Backster chegou à conclusão de que as plantas podem ser levadas ao "desmaio" ou "mesmerizadas" pelos seres humanos, assim como acontece no ritual dos carrascos antes de um animal ser abatido de forma correta (por exemplo, na alimentação Kosher, de origem judaica, procura-se proporcionar ao animal o menor sofrimento possível no abate, para que ele não tenha tido tempo, como defesa, de expelir resíduos químicos nocivos ao paladar e à saúde de quem irá ingerir a sua carne). Este pensamento levou Backster a raciocinar que as plantas e frutos que consumimos "queiram" de fato ser consumidos, mas só numa espécie de ritual amoroso, como uma comunicação real entre o que come e o que é comido - numa "comunhão" do tipo religiosa - e não com a costumeira matança desapiedada. Diz Backster: "Pode ser que um vegetal prefira passar a fazer parte de outra forma de vida a apodrecer no chão, assim como, à sua morte, uma pessoa pode experimentar alívio por encontrar-se num plano de existência mais alto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PhilodendronOutra descoberta interessante foi a de que as plantas não toleram mentiras e falsidades, apontando o falsário através das reações às suas mentiras. O Objetivo do teste era o de provar que "tanto as plantas quanto as células individualizadas captavam sinais através de algum meio de comunicação inexplicado pela ciência". Na experiência foram utilizados um jornalista e um Philodendron (Imbé). A partir da segunda pergunta, após ter revelado a data do seu nascimento de forma correta, o jornalista devia dizer sempre não às perguntas formuladas sobre a sua vida entre os anos de 1925 a 1931. A planta reagiu, de forma veemente, a todas as falsidades ouvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psiquiatra Aristides H. Esser, diretor do centro de pesquisas do Hospital Estadual Orangeburg-Rockland, não acreditando nas conclusões de Backster, resolveu repetir o mesmo teste. Com o auxílio um químico, Douglas Dean, da Escola de Engenharia de Newark, realizou a pesquisa com um criador de Philodendros. O Imbé reagiu a todas as respostas falsas, através do galvanômetro, fazendo com que o Dr. Esser se rendesse aos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Backter demonstrou também que existe um forte vínculo entre as plantas e quem cuida delas, independente das distâncias ou da proximidade da pessoa com a planta. Retornando de uma viagem a Nova York, constatou que as suas plantas manifestaram alegria pela sua volta no exato momento em que, inesperadamente, decidira (ainda lá) a voltar para casa. Sempre que Backster viajava para um ciclo de palestras e falava de suas observações, mostrando um slide da sua "deusa" iniciadora - a Dracena com o qual iniciou seus trabalhos - no mesmo momento ela reagia de forma exuberante, em seu laboratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na véspera do Ano Novo em Nova York, Backster adentrou-se no barulho da Times Square, munido de um caderno e um cronômetro. À medida que se movia entre a massa, anotou suas varias ações, os passos que deu, a pressa que o invadiu ao descer as escadas do metrô, a iminência de ser pisoteado, a ligeira alteração que teve com o vendedor de jornais. Quando voltou ao laboratório, verificou que três de suas plantas, controladas separadamente, tinham mostrado reações similares às suas corriqueiras "aventuras emocionais" na Times Square.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um teste efetuado com seis alunos, cada um deles, de olhos vendados, tirou de um recipiente um papelzinho dobrado. Um dos papéis continha a ordem de torturar e depois destruir completamente uma das duas plantas que estavam na sala. O "criminoso" deveria agir em segredo e nem Backster ou qualquer um dos seus colegas saberia a sua verdadeira identidade. Depois de tudo feito, com o polígrafo ligado na planta sobrevivente, esta planta, através de uma manifestação feroz, indicou o "assassino". Backster excluiu do resultado desta experiência a possibilidade de que a planta houvesse captado a culpa do assassino, uma vez que ele assumira, sem culpas, o seu trabalho em prol da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, ao cortar acidentalmente um dedo e se tratar com Iodo, Backster notou que a planta então submetida ao polígrafo reagiu de imediato, aparentemente afetada por esse fato: a morte de algumas células digitais; sendo que um mesmo padrão se repetia no gráfico sempre que uma planta testemunhava a morte de tecidos vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia a planta, a um nível tão minimizado, ser sensível a todo processo de morte celular que ocorria em seu meio ambiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padrão típico reapareceu, noutra ocasião, quando Backster se preparava para tomar uma porção de iogurte. Ele acabou se dando conta de que o que misturara ao iogurte continha um preservativo químico que exterminava os bacilos vivos presentes no ultimo. Outro padrão inexplicável no gráfico foi finalmente esclarecido ao evidenciar-se que as plantas reagiam também à água quente que escorria pelo esgoto e dava morte às bactérias do esgoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem Backster e nem ninguém, até hoje, sabe ao certo o tipo de onda energética que leva às plantas os sentimentos e idéias de um ser humano ou mesmo de uma célula. O citologista Dr Howard Miller concluiu que uma espécie de "consciência celular" deveria ser comum a toda a vida. Baseado nesta opinião abalizada, Backster pesquisou uma forma de conectar eletrodos a diferentes tipos de células: amebas, paramécios, levedo, culturas de mofo, raspas da boca humana e esperma. A inteligência e sagacidade maior foram demonstradas pelas células do esperma, que foram capazes até de identificar os seus doadores, ignorando a presença de outros. "O resultado obtido leva à hipótese de que uma espécie de memória total possa integrar a simples célula. Sendo assim, talvez, o cérebro seja apenas um mecanismo comutador - e não necessariamente um órgão de armazenamento de lembranças".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A senciência" não parece interromper-se ao nível celular. É provável que desça ao molecular, ao atômico, e mesmo ao subatômico. Todas as coisas já convencionalmente tomadas por inanimadas podem nos impor agora a sua reavaliação". Posteriormente, hipótese parecida recebeu os avais do inventor, engenheiro e bioquímico Itzhak Bentov e do físico teórico Amit Goswami.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pushkin, um professor moscovita, admitiu que as células vegetais da flor reagem a processos ocorridos no sistema nervoso de seres humanos, ou o que vagamente se define como seus "estados emocionais". No encalço de um significado para a reação da flor, ele escreveu: "Talvez entre esses dois sistemas de informações, as células vegetais e o sistema nervoso, exista um vínculo específico. A linguagem da célula vegetal pode estar relacionada à célula nervosa. Embora totalmente diversas, essas células vivas parecem capazes de se compreender mutuamente". Estaria aí o segredo das essências florais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TESTE DOS CAMARÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciente de que só poderia despertar o interesse da ciência para as suas descobertas se as publicasse numa publicação especializada, expondo-as às críticas e ao conhecimento dos cientistas, Clive Backster colocou as mãos na massa. Financiado pela Fundação Parapsicológica da paranormal e célebre Eileen Garret, e com a colaboração de diversos cientistas de diversas áreas, foi concebido um elaborado sistema de controles experimentais que consistia em "Matar células vivas com um mecanismo automático, num momento casual em que ninguém se encontrasse no escritório ou adjacências, e ver como as plantas reagiam".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram escolhidos para as pesquisa camarões de água salgada em estado ótimo de vitalidade, já que havia evidências que o tecido doente ou moribundo não responde aos estímulos remotos e não transmite mensagens. Os camarões seriam colocados em uma tigelinha e esta os despejaria, automaticamente, numa panela de água fervendo. Um programador mecânico acionaria um dispositivo num momento selecionado ao acaso e isto impediria que Backster e seus comandados soubessem a hora exata da ocorrência. Seriam despejadas aleatoriamente outras tigelas de água sem camarões, para servir de controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As plantas selecionadas (Philodendrum Cordatum) foram ligadas ao galvanômetro, três delas em salas separadas. Um quarto galvanômetro foi plugado a uma resistência de valor fixo, para indicar as possíveis variações causadas por intermitências no fornecimento de energia ou por perturbações eletromagnéticas ocorridas perto ou dentro da área da experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Hipótese de Backster era de que "existe uma percepção primária ainda não definida na vida das plantas, que o extermínio da vida animal pode servir de estímulo localizado para demonstrar essa capacidade perceptiva, e que é possível comprovar que a percepção das plantas funciona independentemente do envolvimento humano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que as plantas se comportaram como de costume, reagindo sincronizadamente ao afogamento dos camarõezinhos na água fervente. Cientistas examinaram o sistema automatizado, que lhes revelou que essa reação das plantas se processou de forma consistente - na proporção de cinco para um - contra a possibilidade do "acaso". Foi então publicado um ensaio científico em 1968, no volume X do The International Journal of Parapsycology, so o título: "Evidência sobre a percepção primária na vida vegetal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava dada a partida para que outros cientistas testassem o efeito Backster e repetissem os mesmos resultados. Sete mil cientistas e alunos de 20 universidades reproduziram o experimento, e algumas fundações se ofereceram para propiciar o financiamento das pesquisas. A reação pública se iniciou com um artigo pioneiro publicado pela National Wildlife - em fevereiro de 1969 - apelidando a planta Dracena massangeana de "pop star", pois ela rompera a barreira que nos separava da vida secreta das plantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Backster prosseguiu e aprimorou o seu equipamento, com a aquisição de eletrocardiógrafos e eletroencefalógrafos que produziam leituras muito mais aperfeiçoadas do que as obtidas através do polígrafo e 10 vezes mais fiéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aberto o primeiro véu que nos separa do incogniscível, veio a segunda etapa. O "acaso", mais uma vez, propiciou a Clive Backster uma nova fonte de pesquisas. Tratando do seu cachorrinho, Backster estava no ato de quebrar a casca de um ovo cru, quando uma das suas plantas (que estava "ligada" aos aparelhos), reagiu de forma vigorosa. Backster repetiu a dose no dia seguinte e obteve o mesmo resultado. Nove horas se passaram com ele elaborando gráficos pormenorizados, desta vez tendo os eletrodos ligados ao ovo. Obteve-se a freqüência situada entre 160 e 170 batidas por minuto: correspondente à batida do ritmo cardíaco de um embrião de galinha com três ou quatro dias de incubação. O interessante é que o ovo não estava fertilizado. Dissecando o ovo, Backster verificou que ele não possuía estrutura física circulatória alguma que correspondesse àquela estranha pulsação. "O ovo parecia ter um campo de força situado além donosso conhecimento científico", escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUrCRUXXVI/AAAAAAAAAlg/XzCQHKiINTE/s1600-h/Itzahk+Bentov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284177055797697874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUrCRUXXVI/AAAAAAAAAlg/XzCQHKiINTE/s400/Itzahk+Bentov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Itzahk Bentov, engenheiro, cientista, inventor e místico, fez algumas medições num ovo, e constatou: "Se tomarmos um ovo de galinha e abrirmos nele duas janelas, uma na parte superior e outra na inferior - com cuidado para não danificarmos a sua membrana - e então utilizarmos um voltímetro muito sensível, equipado com dois eletrodos de prata, para tocarmos as regiões expostas da membrana, registraremos, em cima, carga positiva e, embaixo, negativa. No ovo não fertilizado essa voltagem terá um valor constante de 2,40 milivolts. Bentov aconselha mais duas janelas na lateral do ovo, uma oposta a outra, e constataremos que não existe nenhuma diferença de potencial semelhante a dos pólos longitudionais. O que isto indica? A existência de um campo elétrico "disposto ao longo do eixo maior do ovo e que, pelos lados leste, se volta sobre si mesmo". É ao longo da linha que a espinha do pintinho irá se desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUq9YAEmVI/AAAAAAAAAlY/M5OkHVjeCXo/s1600-h/Harold+Saxton+Burr.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284176971692284242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUq9YAEmVI/AAAAAAAAAlY/M5OkHVjeCXo/s400/Harold+Saxton+Burr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há estudos do professor Harold Saxton Burr, professor de anatomia em Yale, sobre organismos vivos, a respeito desta área (Blue Print for Immortality). Burr criou o nome "campos organizadores" da vida, sustentando que eles vêm em primeiro lugar dispondo os átomos e as moléculas do organismo em crescimento para que se modelem na forma adequada. Bentov chama a este processo de "holograma eletromagnético" e após considerações conclui: "Confirmando a idéia de que a nossa matéria (nossos corpos vivos) é mantida junta, coesa, por meio de um padrão de interferência quadridimensional".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos lembra, caso você tenha tido a paciência de ler o post anterior [do Saindo da Matrix], que o perispírito é o molde metafísico para a organização material (física) do embrião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSUNAMI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ondas que devastaram o sudeste asiático em dezembro de 2004 invadiram cerca de 3,5 Km do Parque Nacional Yala, a maior reserva de vida selvagem do Sri Lanka e lar de centenas de elefantes, leopardos e outros animais. Entretanto, segundo o diretor do Departamento de Vida Selvagem do Sri Lanka, H.D. Ratnayake, nenhum animal selvagem foi morto. Não foi possível encontrar nem mesmo uma lebre morta no parque por conta da enchente repentina. Segundo especialistas em comportamento animal do Zoologico de Johannesburg, na África do Sul, apesar da falta de comprovação científica, os animais parecem ter um "sexto sentido" capaz de "sentir" e prever terremotos e erupções vulcânicas, procurando instintivamente um local seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou teria sido as plantas a soar o alarme psíquico, captado pelos animais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/06/a_mente_das_plantas.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/06/a_mente_das_plantas.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-3881761894023512585?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/3881761894023512585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=3881761894023512585' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3881761894023512585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3881761894023512585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/12/extrado-de-saindo-da-matrix-por-acid-o.html' title='A mente das plantas'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SVUrgau4v0I/AAAAAAAAAlw/kZ_uff6GSx8/s72-c/Sri+Jagadis+Chandra+Bose.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-3958262225780807579</id><published>2008-12-20T17:18:00.005-02:00</published><updated>2008-12-21T12:50:44.615-02:00</updated><title type='text'>Ernesto Bozzano - um espírita positivista</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SU1GRPTayZI/AAAAAAAAAlI/duIEaAx62EA/s1600-h/bozzano.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281955199955159442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 174px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SU1GRPTayZI/AAAAAAAAAlI/duIEaAx62EA/s400/bozzano.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De materialista convicto à grande defensor do Espiritismo, Bozzano deixou uma obra de incalculável valor para à humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eminente pensador e cientista italiano, nascido em 9 de janeiro de 1862 na cidade de Gênova e falecido na mesma cidade no dia 24 de junho de 1943. Ernesto Bozzano aos quinze anos de idade já demonstrava uma vocação para o estudo e se interessava por filosofia, psicologia e todas as ciências naturais. Queria encontrar respostas, às múltiplas perguntas que agitavam sua alma juvenil, sobre a natureza humana e o sentido da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falta de apoio familiar não pôde seguir os estudos superiores, mas seu apaixonado amor pelo saber levaram-no a obter com esforço próprio uma sólida formação filosófica e científica. Estudou também por sua conta a língua inglesa, dominando-a perfeitamente. Inicialmente, seu pensamento apresentou tendência para o materialismo e para o positivismo, influenciado pelas doutrinas de Comte e de Spencer, as quais chegou a professar com fervor e intransigência. Admirava acima de tudo o eminente filósofo inglês, a quem considerava como "o Aristóteles dos tempos modernos", por haver construído uma impressionante síntese de todo o conhecimento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois confessaria: "Fui um positivista-materialista a tal ponto convencido que me parecia inverossímil que existissem pessoas cultas, dotadas de bom senso, que pudessem crer na existência e sobrevivência da alma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1891, o senhor Théodule Ribot, professor da Sorbone e diretor da Revue Philosophique, informou-o do lançamento da revista Annales des Sciences Psychiques, dirigida pelo Dr. Dariex e sob a orientação do professor Charles Richet. O professor Ribot exortava-o à leitura da revista com atenção, pois ali se estava propondo um novo enfoque para a psicologia, com a incorporação dos fenômenos supranormais. Sua primeira reação foi de desconforto, pois considerava um verdadeiro escândalo que representantes da ciência oficial discutissem seriamente a possibilidade da transmissão do pensamento ou a aparição de fantasmas. Mas a leitura demorada dos Anais foi removendo progressivamente seus preconceitos, obrigando-o a mudar de opinião. Posteriormente, Bozzano e Richet mantiveram com regularidade uma correspondência franca e afetuosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período apareceu o famoso livro de Gurney, Podmore e Myers, Phantasms of the Living (Fantasmas dos Vivos) em tradução para o francês com o título modificado de Hallucinations Télépatiques (Alucinações Telepáticas) onde um grande número de casos comprovados sobre telepatia, clarividência, premonição, telecinesia, desdobramento, aparições e mediunismo em geral eram apresentados. Bozzano estudou meticulosamente a obra e começaram a dissipar-se as dúvidas que o afligiam. Outra obra que exerceu uma influência significativa sobre Bozzano foi Animismo e Espiritismo, do grande investigador russo Alexander Aksakof. Daí em diante dedicou-se a estudar sistematicamente os fatos espíritas, tomando como roteiro as obras de Kardec, Denis, Delanne, Gibier, Crookes, Wallace, Du Prel e outros eminentes investigadores das ciências psíquicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em busca da comprovação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já havia adquirido um amplo conhecimento teórico, considerou Bozzano ter chegado o momento de comprovar os fatos mediante experiências próprias. Em janeiro de 1899, fundou o Círculo Científico Minerva, um grupo experimental dedicado à verificação dos fenômenos psíquicos e mediúnicos com a participação de vários professores da Universidade de Gênova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante cinco anos, graças ao intenso trabalho efetuado, aquele seleto grupo deu muito o que falar à imprensa italiana e mundial, tanto pela qualidade dos fenômenos que ali ocorriam como pelo rigor científico com que eram estudados. Apresentaram-se manifestações mediúnicas impressionantes, tanto de ordem intelectual como física, tais como a psicofonia, psicografia, xenoglossia, voz e escrita diretas, levitação e, inclusive, a materialização. O desenvolvimento das sessões no Círculo Minerva e seus resultados tornaram-se conhecidos pelo trabalho de seus vários experimentadores, em diversos fascículos, monografias e livros, constituindo um material muito valioso para a bibliografia especializada no tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bozzano passou quase uma década estudando, analisando, comparando, antes de começar a escrever e publicar. Seu primeiro artigo intitulado "Espiritualismo e Crítica Científica", apareceu em dezembro de 1899 na Rivista di Studi Psichici, que era editada em Turim sob a direção de Cesar Baudi de Vesme, e que simultaneamente era editada em francês com o nome de Revue des Etudes Psychiques. A partir daí, e por mais de quarenta anos, trabalhando num ritmo intenso de 14 horas diárias, levando uma vida austera e disciplinada, consagrou-se à redação de artigos, monografias e livros que, se fossem reunidos em volumes de tamanho médio, chegariam ao respeitável número de 15.000 páginas. Fortalecido em seus argumentos, valente em suas informações, Bozzano proclamou a veracidade das teses espíritas e enfrentou com sua argumentação clara e serena os preconceitos acadêmicos e a aversão religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de sua obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela sua amplitude e por estar dividida em centenas de artigos publicados em revistas espíritas e metapsíquicas do mundo não é possível apresentar uma relação completa de sua obra escrita. Não existe tema vinculado à investigação psíquica que tenha escapado a sua observação e análise. Aqui relacionamos alguns livros mais conhecidos e divulgados: Hipótese Espírita e Teoria Científica, Casos de Identificação Espírita, Fenômenos Premonitórios, Os Enigmas da Psicometria, Comunicações Mediúnicas entre os Vivos, Defesa do Espiritismo, Cérebro e Pensamento; Pensamento e Vontade, Manifestações Supranormais entre os Povos Primitivos, A Crise da Morte, Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte, Literatura depois da Morte, Fenômenos de Transportes, Xenoglossia (Mediunidade Poliglota); Breve História dos Raps; Fenômenos de Bilocação; Fenômenos de Assombração; Animismo ou Espiritismo? , A Verdade sobre a Metapsíquica Humana; A Morte e seus Mistérios; Manifestações Metapsíquicas nos Animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi necessário sair em defesa do Espiritismo, não hesitou em discutir com os mais ardentes contraditores, defendendo seus argumentos com a força do raciocínio e apoiando sobre os fatos todas as suas afirmações, sem deter-se em discussões estéreis ou na desqualificação pessoal de seus adversários, a quem sempre ofereceu sua amizade. Assim ocorreu com Sudré, Morselli, Mackenzie e outros estudiosos contrários à interpretação espírita, que sempre demonstraram respeito à inteligência e às qualidades morais de Bozzano. O próprio Richet confessou-lhe em uma carta que foram suas monografias que o fizeram vencer seu ceticismo a respeito da existência e imortalidade do espírito.&lt;br /&gt;Ernesto Bozzano é, sem dúvida, o maior representante italiano do Espiritismo. Sua contribuição a esta "Ciência da Alma" assim chamada por ele, à Metapsíquica e à Parapsicologia é inestimável, contribuindo também na formulação de seus princípios teóricos e em sua demonstração experimental. Seu trabalho constitui uma das mais poderosas demonstrações a favor do reconhecimento da idéia transcendente que haverá de orientar o ser humano em sua ascensão evolutiva: a sobrevivência e continuidade do espírito depois da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado na edição 07 da Revista Cristã de Espiritismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=241&amp;amp;Itemid=42"&gt;http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=241&amp;amp;Itemid=42&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;Links Interessantes: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://souespirita.blogspot.com/2007/09/biografia-ernesto-bozzano.html"&gt;http://souespirita.blogspot.com/2007/09/biografia-ernesto-bozzano.html&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Ernesto%20Bozzano/LIVROS%20ESPIRITAS%20GRATIS.htm"&gt;http://www.autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Ernesto%20Bozzano/LIVROS%20ESPIRITAS%20GRATIS.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-3958262225780807579?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/3958262225780807579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=3958262225780807579' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3958262225780807579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3958262225780807579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/12/ernesto-bozzano.html' title='Ernesto Bozzano - um espírita positivista'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SU1GRPTayZI/AAAAAAAAAlI/duIEaAx62EA/s72-c/bozzano.gif' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-5911433211343678307</id><published>2008-12-10T20:49:00.003-02:00</published><updated>2008-12-10T21:00:43.204-02:00</updated><title type='text'>Reiki estimula resposta imunológica</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SUBIj_KPhMI/AAAAAAAAAks/RZZevHYhji0/s1600-h/reiki.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278298546365236418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 382px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SUBIj_KPhMI/AAAAAAAAAks/RZZevHYhji0/s400/reiki.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com Ricardo Monezi, biólogo pesquisador da UNIFESP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reiki - técnica de imposição de mãos desenvolvida no final do século XIX pelo teólogo japonês Mikao Usui - pode ser uma ferramenta auxiliar no tratamento de doenças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos garantem, sem pestanejar, que pode. Mas a confirmação científica dessa possibilidade começa a se consolidar agora, a partir de pesquisas como a do biólogo Ricardo Monezi, da Universidade Federal de São Paulo, que indica interferência favorável da técnica no tratamento de animais de laboratório com câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Monezi, o Reiki age positivamente na redução do nível de estresse, uma das possíveis causas do surgimento, agravamento e até comprometimento do tratamento de doenças crônicas como o diabetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAS MÃOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O biólogo Ricardo Monezi estuda na Unifesp os efeitos do reiki, uma técnica manual, em pacientes como a dona de casa Mariana Girão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante cinco anos, Monezi conduziu uma pesquisa com camundongos para saber se o Reiki interferiria positivamente no tratamento contra o câncer. Ele montou três grupos de camundongos. O primeiro não recebeu tratamento; o segundo recebeu tratamento falso - a imposição de mãos foi feita com a colocação de luvas presas a duas hastes de madeira; e o terceiro foi tratado com Reiki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monezi analisou o comportamento dos linfócitos - que são os responsáveis pela defesa imunológica do organismo - frente a um tumor e concluiu que os ratos submetidos ao Reiki mostraram aumento da capacidade de enfrentar a doença. O mesmo padrão foi observado com tumores mais agressivos. Os animais foram submetidos ao Reiki durante quatro dias, em sessões de 15 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o biólogo, esses resultados afastam a hipótese de que o sucesso do tratamento seja resultado de sugestão psicológica. A próxima etapa de sua pesquisa será observar o uso do Reiki em seres humanos. A intenção é verificar se o Reiki pode colaborar para reduzir o estresse e melhorar a imunidade de pacientes idosos, que muitas vezes sofrem baixa em sua resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Reiki significa Energia Vital Universal. Seus criadores basearam-se na crença de que a energia liberada por um praticante de Reiki envolve o paciente, atuando sobre seu corpo físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista físico, explica o pesquisador, o ser humano é constituído por energia - o que pode ser observado, por exemplo, no eletrocardiograma, que mede a função elétrica do coração. Desde a década de 80, diversas correntes de pesquisa têm buscado embasamento científico para a teoria que fundamenta o Reiki e outras técnicas de imposição de mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas têm constatado, como efeitos, sensação de bem-estar, diminuição de sintomas relacionados ao estresse e sensação de relaxamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há trabalhos que indicam a técnica no tratamento de ansiedade, depressão e fobias como a síndrome do pânico. Monezi fala em indicação terapêutica complementar. Isto é, uma terapia de apoio ao tratamento convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVISTA ÉPOCA – edição 459 (21/03/2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desejar maiores informações, acesse o google e digite o nome do biólogo, você pode ter acesso inclusive à tese de mestrado defendida por ele na UNIFESP, na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Enviado por Laura ao grupo Psicomundrungo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Para ler mais: &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76499-6014-459-1,00-APRENDA+A+RESPIRAR+NUM+MUNDO+IRRESPIRAVEL.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76499-6014-459-1,00-APRENDA+A+RESPIRAR+NUM+MUNDO+IRRESPIRAVEL.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-5911433211343678307?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/5911433211343678307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=5911433211343678307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5911433211343678307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/5911433211343678307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/12/reiki-estimula-resposta-imunolgica.html' title='Reiki estimula resposta imunológica'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SUBIj_KPhMI/AAAAAAAAAks/RZZevHYhji0/s72-c/reiki.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-79927585224434694</id><published>2008-12-08T10:50:00.003-02:00</published><updated>2008-12-08T11:05:10.658-02:00</updated><title type='text'>Efeito retroativo da prece?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/ST0ZBJShUuI/AAAAAAAAAkc/3YGN9ngLTy0/s1600-h/Ora%C3%A7%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277401845812253410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/ST0ZBJShUuI/AAAAAAAAAkc/3YGN9ngLTy0/s400/Ora%C3%A7%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O poder da reza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTARDO CALLIGARIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mistério: estudo mostra que uma reza &lt;br /&gt;retroativa ajudou pacientes anos depois da internação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM AMIGO médico, Décio Mion, me fez conhecer um estranho debate que ocupou, de 2001 a 2003, as páginas do seríssimo "British Medical Journal". Premissa: várias pesquisas, há tempos, mostram os efeitos positivos da reza numa variedade de condições patológicas. Documenta-se que o doente encontra benefícios (quanto ao andamento de sua enfermidade) no ato de rezar ou na consciência de que seus próximos rezam por ele. Até aqui, tudo bem: o paciente acharia assim uma paz de espírito que melhora sua evolução. A coisa se complica: às vezes, as pesquisas mostram que a prece traz benefícios mesmo quando alguém reza por um doente sem que ele próprio saiba disso. Como explicar esses casos? Talvez o benefício seja fruto de uma intervenção caridosa da divindade solicitada, mas essa explicação depende de um ato de fé que não cabe na interpretação de uma pesquisa científica. Além disso, é curioso que os benefícios apareçam seja qual for o deus ou o intercessor que receba a oração. Resta, pois, imaginar que a intenção humana (o esforço cerebral de quem deseja que algo aconteça e reza por isso) tenha alguma realidade material (energia, partículas etc.) capaz de influir no andamento de um processo patológico. Estranho? Nem tanto: afinal, até poucas décadas atrás, ignorávamos a existência de uma série de partículas que, segundo a física de hoje, povoam nosso universo. Por que as nossas intenções não movimentariam uma energia desconhecida, mas capaz de alterar o mundo físico? Nos EUA, nos anos 60-70, foram organizadas reuniões diante da Casa Branca com a idéia de que, se todos se concentrassem, a energia do dissenso faria levitar a residência do presidente norte-americano. Embora cético, participei, convencido por um amigo que dizia: "Tentar não dói". Claro, não funcionou. Ora, no fim de 2001, o "British Medical Journal", depois de um editorial lembrando que a razão não explica tudo, publicou uma pesquisa, de L. Leibovici (BMJ, 2001, 323), que registra os efeitos benéficos (em pacientes com septicemia) de uma reza afastada não só no espaço, mas também no tempo. Explico. Foram incluídos no estudo todos os pacientes internados com septicemia, de 1990 a 1996, num hospital israelense; eram 3393. Em 2000 (de quatro a dez anos mais tarde), por um processo rigorosamente aleatório, os arquivos desses pacientes foram divididos em dois grupos: um grupo pelo qual haveria reza e um grupo de controle. Para cada nome do primeiro grupo, foi dita uma breve reza que pedia a recuperação do paciente e do grupo inteiro. Resultado: no grupo que recebeu uma reza em 2000, a mortalidade foi (ou melhor, fora, de 90 a 96) inferior, embora de maneira pouco significativa; no mesmo grupo, a duração da febre e da hospitalização fora (ou melhor, havia sido, de 90 a 96) significativamente menor. A publicação da pesquisa provocou uma enxurrada de cartas (BMJ, 2002, 324), algumas contestando as estatísticas, outras manifestando uma certa incompreensão do problema, que é o seguinte: como entender que uma reza possa agir não só sem que o paciente tenha consciência da intercessão pedida (com possível efeito psicológico positivo), mas à distância no tempo? Como entender, em suma, que uma reza dita em 2000 tenha um efeito retroativo em alguém que estava doente entre 90 e 96, quando a pesquisa e a reza nem sequer estavam sendo cogitadas? Uma tentativa de resposta veio em 2003. O "BMJ" (2003, 327) publicou um interessante e enigmático artigo de Olshansky e Dossey, "History and Mystery" (história e mistério), em que os dois médicos dão prova de conhecimentos de física quântica muito acima de minha cabeça. O argumento de fundo é o seguinte: há modelos do espaço-tempo nos quais é possível que haja relações físicas entre o passado e o presente (ou seja, modelos em que o presente pode alterar o passado).Que o leitor não me peça para explicar como isso aconteceria. As dimensões do "espaço de Calabi-Yan" e os "campos bosônicos", para mim, são tão obscuros quanto os ectoplasmas, os espíritos e os milagres. Moral da história: embaixo do sol (ou da chuva), deve haver muito mais do que imaginamos, até porque nossa ciência está longe de ser acabada. Alguns colegas positivistas talvez durmam mal com esse barulho. Eu não acredito nas paranormalidades, mas, em geral, durmo melhor ninado pelo mistério do que pelas certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://diacrianos.blogspot.com/2008/01/o-tempo.html"&gt;http://diacrianos.blogspot.com/2008/01/o-tempo.html&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-79927585224434694?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/79927585224434694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=79927585224434694' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/79927585224434694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/79927585224434694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/12/efeito-retroativo-da-prece.html' title='Efeito retroativo da prece?'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/ST0ZBJShUuI/AAAAAAAAAkc/3YGN9ngLTy0/s72-c/Ora%C3%A7%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-2140854485215358488</id><published>2008-12-03T18:17:00.003-02:00</published><updated>2008-12-03T18:27:24.804-02:00</updated><title type='text'>Chi Kung</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/STbqRwrhjnI/AAAAAAAAAkM/zNe_Mv7a0bw/s1600-h/Chi+Kung.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275661604357246578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/STbqRwrhjnI/AAAAAAAAAkM/zNe_Mv7a0bw/s400/Chi+Kung.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Chi Kung ("Treinamento de Energia") é, provavelmente, uma das práticas de saúde mais antigas conhecidas na China. Surgido dentro das antigas danças xamânicas (Daoyn), foi incorporado por taoístas e budistas e recebeu influência das práticas indianas do chamado Pranayama (ciência yogue do controle da respiração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É composto pela soma entre respiração e movimento - as respirações variam em velocidade, profundidade e vigor, conforme o resultado desejado. O objetivo é cultivar o Chi (energia vital), aumentar a força, melhorar a saúde e, dentro das práticas religiosas, facilitar a transcendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chi Kung da respiração Interna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Michael Winn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem literalmente, milhares de técnicas de respiração ensinadas pelas diversas tradições espirituais de todo o mundo. Existem muitos livros que ensinam a respirar e o que fazer com a sua respiração. A respiração é usada para diminuir o stress, para a cura de problemas psicológicos e para renascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chi Kung taoista (se escreve também “Qigong”) usa a respiração de uma forma bem diferente das muitas técnicas de respiração orientais. Se você for para a India poderá observar que a maioria dos métodos de respiração, são classificadas ali como pranayama, método que pratiquei durante muitos anos até descobrir o taoista. As escolas de Yoga procuram usar métodos mentais de controle da respiração. No método taoista a forma de controle é bem diferente: não há contagem numérica ou o uso de certos ritmos e nem formas de ensinar á inteligência dos pulmões como ele deve respirar. O Objetivo dos métodos taoistas é cultivar a capacidade natural e espontânea, a inteligência do corpo e do “espírito dos pulmões”, para que atinjam níveis profundos da respiração natural. O significado básico da palavra Chi (ou Qi) é “respiração sutil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você praticar os exercícios que chamo de Chi Kung Fundamental, aprenderá a fazer os seis sons que curam dos animais, que são em essência técnicas de respiração. Esta técnica ensina os órgãos internos a se abrirem e a aprenderem a respirar. Aprendemos que a respiração não está limitada aos pulmões, que o fígado, o baço e os rins também respiram de uma forma sutil, percebida como uma pulsação regular e diferente, acontecendo dentro do corpo de uma forma energética e física. Este método de respiração Chi, concentra-se na expiração que relaxa, limpa e liberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usamos também a respiração da pele – que acontece quando você respira através dos poros da pele. Este método precisa de um treinamento energético e considera a pele como uma extensão externa da membrana dos pulmões. Eles se tornam, energeticamente falando, um único órgão. Dentro da tradição taoista, existem muitos métodos diferentes de respirar e isto é uma de suas características básicas. Para os taoistas, a respiração ativa e expressa as funções rítmicas Yin e Yang do corpo. Eles usam estes ritmos energéticos do corpo, como meios de comunicação com o corpo do Tao, que se manifesta na natureza viva ou cosmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dos meus métodos favoritos de respiração do Chi Kung é o que chamo de “a respiração do oceano”. Neste método você cria uma ressonância rítmica entre sua respiração física e o movimento das ondas do oceano. Este movimento se torna um tipo de “respiração interna do Chi” porque a mente se concentra num movimento de ondas que acontece profundamente dentro dos principais canais de energia do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de buscar novas praticas de respiração deveríamos nos perguntar o que é a respiração? O que significa respirar? As pessoas sempre acreditam em falsas definições sobre isto. O Chi Kung taoista sempre usa movimentos e técnicas diferentes para ativar a respiração natural de todo o corpo. Quando você aprende através do movimento, o corpo se lembra e aprende de uma forma mais profunda. Porque o movimento é algo que o corpo faz o tempo todo. E enquanto nos movimentamos e pulsamos, todo o corpo respira como um bloco único. Construir a unidade corporal é um pré-requisito para construirmos a unidade consciente de nosso ego fragmentado. Este é o ponto fraco de nossa psicologia ocidental, a não compreensão da inteligência e do potencial do corpo para integrar o ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos sobre a respiração precisamos distinguir entre a respiração interna e a externa. A respiração externa é o nível físico de oxigênio que entra e sai dos pulmões. Mas atrás deste movimento de ar que entra e sai do corpo se esconde uma pergunta: quem ou o que controla o movimento no processo da respiração? Algo causa o movimento dos pulmões. Chamar isto de “ sistema nervoso autômato do corpo”, não responde a esta questão, apenas esconde o problema debaixo de uma linguagem mecanicista. Há uma espécie de inteligência atuando no processo da respirar, que estamos interessados em conhecer. Estamos interessados em saber: “Como esta inteligência funciona?” Como ela decide quando e como devemos respirar? A resposta a esta questão nos leva a muitas outras questões sobre energias sutis e espirituais. O estudo do Chi Kung (qigong) e do Neidan kung (neidangong), ou da Alquimia Interna Taoista, pode nos trazer respostas profundas a estas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método interno taoista da respiração interna Chi, que aprendi e refinei durante vários anos, é o método de respiração mais poderoso dos que já experimentei e testei, nas diferentes tradições que conheci. Isto porque é o que mais se harmoniza com os movimentos essenciais da força da vida. Toda forma de Chi Kung é em essência, um método de cultivar a nossa relação com a força da vida, com a pulsação do campo de Chi, que existe infinitamente a nossa volta e em todas as direções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo do Chi Interno se estende de dentro de nós infinitamente para todas as direções e dimensões internas. Ele trabalha esta relação entre os campos de chi interno e externo, usando o Nei Kung, “a respiração da mente”, coordenada com o movimento do Chi Kung e a respiração física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força da vida ou a função dos campos de energia Chi, “respiram” por 3 vias, chamadas pela cultura tradicional chinesa de yin, yang e yuan. Estas palavras de difícil tradução, se referem à força positiva, negativa e neutra. Yuan também significa “Chi Original” ou respiração original. O Chi Yin, na respiração, é a energia do Chi se movendo para dentro, é a inspiração e a contração. O Chi Yang é a expiração, a expansão o exalar. O terceiro tipo de energia, yuan, a energia neutra e original do Chi, poderia ser comparada de uma forma grosseira ao espaço, entre a inspiração e a expiração quando nos referimos a respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, estamos em verdade, nos relacionando com a força da vida a cada respiração, porque ao respirar estamos inspirando, expirando e fazendo uma pausa entre ambas, mesmo que seja uma pausa curta. Nossa natureza intima, a forma com que fomos criados para respirar, espelha a estrutura de movimento da força da vida agindo dentro de nós. Sendo assim, realizar a respiração interna do Chi não é nada novo, e sim, algo que nos ensina a compreender profundamente o que realmente estamos fazendo a cada respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos nos perguntar, o que é exatamente “a respiração interna Chi” ? Compreender isto é compreender a relação entre a respiração física e a respiração de nosso corpo energético. Nosso corpo energético é, nada mais, do que a soma total de todos os nossos canais de energia e toda a energia sutil de nossa mente/corpo e suas funções, que formam os traços de nossa personalidade. A maioria das pessoas não tem consciência desta relação porque vivem olhando o mundo como um mundo material cheio de coisas sólidas. Eles não olham o mundo como um processo energético. Quanto mais fundo você for na forma de olhar o mundo do Chi Kung, vai perceber mais o mundo como um campo de energia mutante. Vai perceber que o seu corpo e a sua respiração não são coisas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os processos do mundo físico estão relacionados aos campos de energia. Os padrões de energia é que determinam os padrões de sua respiração física, e não o contrário. Você pode mudar o padrão de sua respiração, mas para fazer isto, você precisa já ter feito a mudança no seu padrão energético. A mudança energética sempre precede a mudança do padrão de sua respiração física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos em respiração interna Chi, estamos realmente falando em algo mais sutil do que o ar que entra e sai do pulmão. Você pode chamar este campo de energia Chi de mente, ou de matriz da mente , você pode chama-lo do que quiser, mas este campo está vibrando o tempo todo e pulsando como tudo que existe no universo. Ele precisa estar sempre em movimento. Se este campo de energia para, é a morte. Isto não significa que se você tiver uma respiração física difícil você está perto de morrer. È possível se ter uma respiração fisica fraca e uma respiração Chi bem profunda. Isto não é muito comum para a maioria das pessoas. A maioria que respira mal, tem também um movimento ruim de energia no corpo. Está não é uma boa condição de saúde, a inteligência de seus órgãos se ressente com esta condição e começa a apresentar problemas externos, implorando pelo ar, começam a chorar pedindo ar e um grande números de problemas físicos começam a aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respiração interna Chi cura todos estes problemas na mesma proporção em que surgiram, unificando a respiração física com a respiração sutil. A melhor forma de conseguir isto é encontrar um professor de Chi Kung, que saiba ensinar esta prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminando vou ensinar uma prática simples de respiração: A respiração do oceano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pé com os pés abertos na mesma distancia dos ombros. Relaxe a sua respiração, sorria e leve a sua atenção para o centro do corpo, para o nível do umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balance o corpo suavemente, inspire enquanto balança para frente, colocando o peso do corpo sobre a frente da sola dos pés, e expire enquanto balança para trás, colocando o peso do corpo no calcanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando inspirar, levante os braços levemente para cima, como se estivesse imitando as ondas. Quando expirar, deixe seus braços caírem suavemente. Suas mãos não tocam no corpo neste exercício, mas você pode imagina-las pulsando e criando uma bola de energia que irradia de seu umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que sentir a sensação de onda crescendo, sinta-a penetrando profundamente em seu corpo, na dimensão interna do corpo, e pulsando novamente de volta para fora do corpo. Sinta esta onda se expandindo para fora, para além de seu corpo, para tão longe quanto consiga ainda sentir a sua pulsação. Pratique o tanto que quiser e se sentir bem. Você vai se sentir muito relaxado e energizado com este exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminar. Cubra seu umbigo com as mãos e preste atenção na vibração sutil e na sensação morna pulsante da energia fluindo em seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte dos textos:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.healing-tao.com.br/artigos/chikung.htm"&gt;http://www.healing-tao.com.br/artigos/chikung.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.shaolincuritiba.com.br/chikung3.html"&gt;http://www.shaolincuritiba.com.br/chikung3.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link Interessante:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.taochia.pro.br/chikung.htm"&gt;http://www.taochia.pro.br/chikung.htm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-2140854485215358488?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/2140854485215358488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=2140854485215358488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/2140854485215358488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/2140854485215358488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/12/chi-kung.html' title='Chi Kung'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/STbqRwrhjnI/AAAAAAAAAkM/zNe_Mv7a0bw/s72-c/Chi+Kung.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-7109074383051448311</id><published>2008-11-26T18:47:00.004-02:00</published><updated>2008-11-26T19:14:15.160-02:00</updated><title type='text'>Kenneth Ring e o Projeto Ômega</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SS22GIvLVMI/AAAAAAAAAj0/GOFcNU71E4k/s1600-h/Kenneth+Ring.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273070955261547714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 361px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SS22GIvLVMI/AAAAAAAAAj0/GOFcNU71E4k/s400/Kenneth+Ring.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, foi lançada a obra Project Omega [Projeto Omega], de autoria de Kenneth Ring, contendo relatos sobre abduções e experiências de quase morte, conhecidas como ECD. Ring dedicou ao assunto grande parte de sua vida, por crer que ambos os tipos de experiências fossem muito semelhantes. Seu livro retrata não só a realidade da abdução, analisando sua ocorrência entre pessoas em diversas partes no mundo, como também o impacto que esse fenômeno vêm causando na vida de seus protagonistas. E fez uma correlação com experiências de quase morte, aquelas em que uma pessoa passa alguns instantes – de alguns segundos até horas – com morte clínica. Qual é a relação existente entre esses dois acontecimentos? Que paralelismo surge entre a abdução propriamente dita e as experiências de quase morte? Ou ainda, que semelhanças existem entre a abdução e as denominadas experiências fora do corpo (EFC)? Em meados de 1993, com o lançamento do livro Secret Life, de David Jacobs [Vida Secreta, recém publicado no Brasil pela Rosa dos Tempos.], contendo abundantes depoimentos de pessoas que afirmam ter sido seqüestradas por extraterrestres, muita coisa nova se aprendeu sobre as abduções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os casos narrados, havia vários que se tratavam de experiências de quase morte ou fora do corpo. Certos casos se parecem mais com uma viagem astral do que a uma abdução convencional, pois diversas testemunhas alegam atravessar janelas (apesar destas estarem fechadas), ou afirmam flutuar através de túneis luminosos. Outro exemplo da semelhança entre ambos os fatos aparece quando testemunhas afirmam que atravessaram objetos sólidos como se a matéria não representasse obstáculos para elas. Logo, é necessário apurar se realmente esses casos têm de fato ligação com o fenômeno da abdução. No caso das experiências fora do corpo, assim como das também populares experiências próximas à morte, vários trabalhos documentados de investigadores como Raymond Moody, Elizabeth Kübler-Ross ou Melvin Morse parecem demonstrar que existe um toque de realidade nestes fatos, principalmente no que concerne às abduções. Moody entende que através da hipnose – uma ferramenta muito importante para as investigações – o estudo dos raptos por alienígenas tem sido desenvolvido mais facilmente, apesar de ser objeto de controvérsias em relação à veracidade das recordações que os abduzidos relatam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma experiência de abdução, o raptado pode padecer ou apresentar uma amnésia temporária, e somente uma hipnose regressiva pode ser capaz de recuperar as informações perdidas. Até hoje, ninguém havia pesquisado a relação existente entre fenômenos tão díspares como as experiências próximas à morte e as abduções, apesar de muitos pesquisadores anunciarem que a inteligência escondida atrás desses fenômenos era a mesma. É o caso de Ignacio Darnaude, conforme publicado em uma matéria na revista espanhola Más Allá de La Ciencia. Na publicação, Darnaude reconhece similaridades marcantes entre ECD, EFC e os seqüestros por alienígenas. “Não escapa a qualquer atento observador que esse quebra-cabeças fenomenológico é sempre o mesmo através dos séculos, causado por energias intencionais dedicadas a interagir com o ser humano”, disse o autor. Para ele, tais inteligências por trás de todos estes fenômenos vêm se adaptando à nossa realidade, mediante um disfarce simbólico aplicado a cada época, cultura e costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciência Planetária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta conclusão também chegou Kenneth Ring, professor emérito de Psicologia na Universidade de Connecticut. De acordo com as investigações deste autor, “a Humanidade como um todo está lutando coletivamente para despertar um tipo de consciência nova e superior, à qual muitos já vêm chamando de consciência planetária. As experiências próximas à morte, assim como as abduções, a partir desta perspectiva seriam um instrumento evolutivo para provocar esta transformação ao longo dos anos em milhões de pessoas”. O próprio Whitley Strieber, conhecido escritor norte-americano e vítima de abdução, reconhecia no prólogo do livro de Ring que, para a vida das vítimas, as abduções têm um efeito posterior imediato e estranho. Tanto as experiências próximas à morte como os supostos encontros com extraterrestres representam um poderoso material psicológico para estudos nesse campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, também o professor de Psiquiatria John E. Mack advertiu que muitas das pessoas que têm vivido experiências de abduções ou contatos com seres extraterrestres vêm desenvolvendo uma profunda consciência ecológica e uma intensa preocupação pela sobrevivência de nosso planeta. Na opinião de Ring, a chave para solucionar o caso dessas experiências de contato com a morte e as abduções realizadas por alienígenas reside no estudo de seus efeitos posteriores, ou seja, está precisamente ligada às conseqüências que tais fatos ocasionam nas vítimas futuramente, o que resulta numa grande revelação. Poderíamos resumir essa hipótese dizendo que a pessoa que passou por qualquer das duas experiências amadureceu notavelmente. Ring se refere a esta transformação como a uma semente, devido a sua capacidade de crescer e se desenvolver com o passar do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As experiências próximas à morte podem modificar drasticamente a personalidade do indivíduo, pois as pessoas que estiveram diante de tais vivências têm desenvolvido uma extrema fé religiosa, demonstrando que passaram a perceber melhor o que o ser humano representa no Universo”, afirma Ring. Pode ser que tal crença seja falsa ou supersticiosa, mas evidencia que tal mudança no modo de ver o mundo caracteriza o ponto de origem de uma nova crença religiosa. Normalmente, o indivíduo que passou tanto por uma experiência de contato com a morte quanto por uma visita de ETs a relata primeiramente a um investigador, pois este é visto como um verdadeiro confessor, disposto a escutar o que os abduzidos têm a dizer e a conhecer suas sensações mais profundas. Quem passou por tais experiências evita relatá-las a seus familiares ou amigos. Frases como “o mais impressionante que me aconteceu” ou “foi simplesmente indescritível” são habituais quando examinamos ambos os casos de EFC, ECD e de contatos com alienígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, várias fundações de ajuda a testemunhas ou vítimas dessas situações têm oferecido terapias para auxiliá-las a compreender melhor suas experiências. Mas existe o risco de que essas instituições contribuam para que todas as pessoas que viveram EFC e ECD creiam ter vivido unicamente experiências relacionadas com contatos extraterrestres. É preciso que se separe os assuntos e que os mesmos sejam tratados de forma diferenciada. Em um apêndice de Project Omega, Strieber diz que testemunhas de uma experiência próxima à morte, que passam pelo constumeiro “túnel de luz”, fazem praticamente o mesmo trajeto pelo qual flutuam os abduzidos até uma eventual nave extraterrestre. Não seriam dois caminhos para se chegar a um mesmo fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo de Josep Guijarro, que é escritor da revista espanhola Mas Allá de La Ciencia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-7109074383051448311?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/7109074383051448311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=7109074383051448311' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7109074383051448311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7109074383051448311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/11/kenneth-ring-e-o-projeto-mega.html' title='Kenneth Ring e o Projeto Ômega'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SS22GIvLVMI/AAAAAAAAAj0/GOFcNU71E4k/s72-c/Kenneth+Ring.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-4740202487622844982</id><published>2008-11-20T16:07:00.002-02:00</published><updated>2008-11-20T16:12:22.697-02:00</updated><title type='text'>Courtney Brown e a Visão Remota</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SSWn7A6JIUI/AAAAAAAAAjk/AJ9aOGv90po/s1600-h/Courtney+Brown.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270803571205022018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SSWn7A6JIUI/AAAAAAAAAjk/AJ9aOGv90po/s400/Courtney+Brown.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um fascinante campo de estudos surgido há pouco mais de uma década e em franco crescimento em todo o mundo, promete facilitar a pesquisa ufológica. Ainda que com muita polêmica. Trata se da visão remota ou RV, do inglês remote viewing. A disciplina, como todas as novidades que desafiam o conhecimento ortodoxo, aglutina curiosos e cientistas de vanguarda, que buscam descobrir mistérios à distância apenas com o uso da mente. Um expert no assunto é o professor Courtney Brown, catedrático de ciências políticas da Emory University, em Atlanta, Estados Unidos. Autor de dois livros pioneiros na área, Brown não apenas investiga e divulga o assunto, como garante que a faculdade de visão remota pode ser exercida pela maioria das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em geral, não há necessidade da pessoa ter alguma capacidade paranormal, mas ela ajuda e é essencial que o interessado em praticar visão remota tenha muito tratamento e disciplina”, diz Brown. Seu primeiro livro, Cosmic Voyage [Viagem Cósmica], foi recebido com espanto pela comunidade científica dos EUA. Mas a obra foi considerada por eminentes ufólogos como uma viagem extraordinária a um dos mais profundos mistérios sobre contatos extraterrestres e o futuro da humanidade, como definiu Budd Hopkins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro Cosmic Voyage [Viagem Cósmica]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cosmic Voyage descreve o que Brown e um grupo de pessoas descobriram sobre os UFOs e extraterrestres através da visão remota – entre outras coisas, que há possibilidade de contatos com ETs através do método. Mas o autor não parou por aí e em seu segundo livro, Cosmic Explorers [Exploradores Cósmicos], aprofundou-se ainda mais na questão, discutindo com os leitores técnicas que desenvolveu para a prática da visão remota. Confira a entrevista concedida à Revista UFO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — Professor Brown, em 1996 houve um grande alarde sobre visão remota. Pela primeira vez, a CIA e o Pentágono liberaram documentos em que declararam ter feito serviços de espionagem por intermédio de médiuns para descobrir alvos inimigos. O senhor especializou-se nessa área e lançou dois livros. Como desenvolveu seus estudos e quais foram os resultados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — Esta capacidade extra-sensorial foi inicialmente estudada por Ingo Swann, um médium e gênio que a possuía RV abundantemente, e passou a investigar o tema. Swann alega ter descoberto o que seu espírito fazia quando recebia impressões das mais remotas regiões do planeta, usando a técnica. Viessem as impressões do quarto ao lado ao seu ou de regiões longínquas do globo, a pergunta continuava sendo: como se consegue receber estas informações? Mentalmente? Após desenvolver essa capacidade, a questão se tornou bastante clara e ele, então, passou a defender que qualquer um podia fazer o mesmo. E colocou-se a ensinar a técnica aos outros. Em seguida, Swann ofereceu seus serviços aos militares e estes se interessaram, pois podiam obter informações sobre bases militares inimigas sem expor a vida de agentes e espiões, evitando assim riscos como prisões e torturas dos mesmos. Swann foi solicitado a formar 19 militares norte-americanos de uma unidade especial, que usaram suas faculdades para adquirir informações específicas à distância – e muitos obtiveram sucesso. Os generais estavam preocupados se poderia haver nos campos de batalha inimigos novos modelos de tanques, novas armas que ainda não conheciam e sobre as quais não estariam preparados à altura. E todas estas informações foram obtidas por Swann e seus homens. Estes “espiões PSI” chegaram a ter uma quota de acerto de 80% a 85% das tentativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — Como o senhor soube desta unidade militar e de que forma chegou até ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — Foi acidentalmente que entrei em contato com alguns ex-associados desta unidade, e fiquei espantado. Não sabia que ela existia... Hoje em dia todo mundo tem conhecimento deste projeto do governo, pois muitos documentos foram liberados pela CIA durante a administração Carter. Até o ex-diretor da Agência, o almirante Stanfield Turner, deu uma entrevista pela tevê em que falou sobre programas antes secretos, como Grillflame, Hourglass, Stargate etc. Esse assunto também foi veiculado em várias revistas. Na época, isto tudo era novidade para mim, e acabei descobrindo que a pesquisa da RV não era propriamente coordenada pela CIA, mas pela Agência de Inteligência de Defesa, a DIA [Defense Intelligence Agency]. Queria saber mais sobre o assunto e um dos integrantes me convidou para fazer o curso, baseado em princípios militares. Porém, não quis usar os conhecimentos que vim a adquirir para fins bélicos e sim científicos – principalmente voltados para o Fenômeno UFO. E tudo que consegui através desta técnica está em meu livro Cosmic Voyage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — Quais foram os resultados obtidos com os procedimentos de SRV em Marte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — O assombroso é que algo que eu chamo de “espírito do espaço” ou “alma do espaço”, seja lá o que for, aparece em nossas prospecções. Por exemplo, pedimos aos praticantes que captem um número específico que esteja associado e esse espírito, para efeitos de comparação. E todos captam o mesmo número. Então, todos os resultados são analisados seguindo normas idênticas: um técnico do instituto faz uma série de perguntas selecionadas do manual, a cada sensitivo. Assim é que era feito pelos militares, uma técnica que nós revisamos, adaptamos e sistematizamos para nosso trabalho. O sensitivo deve seguir todos os protocolos do manual, para que suas respostas constituam uma seqüência lógica de fatos, com começo, meio e fim. A SRV é um tanto complicada de se analisar. Por isso, é necessária muita cautela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — O senhor vê possibilidade de contatos com seres extraterrestres através da SRV?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — Sim, desde que feito cientificamente, para que seja aceitável. A linguagem da SRV serve como uma forma de comunicação entre nós e este espírito do espaço, de onde quer que seja. Cada vez mais nos assombramos com a exatidão dos resultados obtidos por diversos sensitivos, quando fazemos nosso trabalho tendo como alvo Marte. Mantemos um arquivo destas sessões e comparamos os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — O senhor analisou diversos aspectos da fenomenologia ufológica. Quais são suas conclusões quanto ao Caso Roswell?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — Analisamos Roswell cuidadosamente, com prospecção do exato local e data onde e quando tudo aconteceu, empregando SRV. Para termos certeza dos resultados, primeiro empregamos praticantes iniciantes da técnica e guardamos seus resultados. E depois usamos os mais experientes, comparando em seguida o que descobriram. É impressionante como as informações batem e os mais treinados captam exatamente o mesmo que os novatos, que descrevem os fatos com precisão, apesar de não saberem do que se tratava. Durante meu treinamento, junto dos militares, levei 15 minutos para descobrir o que era aquilo que eu captei e me assombrei. Era Roswell, algo que só conhecia vagamente. Descrevi a nave que caíra no deserto, vi as pessoas andando de cá para lá, catando pedacinhos de metal no chão, e os sobreviventes extraterrestres sendo levados. Só podia ser o Caso Roswell. Depois descobri até para onde foram transportados os destroços da nave e em que laboratórios foram analisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — Onde ficam esses laboratórios e como o senhor pode ter certeza de que captou coisas reais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — Tenho certeza porque confrontei tudo o que captei e o que outros captaram com a literatura sobre o tema. As informações são incrivelmente coincidentes. Quanto aos laboratórios, eles estão localizados nos locais mais secretos dos Estados Unidos. Eu poderia dizer em que estados, cidade etc, porém estaria violando segredos militares do governo, o que não posso fazer. No Farsight Institute, queremos que o governo nos aceite, que confie em nós, para que possamos oferecer-lhe nossos serviços. Principalmente no que se refere ao contato com extraterrestres. Queremos ajudar a preparar o povo para este contato. E, revelando segredos governamentais, estaríamos perdendo a confiança de quem precisamos conquistar. Alguns dos antigos praticantes da visão remota deixaram vazar informações e isto deu muito trabalho a Washington. Para mim, esses vazamentos foram bons, porque assim que soube dessa área de pesquisas e comecei a investigar a técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — O que o senhor descobriu, através da SRV, sobre os seqüestros feitos por alienígenas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — Em 1994, antes de sair o livro de John Mack, Abduction, Human Encounter with Aliens [Abduções, Encontros de Humanos com Aliens], ocorria um fato. Sempre que os militares ou um de nós queria pesquisar através da SRV algum caso de abdução, simplesmente não conseguíamos acessá-lo. Parecia que os ETs bloqueavam nossa capacidade de captação, nosso sinal. Sim, descobrimos que eles têm este poder. E às vezes nos davam uma informação diversa da que queríamos, com certeza para que a pesquisássemos e percebêssemos que alguém estava interferindo. Porém, isto tudo começou a mudar a partir do momento em que foi lançado o livro de Mack, quando percebemos que o “embargo alienígena” havia cessado. Acredito que foi porque o livro apresentou uma faceta mais positiva dos grays [Cinzas], mostrando-os mais compreensivos, misericordiosos e simpáticos de como eram vistos antes. Mack ajudou a evitar que muitos leitores entrassem em pânico. Então, a partir daí, não tivemos mais dificuldade em acessar e prospectar casos de abduções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — O senhor passou então a trabalhar com os casos de abdução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — Sim, a partir desse momento começamos a trabalhar cada vez mais com casos de contato direto com seres extraterrestres. E uma coisa que percebemos logo de cara era que, quando entrávamos no consciente dos abduzidos, eles pareciam entrar em pânico. Mas em seu íntimo, observávamos que sabiam que estavam servindo para um objetivo muito grande, uma missão. E isto faz sentido, pois se o praticante da SRV volta no tempo – e pode fazer isto –, ele observa que aquela pessoa já tinha relacionamento com grays desde sua infância. Estas pessoas sabiam que em sua fase adulta eles interagiriam novamente com elas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UFO — Quais outros grupos de extraterrestres nos visitam, além dos grays?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BROWN — Só detectamos dois grupos até agora: os grays e uma outra raça, que viveu um Marte, no passado. Eu sei que essa informação é assombrosa. Onde já se viu, falar em ETs marcianos? Mas o fato é que Marte já teve uma forma avançada de vida e temos percepções muito nítidas dela através da SRV, de sua existência e atuação. Há muito tempo, quando os dinossauros ainda viviam na Terra, havia em Marte uma civilização que tinha a mesma evolução cultural dos egípcios, há 5 mil anos, quando foram construídas as pirâmides. Esta civilização foi destruída por um holocausto planetário natural e inevitável, produzido por um corpo errante. Essa informação é cientificamente válida e o resultado da explosão extinguiu quase toda a vida que havia em Marte, gerando o cinturão de asteróides entre a órbita do planeta e Júpiter. Mas nem todos os membros da civilização marciana morreram, muitos migraram para outros orbes. Segundo nossas informações, eles estariam hoje, tecnologicamente, uns 150 anos a nossa frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Courtney Brown pode ser contatado através do endereço: Department of Political Science, Emory University, Atlanta, Georgia 30322, Estados Unidos. E-mail: polscb@emory.edu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira na íntegra a entrevista comprando agora mesmo a Revista UFO, edição 92, de outubro de 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Equipe UFO&lt;br /&gt;Fonte: Revista UFO, outubro de 2003, edição n° 92&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&amp;amp;id=926"&gt;http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&amp;amp;id=926&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Livro em pdf: &lt;a href="http://www.exopoliticshongkong.com/uploads/Cosmic_Voyage_by_Courtney_Brown_-_Book.pdf"&gt;http://www.exopoliticshongkong.com/uploads/Cosmic_Voyage_by_Courtney_Brown_-_Book.pdf&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-4740202487622844982?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/4740202487622844982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=4740202487622844982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/4740202487622844982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/4740202487622844982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/11/courtney-brown-e-viso-remota.html' title='Courtney Brown e a Visão Remota'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SSWn7A6JIUI/AAAAAAAAAjk/AJ9aOGv90po/s72-c/Courtney+Brown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-2322796682950806821</id><published>2008-11-19T17:37:00.002-02:00</published><updated>2008-11-19T17:41:48.229-02:00</updated><title type='text'>Universos Paralelos</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o9LV9vaGxJQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o9LV9vaGxJQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Press Association Ltd 2007.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com cientistas de Oxford os universos paralelos realmente existem e a descoberta matemática é descrita por um dos especialistas como um dos mais importantes desenvolvimentos na história da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria dos universos paralelos, inicialmente proposta em 1950 pelo físico norte-americano Hugh Everett, ajuda a explicar os mistérios da mecânica quântica que se alega causam perplexidade aos cientistas por décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No universo de "múltiplos mundos" de Everett toda vez que uma nova possibilidade física é explorada o universo se divide. Dado um número de acontecimentos alternativos possíveis, cada um se apresenta em seu próprio universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um motorista que cometeu um quase erro, por exemplo, pode se sentir aliviado por sua sorte em escapar. Mas em um universo paralelo, outra versão do mesmo motorista morrerá. Outro universo todavia verá o motorista se recuperar após tratamento em um hospital. O número de cenários alternativos é infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma idéia bizarra que foi descartada como fantasiosa por muitos especialistas. No entanto, as novas pesquisas de Oxford mostram que ela oferece a resposta matemática para os dilemas quânticos que não podem ser descartados com a mesma facilidade e sugere que o Dr Everett, que era um estudante de Phd na Princeton University quando apresentou a teoria, estava no caminho certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em comentário no New Scientist magazine, o Dr Andy Albrecht, um físico da University of California em Davis, afirmou: "este trabalho será considerado como um dos mais importantes desenvolvimentos na história da ciência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a mecânica quântica, nada na escala subatômica pode ser considerado existir até ser observado. Até então, a partícula ocupa um estado nebuloso de "superposição" girando para "cima" ou para "baixo" ou parecendo estar em lugares diferentes ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A observação parece "estabelecer" um estado particular da realidade, da mesma maneira que uma moeda que foi atirada ao ar somente pode ser considerada estar em "cara" ou "corôa" depois de capturada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a mecânica quântica, partículas inobservadas são descritas como "funções de onda" representando um conjunto de múltiplos estados "prováveis". Quando o observador realiza a medição, a partícula então se fixa em uma destas múltiplas opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe de Oxford, liderada pelo Dr. David Deutsch, mostrou matematicamente que a estrutura tipo "arbusto" - criada pelo universo que se divide em paralelas versões de si mesma - pode explicar a natureza de probabilidades dos resultados quânticos. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-2322796682950806821?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/2322796682950806821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=2322796682950806821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/2322796682950806821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/2322796682950806821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/11/universos-paralelos.html' title='Universos Paralelos'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-3443065302070295663</id><published>2008-11-15T14:09:00.009-02:00</published><updated>2008-11-15T16:35:42.552-02:00</updated><title type='text'>Waldo Vieira e a Projeciologia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SR8WWKSG4gI/AAAAAAAAAjE/m9goIBLCLv8/s1600-h/waldovieira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268954659020005890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 375px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SR8WWKSG4gI/AAAAAAAAAjE/m9goIBLCLv8/s400/waldovieira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Waldo Vieira é médico, pesquisador e veterano das chamadas EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO. Dirige o mais importante centro mundial de estudos sobre PROJEÇÃO ASTRAL, o INSTITUTO INTERNACIONAL de PROJECIOLOGIA do R. de Janeiro. Membro da SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH de Londres, e da AMERICAN SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH de Nova Iorque, entre outras, Waldo resumiu tudo que se sabe sobre o assunto num volume com mais de 900 paginas. O livro "PROJECIOLOGIA" está hoje espalhado por todo o mundo. Dois desses exemplares encontram-se na estação brasileira de pesquisas científicas na Antártida. Alguns pesquisadores ali baseados buscam alívio para a solidão dos longos dias e noites do Pólo Sul visitando suas famílias através de viagens astrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Waldo, o que a Projeciologia estuda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - A projeção consciente e seus fenômenos correlatos. A projeção é uma experiência extracorpórea que também chamamos desdobramento lúcido, viagem astral, projeção astral, O.O.B.E (out-of-the-body experience). Mas a coisa não se restringe à experiência em si. A Projeciologia visa o autoconhecimento profundo. Ela evita que o misticismo religioso, o fanatismo, a ignorância ou que qualquer tipo de superstição nos tire a liberdade individual de manifestação. Nada de lavagens cerebrais ou quaisquer tipos de sacralização. O fanático é interferente, radical e quase sempre desrespeitoso. Livre desses condicionamentos a pessoa cresce como ser humano e percebe que deve respeitar os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Quer dizer que a Projeciologia é contra a doutrinação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Nós respeitamos todas as doutrinas, mas o conceito principal do nosso estudo é: "Não acredite em ninguém e em nada. Experimente". Parece uma afirmação materialista, mas não é. Pelo contrário, é espiritualista, porque nós estamos exaltando a consciência. A pessoa deve viver a experiência direta e por conta própria. Através de sua vivência, única e personalizada, ela vai superar o obstáculo da inciência, ou seja, a ignorância a respeito de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Aparentemente isso afasta a Projeciologia do que, em geral, se entende por pesquisa científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Nós apenas não estamos presos ao mecanismo do paradigma newtoniano-cartesiano, que é materialista e fisicalista. Isto não significa, necessariamente, a negação da Ciência. Pelo contrário, nós precisamos dela. Aliás, de todas as linhas do pensamento humano, ela é a menos pior. A Ciência só não é ainda ideal porque não tem respeitado a ética tanto quanto se poderia esperar. Veja os problemas que o mundo enfrenta no momento, principalmente na área da ecologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Mas isso é causado pela Ciência ou pelo uso inadequado dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - A administração também é uma ciência. É por aí, geralmente, que nos afastamos da ética. É necessário que tenhamos autocrítica para conquistarmos a liberdade de determinar a trajetória da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - O que é projeção astral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - O homem se compõe de várias camadas superpostas de energia chamadas "corpos". O corpo físico é a camada percebida pelos sentidos físicos, o que não impede a detecção das demais através de vários processos. A sede da individualidade, da inteligência, encontra-se no corpo físico quando todas as demais camadas estão em coincidência, isto é, quando a pessoa está acordada. Com o sono, é como se o corpo ligasse o "piloto automático" das funções autônomas, e a sede do eu, juntamente com as outras camadas, sai do corpo físico. As funções normais do indivíduo estão inibidas pelo sono e tudo se passa como se nada tivesse acontecido. O que pode ocorrer é que a pessoa, de repente, se ache "boiando" pelo quarto, como um balão, ou observando o seu próprio corpo adormecido. Quase sempre esse fenômeno ocorre espontaneamente e quem o experimenta, muitas vezes evita comentá-lo, com medo da reação dos outros. A projeção astral é muito comum na adolescência. Quando o jovem conta aos pais que fez uma projeção, geralmente eles tentam tranqüilizar o filho procurando convencê-lo de que tudo não passou de um sonho. Em certos casos, procuram imediatamente um médico. Atualmente, com a maior divulgação dos estudos sobre esse tipo de fenômeno, ficou mais fácil falar do assunto sem correr o risco de ser internado numa clínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Em linhas gerais, o que se deve fazer para experimentar uma Projeção astral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Não se deve tentar sem conhecimento ou assistência competente. Mas não é tão difícil de ser conseguida quanto parece. Todos nós realizamos a projeção astral involuntariamente a noite durante o sono. As instruções elementares, ministradas em nosso curso, são simples. De início, é preciso aceitar o fato de que o seu limite não se restringe ao corpo físico. A força inibidora mais poderosa está justamente nesta falsa noção. É preciso também aprender a relaxar. Há vários métodos para isso. O mais comum consiste em deitar-se de barriga para cima usando roupas leves e sem cobertores. Em seguida inclinar levemente a cabeça para o lado, para evitar a boca aberta durante a projeção. Isto impede que a garganta fique ressequida. Deve-se concentrar a atenção em todas as partes do corpo, verificando se elas estão livres de tensão. Não é muito fácil, mas com exercício constante se pode obter rapidamente o relaxamento. Este processo deve principiar a partir dos pés, até o couro cabeludo. Os músculos devem ser relaxados individualmente. Em seguida, conte de 50 até 1. É necessário manter a respiração compassada, procurando esvaziar a mente e concentrar-se exclusivamente nos números. É fundamental também que não exista qualquer sentimento de culpa por não conhecer profundamente a si mesmo. Isto acontece apenas porque você foi programado desde que nasceu para viver encarcerado em seu próprio corpo. Outra questão básica é saber quando estamos acordados ou dormindo. Pode parecer tola esta observação, mas, em certas circunstâncias, a coisa não é muito fácil. Conseguindo distinguir se estamos acordados ou dormindo, um grande passo já foi dado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendamos então, que a pessoa repita, durante um mês, pelo menos umas 20 vezes ao dia, a seguinte pergunta: "Eu estou dormindo ou estou acordado?". Depois, responda: "Eu estou acordado". Esta pergunta deve ser feita cada vez que você mudar de ambiente. Através dela o raciocínio acostumara sua mente a se conscientizar permanentemente do estado de vigília. Em geral, na terceira semana deste exercício você terá a surpresa de se perguntar "estou acordado ou dormindo?", e responder "meu corpo está dormindo mas eu continuo acordado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você estará fora do corpo e não teria percebido isso antes. Quando isto acontece, deve-se controlar os sentimentos de medo ou euforia. Não há, em hipótese alguma, perigo de prejuízo para o seu corpo durante uma saída. Nenhuma força de ordem espiritual pode tomar posse do seu corpo em sua ausência. O que pode acontecer é um fenômeno comum às primeiras experiências: o desinteresse temporário pela vida física e suas dificuldades cotidianas. Mas isso, quando ocorre, é passageiro. Logo a pessoa aprende a dar o devido valor ao milagre da vida e à prestigiosa oportunidade de ocupar essa maquina fantástica que é o corpo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Afinal, como foi que tudo começou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Aos 9 anos, eu tive uma projeção consciente, comprovada pela família e pessoas ligadas a ela. Meu irmão estava muito doente, já desenganado pelos médicos. Ficou provado que eu tinha saído do meu corpo, ido até o quarto ao lado e visto, não só o que estavam fazendo com meu irmão, como também o que iria acontecer com ele. Dai em diante, muitos outros fatos semelhantes foram acontecendo, cada vez mais freqüentes. Com o passar do tempo, comecei a dominar o processo. Nessa época, eu tinha uma visão essencialmente espírita do fenômeno. Editei, juntamente com Chico Xavier, vários livros psicografados que ajudaram a divulgar o espiritismo por todo o País e o exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Sua família era religiosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Era espírita. Minha formação começou com aulas de moral cristã kardecista. Logo fui mergulhando num conflito muito grande, porque a exaltação da mediunidade é parte integrante do movimento espírita. E eu falava pra todo mundo: "Olha, é bom que, ao invés de mediunidade, vocês entrem no desdobramento". Sair do corpo e ir lá, ver a coisa diretamente. Se podemos eliminar o intermediário, por que ficar dependente de uma entidade que se manifesta por um médium? Eu já tinha retrocognicões desde menino, recordação de encarnações passadas, com muita lucidez. Foi aí que conclui: estou repetindo o que já fiz. O contexto era o mesmo, mas o cenário e a linguagem eram diferentes. Quando cheguei a esse nível, pensei: outras pessoas devem estar passando por isto. E comecei a procurá-las. Conversava com muita gente e desde os 17 anos passei a anotar num caderno, dados sobre projeção astral. Minha família tinha poucos recursos. Sai de casa aos 12 e nunca mais voltei porque pretendia pagar os meus estudos e os dos meus irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para Uberaba. Enquanto estudava, comecei a trabalhar com Mário Palmério, que hoje é um escritor de renome. Fiz curso de Odontologia e depois de Medicina. A partir dos conhecimentos adquiridos, tive condições de desenvolver um estudo mais consciente dos fenômenos chamados paranormais. A essas alturas, comecei a viajar por todo o Brasil, sempre pesquisando e trocando idéias. Passei a ver a projeção astral como um fenômeno fisiológico, assim como comer ou respirar. Decidi me dedicar ao seu estudo específico aos 34 anos, em 1966. Larguei tudo para dedicar-me em tempo integral à projeção. Publiquei trabalhos e passei a fazer parte das sociedades internacionais de parapsicologia da Europa, Estados Unidos e América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Qualquer pessoa pode ser capaz de realizar uma projeção astral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Sem dúvida. É uma conquista inarredável. Qualquer pessoa é um "projetor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Há alguma pesquisa que comprove isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Segundo as estatísticas internacionais, 89% das pessoas têm projeções inconscientes, pois quase todo mundo sai do corpo enquanto dorme. Restam 11%. Destes, 9,8% têm as chamadas projeções semiconscientes, ou o "sonho lúcido". É quando o sujeito sabe que está sonhando e chega mesmo a imprimir alguma intenção ao sonho para modificá-lo. Ele está fora do microuniverso consciencial localizado no corpo humano. Somente 1,2% da população mundial consegue efetuar projeções totalmente lúcidas, ou seja, são projetores conscientes. É o caso da maior parte das pessoas que trabalham aqui no Instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Como são comprovadas as projeções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Uma pessoa faz uma projeção e sua consciência vai, por exemplo, até uma outra cidade, onde alguém conhecido está realizando alguma tarefa. Telefonamos, então, para essa pessoa e confirmamos se na hora tal ela estava fazendo o que foi percebido pelo projetor, se estava usando uma roupa assim-assado, etc. Às vezes, durante as projeções, a visão é impressionantemente detalhada. Isso é sempre estarrecedor para quem tem pouca experiência. Trata-se de um fenômeno que convence por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Quais os principais objetivos da projeção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Ela não é nenhuma panacéia, mas as suas possibilidades podem ser vislumbradas: o autoconhecimento em sua totalidade, a possibilidade de viajar no tempo e no espaço sem barreiras, o acesso às diversas dimensões da realidade, o contato com entidades de todos os níveis de esclarecimento, a capacidade crescente de doação de energia para os necessitados... Muita coisa que aponta para um universalismo abrangente e iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - A projeção astral poderia ser utilizada por pessoas de interesses duvidosos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - O imediatismo do nosso mundo doentio poderia desviar o sentido da pesquisa. Por exemplo, penetrar em locais estratégicos em busca de segredos militares ou industriais, espionar a vida alheia, procurar meios que permitam o enriquecimento rápido, como descobrir informações confidenciais no mundo dos negócios, da bolsa de valores, etc. Felizmente, as saídas do corpo são monitoradas por espíritos iluminados. Eles nos ajudam a compreender a transitoriedade das coisas terrenas. Alguns desses seres que executam essa tarefa são os "serenões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - O que é um serenão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Ao longo das minhas "viagens", estive nos lugares mais surpreendentes, como outros planetas e outras dimensões. Acabei tendo contato com toda sorte de entidades. Algumas, ainda mergulhadas na ignorância, parecem foragidas de filmes de ficção científica. São normalmente doentias e traumatizadas por experiências violentas vividas na vida física. Por outro lado, tive a oportunidade de entrar em contato com seres desenvolvidíssimos, tranqüilos e despojados de dogmas religiosos, identidades nacionalistas, doutrinações, etc. Escolhi o nome de serenão para designá-los por causa de sua aparência de beatitude dinâmica. Os serenões existem desde o aparecimento da humanidade na terra. Assim como os homens, eles vieram, em levas espirituais sucessivas, de vários recantos do universo. Estão completando o círculo reencarnatório e desenvolveram uma cosmo-ética aperfeiçoada, baseada principalmente no amor universal, na ajuda impessoal ao próximo. Honrarias e paixões já não têm sentido em seu plano vibratório. Os serenões são absolutamente anônimos e não buscam recompensa para os seus atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Podemos evoluir até esse nível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Sim, eu poderia resumir a nossa evolução em 4 níveis. Primeiro o nível medíocre: consciência sonambulizada, presa à roda comum das encarnações compulsórias sucessivas. Segundo, o amparador: aquele que, conscientemente, num constante trabalho, assiste aos seres encarnados e as entidades desencarnadas. Terceiro, o pré-serenão: quem já vive as suas últimas encarnações mas ignora as demais. Quarto, o serenão: aquele que vive suas derradeiras encarnações plenamente consciente deste fato. Após essas fases, o espírito estará puro, isto é, livre da ciranda encarnatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - A projeção é uma experiência recente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Não. Havia gente saindo do corpo há muito mais de dois milênios, como está registrado na Bíblia. Também há registros de que a projeção tem acontecido freqüentemente durante as experiências de quase-morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - O que é a quase-morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Fala-se muito, hoje em dia, das experiências de quase-morte, quando o moribundo acaba tendo uma saída do corpo com intensidade espantosa. Depois disto o doente geralmente se restabelece e, a partir dai, nunca mais será o mesmo. A maioria passa a desenvolver poderes psíquicos paranormais que até então nunca se haviam manifestado. Há uma publicação internacional especializada neste assunto e que circula há sete anos. Mas a quase-morte é apenas uma das 52 manifestações da projeção astral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Essa experiência tem limites?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - A consciência tem como conquista evolutiva mais preciosa o nível de sua lucidez. A Projeciologia visa a lucidez em qualquer estado consciencial em que estivermos nos manifestando, dormindo ou acordados. O ideal é estar consciente 24 horas por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Por que nem todos os médiuns buscam desenvolvimento através da Projeciologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Provavelmente tratasse de um problema de egrégora. As pessoas, em geral, seguem uma tradição e não conseguem sair com facilidade dela. Isso coagula o pensamento, tornando-o neófobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Não seria aquela coisa de que o homem agride o que não conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Exatamente. É neofobia, o medo do novo. Hoje, no entanto, a psicologia já admite tudo. Kune, o grande cientista da revolução do paradigma, diz que, para haver mudança de modelo em certas áreas do conhecimento, e necessário que pelo menos uma geração desapareça, porque as pessoas estão presas ao processo de idéia fixa. Em Projeciologia chamamos isso de monoideísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Até que ponto a Projeciologia desafia a tradicional pesquisa cientifica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - O que fazemos aqui é utilizar a consciência como instrumento. Não estamos preocupados em que a ciência convencional saia do dilema no qual entrou. Comprovadamente, nós saímos do corpo humano e vemos que, em outra dimensão, podemos dispor de muitos outros veículos de manifestação. Só que nosso instrumento não é material, é consciencial. Não é possível "medir" o fenômeno da projeção em termos científicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - De que argumentos se serve a Projeciologia para se proclamar uma neociência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - É como o ovo de Colombo. Não dispondo de instrumentos para analisar a consciência, utilizamos a própria consciência como instrumento. A ciência convencional não admite que você faça a experiência em você mesmo, ou seja, a introversão. Aqui no Instituto, cada um escuta a própria consciência, raciocina, aprende com ela, e troca esse conhecimento com outros. Aí se chega a um consenso, como uma solução holística para o dilema mente versus matéria. A Projeciologia permite superar a divisão entre cérebro e consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - A ciência tradicional demonstra alguma dificuldade de aceitar a Projeciologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Isso não é exatamente uma preocupação nossa. Há muito tempo a ciência deixou de estudar o fenômeno da consciência. Ela deveria ter a obrigação de estudar qualquer tipo de fenômeno envolvido nesse processo, mas não tem instrumentalidade para tanto. Tínhamos de optar por seguir a ciência assim mesmo ou buscar outra forma de procedimento. Então resolvemos adotar o caminho cientifico. Nossa maior afinidade com a ciência é que, apesar de todos os seus senões, ela exige refutação. Vocês podem ver o lembrete que ostentamos aqui no Instituto: "Não acredite em nada do que lhe dizem, nem mesmo o que é dito aqui. Experimente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora ANO ZERO; Redação; Projeciologia: Uma Neociência Nascida no Brasil;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista; Rio de Janeiro, RJ; Revista; Mensário; Ano 1; Maio, 1991; p. capa, 40-43.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&amp;amp;c=684"&gt;http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&amp;amp;c=684&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-3443065302070295663?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/3443065302070295663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=3443065302070295663' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3443065302070295663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/3443065302070295663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/11/waldo-vieira-e-projeciologia.html' title='Waldo Vieira e a Projeciologia'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SR8WWKSG4gI/AAAAAAAAAjE/m9goIBLCLv8/s72-c/waldovieira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-5123005867697416587</id><published>2008-11-08T12:51:00.003-02:00</published><updated>2008-11-08T13:02:23.905-02:00</updated><title type='text'>Reencarnação: história de vidas passadas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Um documentário da Discovery Channel mostrando alguns trabalhos dos cientistas Jim Tucker e Erlendur Haraldsson sobre histórias de crianças que lembram fatos de uma suposta vida passada, por vezes até relacionando evidências físicas de marcas de nascimento com determinados acontecimentos daquela outra vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u9AKAg85xW4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u9AKAg85xW4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" 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rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/11/reencarnao-histria-de-vidas-passadas.html' title='Reencarnação: história de vidas passadas'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-7729507744592560372</id><published>2008-11-05T21:11:00.002-02:00</published><updated>2008-11-05T21:21:32.832-02:00</updated><title type='text'>Raymond Moody e as Experiências de Quase-Morte</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRIoIyTfsmI/AAAAAAAAAiA/afIkwUYGwWs/s1600-h/Moody.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265315045757137506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRIoIyTfsmI/AAAAAAAAAiA/afIkwUYGwWs/s400/Moody.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Helcio de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados dos anos 70, a investigação científica da vida após a morte ganhou um novo e poderoso aliado com as pesquisas do dr. Raymond Moody Jr. envolvendo pessoas consideradas clinicamente mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação em desvendar o que existe depois da morte talvez seja uma das mais antigas da história humana, originando vários tratados filosóficos, esotéricos, religiosos, científicos e uma infinidade de discussões. Contudo, nos anos 70 do século XX, essas discussões começaram a pisar em terreno mais firme com a publicação do livro Vida Depois da Vida (Life After Life, 1975), do psicólogo e filósofo Raymond Moody. Nesse trabalho, ele apresentou dezenas de relatos fornecidos por pacientes que, durante alguns minutos, foram declarados como clinicamente mortos, e voltaram a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de acontecimento ficou conhecido como EPM (Experiências Próximas à Morte), ou ainda EQM (Experiências de Quase-Morte). O dr. Moody deixou claro que não estava tentando provar a existência da vida depois da morte e nem considerava que fosse isso possível, pelo menos no atual estágio das pesquisas científicas. Outros estudiosos da área, como a dra. Elisabeth Kubler-Ross, receberam o livro com grande entusiasmo, acreditando que as experiências ali apresentadas confirmavam o que o espiritualismo vem afirmando há milhares de anos: existe vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a descrição básica do que acontece com esses pacientes é mais conhecida graças à quantidade de livros e também de filmes que trataram do tema. Segundo o dr. Moody, nas EPMs existem inúmeros pontos de similaridade, independentemente das pessoas envolvidas, de seu grau de conhecimento ou cultura. "Tenho recebido relatos da China, Japão, Índia", explica Raymond Moody, "de pacientes e médicos que estudaram inúmeros casos. Existem antropólogos que encontraram EPMs em populações que sequer conheciam a escrita. As experiências eram muito parecidas com aquelas presenciadas nos prontos-socorros das grandes cidades".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico e pesquisador identificou quinze elementos presentes em quase todos os relatos, mas ressaltou que, apesar da semelhança, não existem dois exatamente iguais. Da mesma forma, ninguém chegou a vivenciar todos os quinze – algumas pessoas identificaram no máximo doze – e a ordem em que surgiram nem sempre foi a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estágios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quinze elementos ou estágios que o dr. Moody encontrou e que são apresentados em seu livro Vida Depois da Vida são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inefabilidade – as pessoas costumam dizer que não conseguem explicar o que sentiram. O dr. Moody entende que a compreensão da linguagem depende de uma série de vivências comuns das quais todos participam. Como a EPM não faz parte de nosso dia-a-dia, os que passaram por ela não sabem como explicar a experiência pela qual passaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir a notícia – é comum alguém acidentado ou em uma mesa de operações ouvir o médico ou outra pessoa no local declará-lo morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimentos de paz e quietude – geralmente, após um momento de dor causada por um grave ferimento ou outro problema físico, a pessoa tem uma sensação extremamente agradável logo no primeiro estágio da experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruído – os primeiros momentos podem ser acompanhados de ruídos desagradáveis ou sons de campainha muito altos. Em alguns casos, esses ruídos podem ser agradáveis, até mesmo algum tipo de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O túnel escuro – certas pessoas sentiram, junto com os ruídos, a sensação de estarem sendo puxadas por um túnel escuro e longo, ou através de um espaço vazio, negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora do corpo – após a experiência no túnel escuro a pessoa sente-se fora do corpo, olhando para sua forma física como se fosse outra pessoa. Ela também percebe tudo que acontece à sua volta, e o estado emocional varia de pessoa para pessoa: alguns ficam confusos e preocupados, querendo voltar ao corpo, mas sem saber como; outros não sentem medo e se dão conta do que está acontecendo, mantendo-se calmos. É comum a pessoa perceber que está morta e notar as qualidades de seu novo "corpo", que ninguém vê, e que começa a flutuar. A pessoa também pode ter uma noção do tempo totalmente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrando outras pessoas – muitos dos que passaram pela EPM tiveram consciência de que outras pessoas ou o que chamaram de "seres espirituais" estavam no local para ajudar na passagem para o outro lado, ou para dizer que a hora da pessoa ainda não havia chegado. Alguns encontraram familiares ou amigos que tiveram em vida; outros viram pessoas totalmente desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser de luz – o encontro com a Luz é considerado o elemento mais marcante das experiências. Ela surge como uma suave claridade que se vai intensificando até tornar-se totalmente brilhante, mas sem prejudicar a visão. Essa Luz é descrita como um ser, do qual emana um amor impossível de ser descrito e que atrai as pessoas de forma irresistível. Nesse caso específico, a descrição do ser varia de acordo com as crenças religiosas. Em seguida, a entidade começa a se comunicar, a perguntar o que a pessoa fez de sua vida sem o menor tom recriminatório. Isso acontece por intermédio do pensamento, sem que seja possível qualquer engano ou mentira na comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recapitulação – o contato com o ser de luz desencadeia uma recapitulação visual da vida da pessoa, não com o objetivo de julgar ou de conhecê-la, mas para provocar uma reflexão. Além das imagens serem extremamente reais, elas surgem todas de uma vez, como se toda uma vida se passasse num instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barreira ou limite – muitos relataram a impressão de estar se aproximando de uma espécie de barreira ou fronteira que, dependendo da pessoa, se apresentava de forma diferente: uma porta, uma névoa, uma extensão de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regresso – o momento em que se inicia a volta ao corpo físico geralmente é o mais complicado. Após os momentos iniciais, em que existe a vontade de retornar ao corpo físico, no restante da experiência as pessoas se acostumam ao ambiente e chegam a não querer mais voltar. Essa situação é acentuada nos que vêem o ser de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contar aos outros – quem passa por uma EPM não a descreve como um sonho, mas como uma experiência real e importante. A pessoa também entende que seus relatos, de forma geral, não serão bem aceitos pelos outros, e muitas vezes ela se cala para não ser considerada louca. Alguns preferem não falar sobre o assunto por achar que a experiência pela qual passaram não pode ser descrita pela nossa linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeito sobre a vida – apesar da resistência em falar sobre o assunto, a maioria sente que suas vidas foram modificadas, ampliadas pela experiência. Elas passam a buscar um sentido mais espiritual ou dão mais valor à existência humana, e quase todas ressaltam a importância de cultivar o amor pelo próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova visão da morte – geralmente, quem passa pela EPM deixa de ter medo da morte física. Não que elas procurem a morte ou deixem de temer o sofrimento que certas formas de morrer podem causar – elas perdem o medo do que vai acontecer depois. O suicídio também é desaconselhado por todos como forma de chegar ao lugar do qual tiveram um vislumbre. Elas passam a ver a vida pós-morte como uma continuação desta, na qual as pessoas seguem aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corroboração – uma questão importante se refere à possibilidade de obter provas de que a pessoa realmente teve uma EPM. Na pesquisa do dr. Moody, ele obteve vários relatos de gente que soube repetir tudo o que estava acontecendo à sua volta durante a EPM e, em alguns casos, até em aposentos distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns médicos e cientistas dizem que a experiência de quase-morte é só o resultado da falta de oxigênio no cérebro, mas o dr. Moody não concorda. "Também pensei que fosse isso", ele explica. "Sei de muitos médicos do mundo todo que investigaram o fenômeno partindo desse princípio, mas depois de falar com os pacientes, todos acabaram mudando de opinião. A definição clássica de alucinação implica que a pessoa esteja vendo ou ouvindo algo que não existe. Nas experiências próximas à morte tivemos vários casos de pacientes que, enquanto estavam fora do corpo, observavam o que ocorria fora da sala. Isso não poderia ser explicado por um mero efeito fisiológico ou bioquímico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, o número de relatos sobre as EPMs aumentou consideravelmente e, segundo o dr. Moody, isso se deve ao avanço médico e às refinadas técnicas de ressuscitação. O dr. Fred Schoonmaker, chefe de medicina cardiovascular do maior hospital de Denver, entrevistou um grande número de pacientes que ele próprio ressuscitou, e descobriu que 60% haviam tido a experiência. “Pode-se comparar esse número”, ele explica, “com o do levantamento dos drs. Ken Ring e Mike Sabom. Eles estudaram um grupo de pacientes que, embora inconscientes e perto da morte, apresentavam um quadro clínico menos grave. Nesse grupo, 45% tiveram as experiências”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados podem ser importantes, segundo o dr. Raymond Moody, mas não ajudam a entender por que alguns têm a experiência e outros não. “Os fatores que poderiam estar correlacionados – como idade, doença ou traumatismo que quase levou à morte, sexo, crença religiosa e assim por diante – não parecem fazer qualquer diferença. Num estudo realizado há alguns anos, o dr. Bruce Grayson reuniu algumas evidências de que um fator decisivo é o paciente se entregar ou não no momento. Ele acredita que certos pacientes chegam a um ponto em que simplesmente aceitam a morte, e são estes que vivem a plenitude da experiência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidas Passadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, o dr. Raymond Moody tem se dedicado bastante ao estudo da regressão a vidas passadas e desenvolveu sua própria teoria sobre a reencarnação, que ele entende como uma metáfora e à qual se refere com certo cuidado. “Eu não sei se reencarnação existe de fato”, ele explica. “Do ponto de vista científico, das evidências, não posso afirmar que sim, nem que não. Do ponto de vista dos meus sentimentos e intuição, eu diria que existe. Na dimensão em que vivemos, usamos uma forma linear de expressão e para elaborar conceitos. Conceitos como linha do tempo, causa e efeito, etc. são completamente diferentes. Talvez a reencarnação seja um processo muito mais complexo do que possamos imaginar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dr. Moody também diz ter visto a regressão a vidas passadas fazer muito bem às pessoas. “Quando comecei a estudar o assunto eu abordava a regressão como um estado alterado de consciência e me surpreendi quando, ao me aprofundar, vi pessoas que passaram pelo processo, se sentirem muito beneficiadas, entendendo melhor certas dificuldades e conflitos que têm na vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o foco central de seu trabalho continua sendo as experiências de quase-morte. Mais de vinte e cinco anos após a publicação de seu primeiro livro sobre o assunto, Raymond Moody acredita que a sociedade está aceitando a discussão do tema com mais facilidade. “Estive recentemente em oito países da Europa e, em cada um, médicos me trouxeram artigos que tinham escrito para publicações científicas locais relatando suas pesquisas com EPMs.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo passo deverá ser a interpretação das experiências, ou seja, entender seu verdadeiro significado. “Isso nem é um assunto para a comunidade médica resolver”, ele entende. “Não cabe aos médicos definir se existe vida após a morte. O que interessa à medicina é que, independentemente das interpretações que se dê às EPMs, elas realmente ocorrem. Nós devemos estar preparados para discutir o fato com os pacientes e lhes dar todo o apoio possível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/004/epm.html"&gt;http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/004/epm.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme "Vida depois da Vida": &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=7881924933090349297&amp;amp;q=vida+depois+da+vida+duration%3Along&amp;amp;total=22&amp;amp;start=0&amp;amp;num=10&amp;amp;so=0&amp;amp;type=search&amp;amp;plindex=1"&gt;http://video.google.com/videoplay?docid=7881924933090349297&amp;amp;q=vida+depois+da+vida+duration%3Along&amp;amp;total=22&amp;amp;start=0&amp;amp;num=10&amp;amp;so=0&amp;amp;type=search&amp;amp;plindex=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-7729507744592560372?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/7729507744592560372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=7729507744592560372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7729507744592560372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/7729507744592560372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/11/raymond-moody-e-as-experincias-de-quase.html' title='Raymond Moody e as Experiências de Quase-Morte'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRIoIyTfsmI/AAAAAAAAAiA/afIkwUYGwWs/s72-c/Moody.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-8182940528903978019</id><published>2008-11-05T13:51:00.002-02:00</published><updated>2008-11-05T14:23:01.374-02:00</updated><title type='text'>O Universo Holográfico</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRHIEHSds-I/AAAAAAAAAhs/ot46KvQI9Zc/s1600-h/theologue1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265209412374344674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRHIEHSds-I/AAAAAAAAAhs/ot46KvQI9Zc/s400/theologue1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=8143461915008673259"&gt;http://video.google.com/videoplay?docid=8143461915008673259&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um video bem interessante a respeito da relação entre a consciência - ou aquela que vê - e todo o universo de percepções que compõe as múltiplas sensações do que se denomina de realidade. Uma verdadeira busca até o âmago, até a essência de nossa experiência de estarmos vivos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-8182940528903978019?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/8182940528903978019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=8182940528903978019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/8182940528903978019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/8182940528903978019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/11/o-universo-hologrfico.html' title='O Universo Holográfico'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRHIEHSds-I/AAAAAAAAAhs/ot46KvQI9Zc/s72-c/theologue1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-1170343827230423358</id><published>2008-11-05T13:10:00.002-02:00</published><updated>2008-11-05T13:50:13.687-02:00</updated><title type='text'>Humberto Maturana e o Pensamento Sistêmico</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRG36YmIImI/AAAAAAAAAhk/aTuBVGyeROk/s1600-h/humb-young-blackboard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265191653035483746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRG36YmIImI/AAAAAAAAAhk/aTuBVGyeROk/s400/humb-young-blackboard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Humberto Mariotti *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes de sua morte, em 1980, o antropólogo inglês Gregory Bateson, um dos criadores do que hoje conhecemos como pensamento sistêmico, foi questionado sobre quem continuaria a sua obra. Respondeu: “No Chile há um pesquisador chamado Humberto Maturana. Ele é a pessoa a quem vocês se referem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as várias vertentes que deram origem ao atual pensamento sistêmico inclui-se a cibernética ou ciência dos sistemas de controle. A cibernética surgiu nos EUA e se consolidou durante uma série de conferências patrocinadas pela Fundação Josiah Macy Jr. A partir de 1942, pesquisadores de várias procedências e diferentes áreas de interesse começaram a se reunir com regularidade. Esses eventos congregaram, entre outros, o fisiologista Warren McCulloch (de quem Maturana foi aluno), o psicólogo social Kurt Lewin, os antropólogos Gregory Bateson e Margaret Mead, o matemático Norbert Wiener e o físico Heinz von Foerster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários livros de Maturana traduzidos no Brasil. Dois merecem destaque, por sua relação com o pensamento sistêmico: "A árvore do conhecimento", (escrito com Francisco Varela) e "Amar e brincar", (escrito com a psicóloga alemã Gerda Verden-Zöller). São obras importantes, nas quais Maturana e seus co-autores introduzem a visão sistêmica em especial na biologia, na psicologia social e na antropologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem sistêmica deu a Maturana subsídios para que ele elaborasse o que considero o seu conceito fundamental: a autopoiese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poiesis é um termo grego que significa produção. Autopoiese quer dizer autoprodução. A palavra surgiu pela primeira vez na literatura internacional em 1974, num artigo publicado por Varela, Maturana e Uribe para definir os seres vivos como sistemas que produzem a si mesmos de modo incessante. São sistemas autopoiéticos por definição, porque sempre recompõem seus componentes desgastados. Assim, um sistema autopoiético é ao mesmo tempo produtor e produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos filosóficos, o conceito de autoprodução já havia aparecido no século 17 na obra do filósofo holandês Baruch de Espinosa. No século 18 ela reapareceu no livro "Crítica da faculdade do juízo", do pensador alemão Immanuel Kant, que se refere ao organismo como “um todo que se autoproduz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mesmo antes de Kant e Espinosa já existia a idéia de autoprodução, esboçada por Aristóteles e sugerida pelos filósofos estóicos e por Sêneca. Plotino, expoente da filosofia neoplatônica – período que encerrou a filosofia grega antiga – já havia falado em autocausalidade no sentido de autoprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso visto, se é certo que a idéia de que o produtor é ao mesmo tempo o produto já existia antes dele, é também correto que Maturana a desenvolveu, deu-lhe o nome de autopoiese e a reformulou, sobretudo em termos biológicos. Nesse sentido, ele é um pensador fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Maturana, o termo "autopoiese" traduz o "centro da dinâmica constitutiva dos seres vivos". Para exercê-la, estes precisam de recursos do ambiente. Portanto, são sistemas ao mesmo tempo autônomos e dependentes. Maturana e Varela utilizaram uma metáfora didática para falar dos sistemas autopoiéticos. Para eles, tais sistemas são máquinas que produzem a si próprias. Nenhuma outra espécie de máquina é capaz de fazer isso, pois todas elas produzem sempre algo diferente de si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo esses autores, os seres vivos são determinados por sua estrutura. Assim, o que percebemos e o que nos acontece num determinado instante depende de nossa estrutura nesse instante. A estrutura de um sistema é a forma como seus componentes interligados interagem sem que mude a organização. Vejamos um exemplo, referente a um sistema não-vivo — uma mesa. Ela pode ter seus pés encurtados, alongados ou recolocados e seu tampo modificado de retangular para circular sem que isso interfira na sua configuração. O sistema continuará a ser identificado como mesa. Manterá a sua organização apesar dessas modificações estruturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se desarticularmos os pés e o tampo e os afastarmos, o sistema se desorganizará e deixará de ser uma mesa. Da mesma maneira, num sistema vivo a estrutura muda o tempo todo, o que mostra que ele se adapta às modificações do ambiente, também contínuas. Mas a perda da articulação levaria à desorganização e, portanto, à morte. O mundo em que vivemos é o que construímos com base em nossas percepções. É a nossa estrutura que permite essas percepções. Nosso mundo é a nossa visão de mundo. Se a realidade que percebemos depende da nossa estrutura, existem tantas realidades quantas pessoas percebedoras. É o que diz um antigo provérbio árabe: “Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maturana e Varela observam que o sistema vivo e o ambiente se modificam de forma congruente. Na sua metáfora, o pé sempre se ajusta ao sapato e vice-versa. É uma boa maneira de dizer que o meio produz mudanças na estrutura dos sistemas, que por sua vez agem sobre ele, alterando-o numa relação circular. Quando um organismo influencia outro, este replica influindo sobre o primeiro. Desenvolve uma conduta compensatória. O primeiro organismo, por sua vez, dá a tréplica e volta a influenciar o segundo, que por seu turno mais uma vez retruca e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que um sistema influencia outro, este passa por uma mudança de estrutura. Ao retrucar, o influenciado dá ao primeiro uma interpretação de como percebeu essa mudança. Há, portanto, um diálogo, no qual o comportamento de cada organismo corresponde a uma descrição do comportamento do outro. Cada um "conta" ao outro como recebeu e interpretou a sua ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo geral, as principais idéias de Maturana e sua contribuição ao pensamento sistêmico podem ser assim resumidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) enquanto não entendermos o caráter sistêmico da célula não conseguiremos compreender os organismos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) a autopoiese define com clareza os fenômenos biológicos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) os fenômenos sociais podem ser considerados biológicos, porque a sociedade é formada por seres vivos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) a noção de que os sistemas são determinados por sua estrutura é de fundamental importância para muitas áreas da atividade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das já citadas, as aplicações dessas idéias são extensas. Englobam áreas como o management, a psicoterapia (em especial a familiar), a área jurídica e as ciências cognitivas, entre muitas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Humberto Mariotti - Professor e Coordenador do Centro de Desenvolvimento de Lideranças da Business School São Paulo. Consultor em desenvolvimento pessoal e organizacional. Coordenador do Núcleo de Estudos de Gestão da Complexidade da Business School São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.fnq.org.br/site/ItemID=1072/366/default.aspx"&gt;http://www.fnq.org.br/site/ItemID=1072/366/default.aspx&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6924260216424518384-1170343827230423358?l=espiritualidadeeciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/feeds/1170343827230423358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6924260216424518384&amp;postID=1170343827230423358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/1170343827230423358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6924260216424518384/posts/default/1170343827230423358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com/2008/11/humberto-maturana-e-o-pensamento.html' title='Humberto Maturana e o Pensamento Sistêmico'/><author><name>Marcel Cervantes de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17404285274442582019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/S31i3noLMJI/AAAAAAAAAvo/ON-H39XSMU8/S220/Foto+Marcel+Cervantes.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SRG36YmIImI/AAAAAAAAAhk/aTuBVGyeROk/s72-c/humb-young-blackboard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6924260216424518384.post-5835613887150983541</id><published>2008-11-02T12:13:00.005-02:00</published><updated>2008-11-02T22:31:18.861-02:00</updated><title type='text'>Ruppert Sheldrake e A Mente Ampliada</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SQ5FPxc9JoI/AAAAAAAAAhc/I1LIdevDZvE/s1600-h/Sheldrake+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264221151717828226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C_UQEUSwXLM/SQ5FPxc9JoI/AAAAAAAAAhc/I1LIdevDZvE/s400/Sheldrake+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui tratarei do paradoxo da consciência segundo a visão científica e a história do pensamento sobre a psique ou a alma, na Europa. E a seguir aparesentarei um exame de alguns experimentos realizados recentemente que demonstram que a consciência é muito mais abrangente que o cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo período em que os cientistas preferiam nem falar sobre ela, hoje a consciência retorna à pauta científica. E, por mais estranho que pareça, mesmo na psicologia, o estudo da consciência tem um certo ar de vanguarda um tanto perigoso. Em uma reunião na Sociedade Britânica de psicologia a que assisti recentemente haviam acabado de criar um grupo sobre consciência e todos os membros estavam temerosos de estarem no limite e se arriscando; haviam muitas pessoas contrárias porque psicólogos falavam sobre consciência. Para as pessoas alheias à psicologia, isso pode parecer um estranho paradoxo, mas o fato é que, embora a consciência tenha se transformado em um tópico de moda e realmente importante, no campo da ciência, grande parte do pensamento sobre a consciência ainda está limitado pela visão materialista que equipara consciência ao cérebro. Como cientistas, todos nós fomos criados acreditando que a consciência está localizada dentro de nossa cabeça e na ciência institucional, a maioria das pessoas acha que a consciência é apenas uma atividade do cérebro. É bom lembrar que, ao contrário, as tradições espirituais e religiosas sempre tiveram uma visão muito mais ampla da consciência e têm muito pouco contato com a visão científica muito mais restrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei por alguns minutos sobre a história da visão científica do pensamento europeu sobre a psique ou a alma. A seguir, falarei sobre alguns experimentos que venho realizando recentemente que demonstram que a consciência é muito mais ampla que o cérebro e que a mente vai muito mais além do cérebro. Durante esta palestra, explicarei por que acho que a mente está interconectada tanto através do espaço quanto do tempo, e é muito mais extensa que os limites físicos do cérebro. A idéia de que a alma - ou a psique - é muito mais que o cérebro é obviamente aceita sem discussão em qualquer parte e essa visão ampla da psique era a visão normal na Europa. Na Grécia Antiga, Aristóteles a formulou de uma maneira mais sistemática. Para ele, todos os seres vivos tinham uma psique ou alma. A alma das plantas, a alma vegetativa organizava a forma da planta e, portanto, um carvalho em crescimento era estimulado pela psique da planta a se transformar na forma madura do carvalho. Seria algo como um plano invisível da árvore. Os animais também têm almas vegetativas, que organizam o crescimento do embrião, o desenvolvimento do corpo e sua manutenção em um estado saudável. Mas, além disso, os animais tinham almas de animais relacionadas com os movimentos, a sensibilidade e os instintos. E, é claro, a palavra animal vem do latim anima que quer dizer "um ser com alma". Nós os seres humanos, além de termos uma alma vegetativa, que nos liga a todas as plantas, teríamos uma alma animal, que nos liga a todos os animais e uma alma intelectual, aquele aspecto especificamente humano da psique, que tem a ver com o pensamento, a razão e a linguagem. Essa era a visão adotada na Europa Medieval e por Santo Tomás de Aquino. Essa visão grega da psicologia foi incorporada pela teologia cristã. E essa foi também a visão dos seres humanos e da natureza que foi ensinada nas universidades por toda a Europa até o século dezessete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução cartesiana no século dezessete mudou o curso do pensamento acerca da psicologia na tradição científica. Para Descartes, todos os animais e plantas, como todo o universo, eram apenas máquinas. Assim, a alma foi retirada de toda a natureza, já não havia qualquer princípio dando vida aos animais e às plantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se o mundo é uma máquina, se os animais são máquinas, podemos ter uma ciência totalmente mecânica e essa ainda é a base com que se apóia toda a ciência institucional. Se pensarmos que os animais são máquinas sem sentimento, sem pensamentos, então, é claro, podemos tratá-los de qualquer maneira: cientistas podem cortá-los para experimentos, os agricultores podem criá-los em fábricas; o fato é que muitas das bases do pensamento moderno sobre animais, agricultura e vivisseção apóiam-se nessa visão. Para Descartes, a única coisa que não se enquadrava nessa visão mecânica era a mente racional dos seres humanos. O corpo humano passou a ser uma máquina como a de qualquer animal mas, em algum lugar do cérebro, essa misteriosa mente racional interagia com o tecido nervoso de uma maneira que Descartes não conseguia entender. Ele imaginou que essa interação ocorria na glândula pineal. A teoria moderna da natureza humana e da consciência é essencialmente a mesma que a de Descartes e, a não ser pelo fato de que o local da alma andou uns 5 centímetros até o córtex cerebral, esse ainda é o tipo de visão que encontramos predominantemente hoje em dia. Os materialistas dizem: "bem, como ninguém pode dizer o que é essa misteriosa alma humana e como ninguém pode dizer como ela interage com o cérebro, vamos partir do princípio que ela simplesmente não existe, e que o cérebro é apenas maquinaria, é apenas um computador e a consciência é, de alguma forma, gerada pela atividade da maquinaria computacional do cérebro". Essa metáfora com o computador, uma versão atualizada da antiga metáfora que comparava a vida a uma máquina, passou a dominar uma grande parte do pensamento sobre consciência, particularmente nos departamentos de psicologia. Todas essas perspectivas, ou seja, tanto a visão interacionista, que diz que a consciência interage com uma parte do cérebro, como a visão materialista, localizam a consciência dentro da cabeça. O resto do corpo é apenas maquinaria, e todo o nosso sistema médico baseia-se nesse paradigma, ou nesse modelo do meio ambiente e da natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vou lhes sugerir esta manhã é que essa visão é demasiado limitada. É claro, já descobrimos muita coisa sobre o funcionamento do cérebro e dos nervos e esse é um conhecimento valioso e importante, e obviamente a consciência está diretamente relacionada com o cérebro, mas acho que ela é muito mais do que isso. Para começar, gostaria que pensássemos sobre o que ocorre na consciência durante a percepção, é um começo por meio de uma experiência muito simples e direta. Usemos como exemplo vocês me vendo parado aqui. A explicação normal é que a luz, refletida de mim, viaja através do campo eletromagnético, através da lente de seus olhos, a imagem é invertida na retina, muda nas células retinianas, os impulsos seguem pelos nervos ópticos, gerando mudanças complexas no córtex óptico e em outras partes do cérebro. Até aí tudo bem. Tudo o que pode ser analisado, foi analisado pelos métodos da neurofïsiologia, e assim por diante. Mas então algo muito estranho ocorre: vocês formam uma imagem subjetiva de mim, em algum lugar dentro de sua cabeça. Bem, não existe nenhuma explicação para que você deva formar essa imagem, na verdade, algumas pessoas chamariam isso de 'hard problem', o problema difícil da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda mais misterioso é o fato de que você não sente que a minha imagem está localizada dentro de sua cabeça. O que imagino é que você vivência sua imagem de mim, como se ela estivesse localizada no lugar onde eu estou. O que vou sugerir agora é uma idéia tão simples que fica muito difícil de entender. Essa idéia é que sua imagem de mim é uma imagem - ela está na sua mente. Mas ao mesmo tempo, sua imagem de mim está localizada exatamente onde parece estar, ou seja, aqui, e não dentro de sua cabeça. Ela está localizada fora de sua cabeça, no ambiente, onde a imagem parece estar. Esse fato tão simples da experiência é algo que todos nós aprendemos a negar ou a rejeitar. Os dados mais imediatos de nossa experiência foram rejeitados a favor de uma teoria atribuída a Descartes e a outros filósofos, e o curioso é que essa visão das coisas domina nosso pensamento, e com isso faz com que neguemos nossa experiência mais imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos de psicologia, pelo menos na Grã-Bretanha, que foram criados tendo essa rejeição reforçada - no primeiro ano de seu curso lhes ensinam que, no passado, pessoas burras e ignorantes pensavam que a percepção ocorria porque algo saía de seus olhos enquanto que nós, modernos, pessoas inteligentes e instruídas, sabemos que ela ocorre porque a luz entra nos olhos. A teoria da intromissão da percepção é tratada como se fosse a única verdade. É claro, as teorias tradicionais não negam que algo entra nos olhos, mas na maior parte do mundo acredita-se que a visão envolve um movimento para fora, bem assim como um movimento para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa idéia de que algo entra e sai é o que estou lhes sugerindo agora. Acho que quando vemos coisas nós projetamos imagens daquilo que estamos vendo, que normalmente coincidem com o lugar onde as coisas que estamos vendo estão, ou seja, sua imagem de mim projetada coincide com o lugar onde eu estou. Se não fosse assim, ela seria uma ilusão ou uma alucinação. Eu acho que, em certo sentido, nossas mentes literalmente se estendem para tocar tudo que vemos e se olhamos as estrelas no céu à noite, nossas mentes literalmente se estendem por distâncias astronômicas para tocar aquilo que estamos olhando. E se isso não é apenas um jogo de palavras, se nossas mentes realmente se estendem para tocar o que estamos olhando, nós deveríamos ser capazes de influenciar as coisas simplesmente olhando-as. Quando pensei nisso pela primeira vez, pensei, "bem, como é que podemos provar isso?" E então pensei "bem, que tal se escolhermos algo que possa ser bastante sensível, por exemplo, as pessoas". Será que o fato de serem olhadas poderia influenciar as pessoas? É claro, se você vir que estou lhe olhando, você será influenciado pelas razões psicológicas normais, mas e se olharmos uma pessoa pelas costas e ela não souber que estamos ali? As pessoas sentem quando estão sendo olhadas pelas costas? No momento em que você faz essa pergunta, você compreende que a sensação de ser olhada fixamente pelas costas é uma experiência cotidiana, muito comum. Levantamentos na Grã-Bretanha mostraram que 90% da população já tiveram essa experiência. Existem pequenas diferenças de gênero - mais mulheres do que homens tiveram a experiência de serem olhados e de se virarem e mais homens que mulheres tiveram a experiência de fazer com que outras pessoas se virassem olhando para elas. Cerca de 90 por cento da população já teve essa experiência e eu imagino que a maioria das pessoas nesta sala já vivenciou esse fenômeno de uma forma ou de outra. Temos aqui um fato muito interessante: inúmeras pessoas crêem poder influenciar outras simplesmente olhando para elas, ou que elas sabem quando uma outra pessoa está olhando para elas pelas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que a ciência tem a nos dizer sobre esse fato tão conhecido? A maioria dos cientistas acha que só porque a maioria das pessoas acredita nesse fato, ele deve ser falso. Isso é um argumento muito estranho: é claro que se muitas pessoas acreditam em alguma coisa isso não prova que ela é verdadeira, mas certamente também não prova que ela é falsa, e é uma boa justificativa, se ela é uma ilusão, pelo menos para examinar como surge essa ilusão. No entanto, esse fenômeno é uma espécie de tabu, e esteve totalmente fora da pauta científica. É possível ler toda a literatura publicada sobre esse assunto no espaço de uma única tarde ou, se lermos o sumário dele em meu livro “Seven experiments”, levaremos uns 10 minutos. Há menos que 10 trabalhos publicados sobre o assunto desde 1890 e essa é uma área que foi incrivelmente negligenciada. Acho que os psicólogos a negligenciaram porque tiveram todas essas aulas em seu primeiro ano lhes dizendo que só pessoas burras e ridículas acreditam na idéia de que algo sai do olho, e eles não querem parecer burros, é claro, e por isso nunca mencionam o fato em público. Mas penso que o verdadeiro motivo para isso ter sido um tema tabu é porque, à época do Iluminismo, quando muitos intelectuais na Europa tiveram a idéia da marcha do progresso da ciência e da razão, o que eles queriam deixar para trás eram coisas como a religião, a superstição e a irracionalidade, e esse fenômeno da influência dos olhos foi classificado como superstição e rejeitado pelos cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que uma das razões que contribuiu para que ele fosse classificado como superstição é que no mundo todo existe muito folclore sobre o poder dos olhos, do olhar. Acreditam que você pode influenciar as pessoas ou animais, ou crianças, ou coisas olhando para elas, apenas olhando para elas. Na índia, acreditam que se um homem santo ou uma mulher santa olhar para você, você recebe uma bênção desse olhar, do darchan porque darchan significa literalmente olhar, e, portanto, há um efeito positivo no olhar. Mas no mundo todo encontramos também muitas crenças populares que dizem que se uma pessoa olha para outra, ou para uma criança, ou para um animal, com raiva, ou especialmente com inveja, o olhar dela terá um efeito prejudicial naquilo que foi olhado. Em inglês, chamamos isso de evil eye (olho mau); em português diz-se "mal olhado" e há um nome em quase todas as línguas para esse fenômeno. E por que existe uma crença tão forte nisso, e por que ela era tão forte em toda a Europa e ainda é forte em muitas partes da Europa e por todo o mundo árabe, na índia e na África, encontramos essa crença em praticamente todos os lugares, eu acho que essa é uma das razões pelas quais os cientistas nunca quiseram lidar com o assunto. Eles a classificaram como superstição e a rejeitaram totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essa criação de tabus e rejeição de áreas inteiras de investigação é uma das maneiras de limitar o conhecimento científico. O que quero dizer agora é que esse fenômeno, se é verdadeiro, tem muita coisa a nos dizer sobre a natureza da mente. Sugere que nossa mente realmente se estende para influenciar aquilo que estamos olhando. Se nossa mente pode influenciar outras pessoas ou outras coisas à distância, isso é uma coisa muito, muito importante a ser levada em consideração, porque mostra que a mente pode ter efeitos não-locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será, então, que as pessoas realmente sabem quando estão sendo olhadas pelas costas? É possível elaborarmos experimentos extremamente simples para testar essa idéia. Em meu livro 'Seven experiments that could change the world' um de meus experimentos está voltado para esse fenômeno, a sensação de estar sendo olhado pelas costas. Meu objetivo no livro era pensar sobre experimentos radicais que pudessem mudar nossa visão da realidade e que pudessem ser realizados com orçamentos de 20 dólares ou menos porque, a não ser pela oferta maravilhosa que tivemos essa manhã da Fundação Bial, normalmente não é possível conseguir fundos para pesquisas científicas radicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a forma de lidar com essa situação é realizar experimentos tão baratos que não necessitem de doações. E o experimento para testar a sensação de estar sendo olhado fixamente é praticamente grátis - esse, na verdade, é de graça. É algo que todos nesta sala podem fazer e tem as mais profundas consequências. Já foi realizado em grande escala: os resultados foram extraordinariamente positivos e significativos; é um experimento que pode ser facilmente repetido. Eu o descreverei para vocês rapidamente. Nesse experimento básico, as pessoas trabalham em pares. Uma pessoa senta de costas para a outra; as duas usam uma venda - eu uso essas vendas da Virgin Atlantic Airways, uma forma conveniente de venda. A outra pessoa senta atrás da primeira e, em uma sequência aleatória, elas ou olham para a nuca da outra ou não. Há uma série de 20 tentativas. Para indicar o começo de uma tentativa elas dão um sinal, que é feito com um clique mecânico, para evitar que sejam dadas deixas - eu uso essas coisas de plástico que tiro de cabides que vêm das lojas de roupas Marks and Spencer e eles indicam o começo de um teste. A pessoa que está sentada ali tem de adivinhar se está ou não sendo olhada. Nos testes de olhar, a pessoa olha fixamente para a nuca da outra e nos testes de não olhar olha para o outro lado e pensa em outra coisa. Esses experimentos muito simples são os testes básicos, que eu tenho realizado. Mais tarde falarei sobre versões mais sofisticadas. Mas esses experimentos dão resultados incrivelmente consistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês podem ver aqui os resultados da percentagem de suposições corretas em alguns experimentos. Esses foram os primeiros experimentos que fiz com grupos de adultos em oficinas e seminários. Os resultados gerais - 50% é o nível de probabilidade e normalmente 55% das suposições estavam corretas e 45% erradas. Não é um efeito muito grande, mas algumas pessoas são muito mais sensíveis que outras. Esse é um efeito médio em grandes grupos de sujeitos não selecionados, com observadores também não selecionados, porque algumas pessoas olham melhor que as outras, têm um olhar mais intenso. Mas aqui vocês vêem uma marca muito característica desse efeito. Nos testes de olhar, os sucessos eram cerca de 60% e nos testes de não olhar é mais ou menos no nível da probabilidade. Esses experimentos foram repetidos em uma série de escolas na Alemanha e na América, realizados por professores sob minha orientação. Nesse caso vocês vêem exatamente o mesmo padrão outra vez, só que o efeito é maior. As crianças são mais sensíveis a esse teste do que os adultos e agora faço esses experimentos principalmente com crianças, porque elas são melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vocês vêem uma vez mais que o efeito do olhar nos testes é grande, e que não há nenhum efeito nos testes de não olhar; os totais são a média dos dois. A princípio, quando pensei nisso, fiquei intrigado, mas faz sentido: se realmente existe uma sensação de ser olhado, é de se esperar que a sensação funcione quando a pessoa está sendo olhada. Nos testes de não olhar, nos testes de controle, você está pedindo aos participantes que descubram a ausência de uma sensação. Na vida real, normalmente não temos prática em descobrir quando não estão nos olhando. Essa é uma situação completamente artificial e irrealista, e nos testes de não olhar as pessoas estão apenas adivinhando, os resultados não são melhores que a probabilidade. Esse padrão, que é uma marca característica desses resultados experimentais, é interessante de outro ponto de vista, porque também atua como um controle interno contra fraudes ou deixas sutis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os alunos estivessem trapaceando falando baixinho um com o outro, ou fazendo sinais, seria de se esperar que melhorassem sua contagem no caso de olhar, e também no caso de não olhar, não se poderia esperar um efeito seletivo indicando que eles só teriam trapaceado nos testes de olhar e, de alguma forma, fosse lá qual fosse o sinal, as pessoas não reconheceriam a ausência nos testes de não olhar. Isso não seria coerente nem com trapaça nem com deixas sutis. Ora, esses experimentos já foram feitos em uma escala gigantesca e eu sintetizei os resultados cumulativos, até agora, um total de cerca de 18.000 suposições. Aqui estão os testes de não olhar e esses são os totais de suposições, corretas e incorretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa aqui é uma outra maneira de fazer a contagem dos resultados. Aliás, estatisticamente essa é melhor, ela me foi sugerida por um cético, o Professor Nicholas Humphrey, um dos mais importantes estudiosos do assunto, mas, como ele também é amigo meu, nós muitas vezes discutimos esses resultados. Ele sugeriu que a melhor maneira de fazer a contagem é a seguinte: pegar cada um dos participantes que faz 20 testes, descobrir quantos participantes obtêm 11 ou mais suposições corretas, pessoas que acertam mais vezes do que erram - quantos participantes obtêm 9 ou menos corretas - pessoas que erram mais do que acertam - e ignorar as pessoas que obtêm exatamente meio a meio. Quando examinamos os testes dessa maneira, os participantes que acertaram mais do que erraram por comparação aos que erraram mais do que acertaram são os dos testes de olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A significância estatística desse efeito é l em 10 elevado a 37 que representa uma probabilidade de trilhões e trilhões contra um. São efeitos incrivelmente significativos. No caso dos testes de não olhar, a significância foi nula. Então, nesse caso, temos uma enorme significância e no outro nenhuma signifícância, essa é uma diferença dramática. E nesses resultados aqui, que, é claro, são a combinação dos outros dois, o efeito geral, a significância é de 100 para l, contra a possibilidade de casualidade. Portanto, aqui temos um método experimental que é extremamente fácil de ser repetido, que não custa nada, que pode ser feito nas salas de aula dos colégios ou universidades e já está sendo realizado em escolas em todo o sistema escolar do estado de Connecticut na América, e na Grã-Bretanha em escolas no norte da Inglaterra como uma aula prática padrão para as crianças explorarem fenômenos que não estão no mapa psicológico comum. As crianças adoram fazer esses experimentos porque estão interessados no fenômeno, todas elas já ouviram falar dele. Os professores também gostam porque as crianças têm um experimento que realmente querem fazer. Todo o mundo gosta porque é de graça, e eu gosto porque obtenho muitos dados produzidos de graça, porque as pessoas me enviam seus dados. Se algum de vocês quiser fazer esses experimentos, com seus amigos ou alunos, pode baixar o procedimento completo, inclusive as folhas para a contagem dos pontos já ponderadas, do meu site na Internet e eu gostaria de encorajá-los a tentar fazer o experimento porque é um procedimento que pode ser repetido. É claro, para obter resultados estatísticos são necessárias amostragens bem grandes. O resultado não seria estatisticamente significativo com apenas dez ou vinte pessoas fazendo o teste uma única vez, seria preciso um pouco mais do que isso, mas se alguém aqui fizer o experimento, por favor, me mande os resultados. Sobre os dados que eu incluí aqui, os céticos dizem: "Bem, se as pessoas mandaram os resultados, então elas só irão mandar se obtiverem resultados positivos, e com isso você teria um viés". Na verdade, os dados que incluí aqui são aqueles em que eu tinha séries completas. Em Connecticut, a universidade estadual fez com que os professores realizassem esse experimento como parte do curso e com isso eu tenho todos os dados de lá, e em meus próprios experimentos eu incluí todos esses dados. Portanto, esse fenômeno é realmente passível de repetição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi muitos comentários de céticos sobre isso e um desses comentários é um argumento sutil, que diz que se as pessoas estão na mesma sala poderia haver mudanças na respiração, pequenos sons, etc. Portanto, para testar essa possibilidade, fizemos os últimos experimentos através de janelas. Colocamos as crianças em uma sala de aula e as outras crianças sentadas na outra direção, a uns 100m de distância, usando aquelas máscaras, portanto não há possibilidade de que elas possam ouvir ou ver as crianças na sala de aula ou sentir o cheiro delas e esses efeitos funcionam através de janelas, funcionam através de espelhos, e até mesmo através da televisão de circuito fechado. Esses experimentos agora já foram realizados em um número de universidades através da televisão de circuito fechado e em vez de perguntarem às pessoas se elas estão sendo olhadas ou não, monitora-se a resistência de sua pele automaticamente. E há mudanças na resistência da pele quando as pessoas estão sendo olhadas de uma tela de televisão por alguém numa outra sala. O interessante é que na vida real há muito conhecimento sobre esse efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevistei alguns detetives particulares, pessoal da vigilância na polícia, pelotões antiterrorismo da Irlanda do Norte e outras pessoas cujo negócio é olhar outras pessoas. A maioria das pessoas fica constrangida de olhar fixamente para outra pessoa durante muito tempo, mas há pessoas cujo trabalho é fazer exatamente isso o dia todo e, é claro, elas têm muito mais experiência que a maioria. A maior parte dessas pessoas que são observadores profissionais dos demais está muito consciente desse fenômeno, e alguns daqueles que operam sistemas de segurança em shoppings, edifícios, aeroportos e hospitais também estão muito conscientes desse efeito. Em uma das principais lojas de departamento de Londres, os detetives da loja disseram que podiam olhar as pessoas na loja através de uma TV e quando viam alguém roubando, um gatuno, muitas vezes perceberam que se olhassem para essa pessoa muito intensamente pela tela da TV, a pessoa começava a olhar a seu redor procurando as câmeras escondidas e depois devolvia o que tinha tirado e saía da loja. Um segurança em um hospital disse que onde isso dava mais certo era com uma câmera oculta que cobria uma área onde as pessoas iam fumar, embora não fosse permitido fumar no hospital, mas quando ele observava os fumantes através da televisão de circuito fechado eles imediatamente começavam a parecer constrangidos e apagavam seus cigarros e saíam dali. Portanto, há muitas experiências práticas. No SAS britânico, que são as forças especiais usadas para tomar de assalto terroristas em embaixadas e lugares semelhantes, parte do treinamento ensina que se você está se aproximando cuidadosamente de uma pessoa por trás, para esfaqueá-la nas costas, você não deve olhar fixamente para as costas dela, porque é quase certo que, se o fizer, ela vai se virar e lhe fazer alguma coisa horrível. E a primeira lição que um detetive particular aprende sobre seguir alguém é que você não olha para quem está seguindo, porque se olhar ele vai se virar e seu disfarce terá sido descoberto, a pessoa o verá e você já não poderá segui-la. Por isso, não se deve olhá-los fixamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma enorme quantidade de experiências práticas sobre esse fenômeno. Pessoas comuns já o vivenciaram, e existe também muita experiência individual. Tenho coletado relatos que as pessoas fazem desse fenômeno. Portanto há uma grande quantidade de história natural, há forte evidência experimental, e acho que se existem no reino humano, também existem entre os animais. Comecei recentemente alguns experimentos nos quais examino pássaros e outros animais para ver se eles sabem quando estão sendo olhados. Parece que sim. Acabei de mencionar o procedimento que elaboramos para isso: temos uma câmera de vídeo, para uma situação real, que fica ligada continuamente observando pássaros, por exemplo; a seguir, um observador se esconde em algum lugar, ou fica atrás de um espelho de duas faces ou de vidro enfumaçado, e esse observador fica olhando os pássaros por um minuto e depois não olha por um minuto; com isso você terá uma sequência aleatória de testes de um minuto. Ao analisar o vídeo depois, que pode ser contado por uma terceira pessoa neutra, você descobre se os pássaros ficaram mais agitados durante os períodos em que estavam sendo olhados do que quando não estavam. Os resultados preliminares sugerem que ficam. Animais parecem ser sensíveis ao olhar e, no momento em que você pensa nisso, você vê que os animais sabem quando outros animais estão olhando para eles, e se uma presa souber quando um predador está olhando para ela, isso teria valor evidente para a sobrevivência. E isso é de importância fundamental no reino animal provavelmente porque as pressões da seleção seriam muito fortes para que eles desenvolvessem essa sensibilidade. Ela poderia estar presente por pelo menos cem milhões de anos, ou, talvez, 200 milhões de anos, desde a evolução dos olhos. Eu acho que o que a princípio parece uma curiosidade, um fenômeno secundário na vida humana, essa sensação de ser olhado pelos outros, pode ter uma importância biológica significativa. É claro, na evolução dos relacionamentos presa/predador, se as presas ficassem boas demais na arte de saber quando os predadores estavam olhando para elas, os predadores passariam fome. Portanto, é de se esperar que os predadores desenvolvem meios de não se trair, talvez eles possam atuar como os membros do SAS britânico, ou como detetives particulares, não olhando demasiado. Mas, essa é uma área a qual não se dá muita atenção, a etologia animal, portanto só podemos depender de relatos de naturalistas. Mas aqui há uma enorme área de biologia, de história natural, de psicologia que não foi explorada cientificamente e que poderia ser explorada sem grandes gastos e que tem imensas consequências para nossa compreensão da natureza da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essas áreas são a conexão entre a pessoa que está olhando e aquilo que está sendo olhado, o que ocorre através daquilo que poderíamos chamar de campo perceptual, e no meu caso, eu penso neles como sendo campos mórficos e são um aspecto da minha hipótese geral sobre campos mórfícos, campos que conectam coisas que formam um todo. O observador e o observado, como os físicos muitas vezes nos dizem, estão conectados um ao outro. Na física já não é heresia dizer que o observador e o observado têm uma conexão entre eles. Na biologia, é claro, isso ainda é herético, mas, é claro, isso é realmente senso comum. E esses experimentos ajudam bastante a trazer o fenômeno para a biologia oficial e penso, portanto, que a idéia da mente, da percepção, precisa ir mais além da noção de que tudo se passa dentro da cabeça, e precisamos ver o processo como um processo muito mais amplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem esse é meu primeiro argumento, a primeira noção que aponta para a idéia da mente ampliada. O segundo ponto que eu quero expor sobre a mente ampliada é que nossa mente não está simplesmente localizada dentro de nossa cabeça. Acho que a idéia de que a mente está dentro de nossa cabeça nos dá uma idéia falsa de nosso relacionamento com nossos próprios corpos. As psicologias tradicionais achavam que a psi
